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Meio Ambiente

Gurupi Fortalece Gestão de Resíduos em Parceria com o Setor Produtivo

Em um movimento estratégico para consolidar as políticas ambientais iniciadas com a criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 2025, a gestão de Gurupi reuniu-se com o setor empresarial nesta semana. O foco do encontro, realizado em conjunto com a Associação Comercial e Industrial de Gurupi (ACIG), foi a regulamentação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e a busca por soluções logísticas para o descarte de materiais da construção civil.

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Prefeitura e ACIG alinham diretrizes para o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e definem novas estratégias para o descarte de entulhos no município.

A modernização da gestão ambiental em Gurupi ganhou um novo capítulo na última segunda-feira, 23, com a realização de um fórum de debates entre o poder público e representantes dos setores comercial e industrial. A pauta central foi o detalhamento do PGRS, um instrumento jurídico e técnico obrigatório que orienta o manejo correto de detritos. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Rocha, o município trabalha na elaboração de um decreto que normatizará os procedimentos, permitindo um mapeamento preciso da geração de resíduos na cidade e promovendo o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção do ecossistema local.

A iniciativa fundamenta-se na Lei Federal nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), que exige que geradores de grande porte, como indústrias e serviços de saúde, assumam a responsabilidade pelo ciclo de vida de seus produtos. Além de esclarecer pontos da legislação, a reunião abordou ferramentas práticas, como o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) e a ampliação da coleta seletiva. O objetivo é criar uma cultura de responsabilidade compartilhada, onde a sustentabilidade deixe de ser apenas uma obrigação legal para se tornar um pilar do crescimento empresarial.

Paralelamente à discussão sobre o PGRS, a Prefeitura avançou em um acordo inédito com prestadores de serviço de caçambas e transporte de entulhos. A proposta estabelece que a área conhecida como “cascalheira” seja utilizada para a destinação adequada de resíduos da construção civil. Pelo acordo, a ACIG e os empresários do setor assumirão a gestão ambiental do local, incluindo a contratação de responsáveis técnicos. Em contrapartida, o município receberá contêineres sociais que serão instalados em pontos estratégicos da cidade para o descarte organizado de galhadas e restos de obras.

Para o presidente da ACIG, Raimundo Bonfim, o diálogo aberto com a administração municipal é fundamental para desmistificar a gestão de resíduos. Ele pontuou que a organização do setor gera oportunidades de renda e melhora a qualidade de vida da população. Com a união entre governo e iniciativa privada, Gurupi projeta um modelo de desenvolvimento mais transparente e eficiente, garantindo que o progresso urbano ocorra de forma ordenada e ambientalmente segura.

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Meio Ambiente

MPTO e Cariri selam acordo histórico para o fim definitivo do lixão municipal

Em uma iniciativa decisiva para a preservação ambiental do Sul do Estado, o Ministério Público do Tocantins oficializou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município de Cariri. O objetivo central é extinguir o lixão a céu aberto que assola a região, substituindo-o por um sistema de gestão de resíduos sólidos que atenda às exigências da legislação federal e garanta a recuperação do solo degradado.

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Foto: Divulgação/Ilustrativa

Compromisso firmado entre o Ministério Público e a prefeitura local estabelece cronograma rigoroso para recuperação ambiental e implementação de coleta seletiva eficiente.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por intermédio da Promotoria de Justiça de Gurupi, firmou um acordo estratégico com a Prefeitura de Cariri do Tocantins para solucionar um problema histórico: a destinação inadequada de resíduos sólidos. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelece prazos específicos para o encerramento das atividades no atual lixão municipal e a transição para um modelo de aterro sanitário controlado ou o transbordo para unidades licenciadas.

Além da interrupção do descarte irregular, o documento prevê a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Essa medida é essencial para mitigar os danos causados ao lençol freático e à vegetação nativa pela decomposição de resíduos ao longo dos anos. A gestão municipal também se comprometeu a implementar programas de educação ambiental e a fortalecer a coleta seletiva, integrando catadores locais e promovendo a reciclagem sistemática de materiais.

O acompanhamento do acordo será rigoroso, com vistorias periódicas realizadas pelos órgãos ambientais e técnicos do Ministério Público. Caso o cronograma estabelecido não seja cumprido, o município estará sujeito a multas diárias pesadas, que serão revertidas para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A medida representa um avanço significativo para a saúde pública de Cariri, reduzindo a proliferação de vetores de doenças e alinhando a cidade às diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico.

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Meio Ambiente

Gurupi Sufocada pelo Descarte Irregular: Um Alerta à Saúde Pública

A paisagem urbana de Gurupi enfrenta uma crise silenciosa, mas visível: o avanço desenfreado de lixões clandestinos que transformam setores residenciais em focos de doenças. Com a chegada do período chuvoso, o acúmulo de entulhos e resíduos domésticos deixa de ser apenas um problema estético para se consolidar como uma grave ameaça sanitária à população.

