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Meio Ambiente

Tocantins renova normas para pesca sustentável nos rios Araguaia e Tocantins

Com o objetivo de assegurar o equilíbrio dos ecossistemas fluviais, o Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), atualizou as diretrizes que regem a atividade pesqueira no estado. As novas normativas, publicadas no Diário Oficial, substituem regulamentos anteriores e estabelecem critérios rigorosos para pescadores esportivos, amadores e profissionais, focando na conservação de espécies nativas e no combate à exploração predatória.

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Governo Estadual publica novas portarias que mantêm restrições de transporte e captura para garantir a preservação da fauna aquática pelos próximos três anos.

As Portarias nº 44 e nº 47/2026 chegam para dar continuidade a um modelo de gestão que prioriza a sustentabilidade. A principal mudança trazida pela Portaria nº 44 é a manutenção da proibição do transporte de pescado para as categorias esportiva e amadora. A medida é válida por três anos, contados a partir de março de 2026, abrangendo toda a extensão das bacias dos rios Tocantins e Araguaia.

Para os entusiastas da pesca, a regra é clara: o consumo deve ser local. É permitida a captura e estocagem de até três quilos de peixe por pescador licenciado, desde que o alimento seja preparado e consumido às margens do rio. Além disso, o transporte fica restrito a apenas um exemplar de espécie nativa, que deve, obrigatoriamente, respeitar as medidas mínimas e máximas de tamanho previstas em lei. Já os pescadores profissionais não sofrem essa restrição de transporte, desde que portem a devida Autorização de Transporte e Comercialização emitida pelo órgão ambiental.

Paralelamente, a Portaria nº 47 foca no controle das espécies. Alinhada à Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, a norma proíbe terminantemente a captura, o comércio e o transporte de peixes como o pacu-dente-seco, o rubinho e a dourada de couro, independentemente do porte do animal. Outras espécies populares, como o pacu, o lambari e a pirarara, continuam com a pesca liberada, mas sob rígido controle de tamanho para permitir a reprodução natural.

Cândido José, gerente de Fiscalização do Naturatins, reforça que a iniciativa é fundamental para que as gerações futuras ainda encontrem fartura nos rios tocantinenses. Segundo ele, o monitoramento constante permite que a atividade econômica e o lazer coexistam com a preservação ambiental. Vale lembrar que o descumprimento dessas normas não é apenas uma infração administrativa, mas um crime ambiental sujeito a multas pesadas, apreensão de barcos e equipamentos, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998.

Exceções à regra são aplicadas apenas para fins científicos, mediante autorização prévia, ou para o mercado de piscicultura licenciada, onde a origem do pescado é comprovada por nota fiscal e certificados de produção em cativeiro.

Guia Rápido: O que muda na Pesca no Tocantins (2026)

Portarias Naturatins nº 44 e nº 47

O que está PROIBIDO

  • Transporte de Pescado: Proibido para pesca esportiva e amadora por 3 anos (até 2029) nas bacias do Araguaia e Tocantins.
  • Espécies Protegidas: Captura e transporte terminantemente proibidos para: Dourada de Couro, Rubinho e Pacu-dente-seco (independente do tamanho).
  • Pesca Predatória: Uso de equipamentos não permitidos ou pesca de espécies fora das medidas mínimas/máximas.

O que está PERMITIDO

  • Consumo no Local: Pescadores licenciados podem capturar e consumir até 3kg de peixe no local da pesca (barranco/acampamento).
  • Transporte Limitado: É permitido o transporte de apenas 1 exemplar de espécie nativa por pescador, respeitando os tamanhos legais.
  • Pesca Profissional: Transporte liberado apenas com a Autorização de Transporte e Comercialização emitida pelo Naturatins.
  • Espécies Liberadas: Pesca permitida para Lambari, Pacu e Pirarara (respeitando as medidas de tamanho).

Fique Atento!

Punições: O descumprimento gera multas pesadas, apreensão de barcos, redes e veículos, além de processo criminal (Lei 9.605/98).

Documentação: Sempre porte sua licença de pesca e, se profissional, a guia de transporte.

Pisciculturas: Peixes de criadouros licenciados estão liberados para transporte, desde que acompanhados de comprovação de origem.

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Meio Ambiente

MPTO e Cariri selam acordo histórico para o fim definitivo do lixão municipal

Em uma iniciativa decisiva para a preservação ambiental do Sul do Estado, o Ministério Público do Tocantins oficializou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município de Cariri. O objetivo central é extinguir o lixão a céu aberto que assola a região, substituindo-o por um sistema de gestão de resíduos sólidos que atenda às exigências da legislação federal e garanta a recuperação do solo degradado.

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Compromisso firmado entre o Ministério Público e a prefeitura local estabelece cronograma rigoroso para recuperação ambiental e implementação de coleta seletiva eficiente.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por intermédio da Promotoria de Justiça de Gurupi, firmou um acordo estratégico com a Prefeitura de Cariri do Tocantins para solucionar um problema histórico: a destinação inadequada de resíduos sólidos. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelece prazos específicos para o encerramento das atividades no atual lixão municipal e a transição para um modelo de aterro sanitário controlado ou o transbordo para unidades licenciadas.

Além da interrupção do descarte irregular, o documento prevê a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Essa medida é essencial para mitigar os danos causados ao lençol freático e à vegetação nativa pela decomposição de resíduos ao longo dos anos. A gestão municipal também se comprometeu a implementar programas de educação ambiental e a fortalecer a coleta seletiva, integrando catadores locais e promovendo a reciclagem sistemática de materiais.