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Entre o descaso e o perigo, bairros periféricos tornam-se depósitos de lixo a céu aberto, elevando riscos epidemiológicos e a indignação dos moradores locais.

O cenário de abandono em bairros como o Jardim Tocantins e o Setor Atalaia reflete uma problemática que parece fugir ao controle das autoridades e da própria consciência civil. O que deveriam ser calçadas e lotes preservados tornaram-se depósitos improvisados para móveis velhos, restos de construção e lixo orgânico. Moradores locais descrevem uma rotina de impotência perante o descarte clandestino, muitas vezes realizado sob o manto da noite, o que impede a identificação dos responsáveis e perpetua um ciclo de impunidade.

Para além do impacto visual negativo e do mau cheiro que invade as residências, a principal preocupação recai sobre o Aedes aegypti. Os recipientes acumulados nos terrenos baldios servem como reservatórios ideais para as águas das chuvas, criando berçários perfeitos para o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em uma região onde o clima favorece a rápida proliferação do vetor, cada terreno negligenciado representa um risco potencial de surto epidemiológico para as famílias vizinhas.

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A comunidade demonstra uma exaustão crescente diante da lentidão nas respostas institucionais. Embora existam cronogramas de limpeza por parte da administração municipal, a frequência das remoções não tem sido suficiente para acompanhar o ritmo acelerado com que novos descartes são realizados. Lideranças comunitárias defendem que a solução não pode se limitar à coleta paliativa; é necessária uma fiscalização ostensiva, aliada à aplicação de sanções severas e à criação de pontos de entrega voluntária de resíduos de grande porte (Ecopontos).

Enquanto o equilíbrio entre a eficiência do serviço público e a responsabilidade social dos cidadãos não é atingido, o problema persiste como uma chaga aberta no cotidiano de Gurupi. Especialistas em saúde pública são enfáticos: sem uma mudança drástica na gestão de resíduos e na educação ambiental, a cidade continuará refém de um ciclo de sujeira e doenças, onde o custo da negligência pode ser, literalmente, a vida dos moradores.

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Meio Ambiente

Tocantins Fortalece Preservação Hídrica com o Projeto “Plantando Água” em Gurupi

Em um movimento decisivo para a sustentabilidade ambiental, o Governo do Tocantins, através da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), deu início nesta segunda-feira, 23, à programação da Semana da Água em Gurupi. O evento, que se estende até o dia 27 de março, foca na revitalização de ecossistemas essenciais e na implementação do projeto Plantando Água, que já contabiliza mais de 10 mil mudas nativas inseridas em áreas estratégicas para a manutenção dos mananciais do estado.

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Governo do Estado inicia a Semana da Água com demonstrações técnicas de recuperação de nascentes e parcerias estratégicas para garantir a segurança hídrica no Sul do Tocantins.

A abertura das atividades em Gurupi foi marcada por um Dia de Campo na zona rural, onde técnicos e gestores apresentaram o ciclo completo de restauração de uma nascente na Bacia do Rio Santo Antônio. No local, cerca de 300 mudas de espécies nativas do Cerrado — como Buriti, Tamboril, Angico, Baru e Angeli — foram plantadas para recompor a vegetação original. O secretário da Semarh, Marcello Lelis, destacou que a iniciativa atende a uma diretriz prioritária do governador Wanderlei Barbosa: a proteção ativa das fontes de água para garantir o abastecimento futuro.

A comitiva também visitou o Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) de Gurupi. Operado em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), o centro possui capacidade para produzir 50 mil mudas anualmente, servindo como o “coração” logístico da revitalização regional. O projeto Plantando Água não se limita ao plantio; ele envolve uma infraestrutura de proteção que inclui o cercamento das áreas com arame liso, criação de aceiros contra incêndios e monitoramento constante contra pragas em um raio de 50 metros ao redor das nascentes.

Em Cariri do Tocantins, a agenda demonstrou resultados práticos em uma nascente no Balneário Municipal, onde o plantio realizado no final de 2024 já apresenta evolução. Segundo Geraldo Laimer, secretário municipal de Meio Ambiente local, o suporte do Estado é fundamental para proteger os córregos Maralina e Cruzerá, vitais para o consumo da população. O Diretor de Planejamento da Semarh, Mateus Chagas, celebrou o envolvimento dos comitês de bacia, que atuam desde a coleta de sementes até a gestão compartilhada dos recursos.

Lançado em 2024 e financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos, o Plantando Água possui a meta ambiciosa de recuperar 50 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) em bacias críticas, como as dos rios Formoso, Lontra e Corda. A Semana da Água prossegue nesta quarta-feira, 25, em Palmas, com reuniões do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, e passará por Lagoa da Confusão na quinta-feira, encerrando-se na sexta-feira com uma oficina técnica de integração institucional entre a Semarh e o Naturatins.

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