O acompanhamento do acordo será rigoroso, com vistorias periódicas realizadas pelos órgãos ambientais e técnicos do Ministério Público. Caso o cronograma estabelecido não seja cumprido, o município estará sujeito a multas diárias pesadas, que serão revertidas para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A medida representa um avanço significativo para a saúde pública de Cariri, reduzindo a proliferação de vetores de doenças e alinhando a cidade às diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico.

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Meio Ambiente

Gurupi Sufocada pelo Descarte Irregular: Um Alerta à Saúde Pública

A paisagem urbana de Gurupi enfrenta uma crise silenciosa, mas visível: o avanço desenfreado de lixões clandestinos que transformam setores residenciais em focos de doenças. Com a chegada do período chuvoso, o acúmulo de entulhos e resíduos domésticos deixa de ser apenas um problema estético para se consolidar como uma grave ameaça sanitária à população.

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Entre o descaso e o perigo, bairros periféricos tornam-se depósitos de lixo a céu aberto, elevando riscos epidemiológicos e a indignação dos moradores locais.

O cenário de abandono em bairros como o Jardim Tocantins e o Setor Atalaia reflete uma problemática que parece fugir ao controle das autoridades e da própria consciência civil. O que deveriam ser calçadas e lotes preservados tornaram-se depósitos improvisados para móveis velhos, restos de construção e lixo orgânico. Moradores locais descrevem uma rotina de impotência perante o descarte clandestino, muitas vezes realizado sob o manto da noite, o que impede a identificação dos responsáveis e perpetua um ciclo de impunidade.

Para além do impacto visual negativo e do mau cheiro que invade as residências, a principal preocupação recai sobre o Aedes aegypti. Os recipientes acumulados nos terrenos baldios servem como reservatórios ideais para as águas das chuvas, criando berçários perfeitos para o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em uma região onde o clima favorece a rápida proliferação do vetor, cada terreno negligenciado representa um risco potencial de surto epidemiológico para as famílias vizinhas.

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A comunidade demonstra uma exaustão crescente diante da lentidão nas respostas institucionais. Embora existam cronogramas de limpeza por parte da administração municipal, a frequência das remoções não tem sido suficiente para acompanhar o ritmo acelerado com que novos descartes são realizados. Lideranças comunitárias defendem que a solução não pode se limitar à coleta paliativa; é necessária uma fiscalização ostensiva, aliada à aplicação de sanções severas e à criação de pontos de entrega voluntária de resíduos de grande porte (Ecopontos).

Enquanto o equilíbrio entre a eficiência do serviço público e a responsabilidade social dos cidadãos não é atingido, o problema persiste como uma chaga aberta no cotidiano de Gurupi. Especialistas em saúde pública são enfáticos: sem uma mudança drástica na gestão de resíduos e na educação ambiental, a cidade continuará refém de um ciclo de sujeira e doenças, onde o custo da negligência pode ser, literalmente, a vida dos moradores.

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Meio Ambiente

Tocantins Fortalece Preservação Hídrica com o Projeto “Plantando Água” em Gurupi

Em um movimento decisivo para a sustentabilidade ambiental, o Governo do Tocantins, através da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), deu início nesta segunda-feira, 23, à programação da Semana da Água em Gurupi. O evento, que se estende até o dia 27 de março, foca na revitalização de ecossistemas essenciais e na implementação do projeto Plantando Água, que já contabiliza mais de 10 mil mudas nativas inseridas em áreas estratégicas para a manutenção dos mananciais do estado.

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Governo do Estado inicia a Semana da Água com demonstrações técnicas de recuperação de nascentes e parcerias estratégicas para garantir a segurança hídrica no Sul do Tocantins.

A abertura das atividades em Gurupi foi marcada por um Dia de Campo na zona rural, onde técnicos e gestores apresentaram o ciclo completo de restauração de uma nascente na Bacia do Rio Santo Antônio. No local, cerca de 300 mudas de espécies nativas do Cerrado — como Buriti, Tamboril, Angico, Baru e Angeli — foram plantadas para recompor a vegetação original. O secretário da Semarh, Marcello Lelis, destacou que a iniciativa atende a uma diretriz prioritária do governador Wanderlei Barbosa: a proteção ativa das fontes de água para garantir o abastecimento futuro.

A comitiva também visitou o Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) de Gurupi. Operado em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), o centro possui capacidade para produzir 50 mil mudas anualmente, servindo como o “coração” logístico da revitalização regional. O projeto Plantando Água não se limita ao plantio; ele envolve uma infraestrutura de proteção que inclui o cercamento das áreas com arame liso, criação de aceiros contra incêndios e monitoramento constante contra pragas em um raio de 50 metros ao redor das nascentes.

Em Cariri do Tocantins, a agenda demonstrou resultados práticos em uma nascente no Balneário Municipal, onde o plantio realizado no final de 2024 já apresenta evolução. Segundo Geraldo Laimer, secretário municipal de Meio Ambiente local, o suporte do Estado é fundamental para proteger os córregos Maralina e Cruzerá, vitais para o consumo da população. O Diretor de Planejamento da Semarh, Mateus Chagas, celebrou o envolvimento dos comitês de bacia, que atuam desde a coleta de sementes até a gestão compartilhada dos recursos.

Lançado em 2024 e financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos, o Plantando Água possui a meta ambiciosa de recuperar 50 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) em bacias críticas, como as dos rios Formoso, Lontra e Corda. A Semana da Água prossegue nesta quarta-feira, 25, em Palmas, com reuniões do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, e passará por Lagoa da Confusão na quinta-feira, encerrando-se na sexta-feira com uma oficina técnica de integração institucional entre a Semarh e o Naturatins.

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