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Meio Ambiente

Força-tarefa intensifica combate aos maus-tratos animais com resgates e autuações em Gurupi

Entre o último final de semana e esta segunda-feira, 12, a cidade de Gurupi foi palco de uma série de intervenções ambientais voltadas à proteção animal. As ações, que uniram fiscalização técnica, apoio policial e suporte legislativo, culminaram no resgate de cães e cavalos, além da responsabilização criminal de tutores negligentes. O balanço das ocorrências reforça a importância da denúncia imediata para garantir a sobrevivência de animais abandonados ou agredidos.

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Operações conjuntas entre a Secretaria de Meio Ambiente, Polícia Militar e órgãos municipais resultam em prisões em flagrante e mobilização para salvar animais em situação de risco.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Gurupi , teve um cronograma intenso de atividades voltado ao bem-estar animal nos últimos dias. Sob a coordenação do secretário executivo da pasta, Diego Rocha, equipes de fiscalização e médicos-veterinários realizaram diligências estratégicas para atender denúncias de abusos e abandono. O trabalho contou com o suporte direto da Polícia Militar e o acompanhamento da vereadora Diane da Vitória dos Bichos, evidenciando uma articulação institucional contra crimes ambientais na região.

O episódio de maior tensão ocorreu nesta segunda-feira, 12, por volta do meio-dia. Após receberem informações sobre um cachorro mantido em condições precárias dentro de uma residência trancada, as autoridades se deslocaram para o imóvel. Durante a abordagem, o proprietário tentou burlar a fiscalização, tentando acessar os fundos da casa para retirar o animal e fugir do flagrante. A tentativa de evasão foi frustrada pela Polícia Militar, que conteve o indivíduo. O animal foi imediatamente retirado e encaminhado para cuidados veterinários de urgência, enquanto o tutor foi levado à Delegacia de Polícia Civil, onde responderá criminalmente, além de receber multas administrativas aplicadas pelo município.

A operação também se estendeu à zona urbana para o resgate de grandes animais. No sábado, 10, uma busca minuciosa foi realizada em diversos bairros, incluindo Vila Nova, Setor Aeroporto, Canaã II e Jardim Tocantins. Com o auxílio de carretas apropriadas, a equipe localizou um cavalo em estado crítico de saúde. Embora as buscas originais visassem dois animais, apenas um foi encontrado no momento. Relatos de moradores locais indicaram que os animais circulavam pela região há dias, mas a demora na formalização das denúncias dificultou uma intervenção mais ágil por parte do poder público.

No domingo, 11, um desfecho trágico marcou as atividades da equipe. Após novas denúncias sobre um equino debilitado, a fiscalização enfrentou dificuldades para localizar o endereço exato devido à imprecisão das informações fornecidas. Ao chegarem ao local indicado, os agentes constataram que o animal já havia ido a óbito. Diante da situação, a Secretaria de Infraestrutura foi acionada durante a noite para realizar a remoção do corpo, visando manter a higiene e a segurança viária da localidade.

O secretário Diego Rocha aproveitou a oportunidade para fazer um apelo à conscientização da comunidade. Segundo ele, a eficácia do resgate depende diretamente da agilidade e da precisão dos dados fornecidos pela população. Rocha enfatizou que omitir informações ou demorar a denunciar pode ser a diferença entre a vida e a morte de um animal. Ele reiterou que a gestão municipal mantém uma política de “tolerância zero” contra os maus-tratos, utilizando todos os instrumentos legais para punir quem infringe a Lei de Crimes Ambientais.

Para colaborar com o monitoramento e a proteção dos animais em Gurupi, a população dispõe de um canal direto de comunicação. Denúncias anônimas ou identificadas, contendo fotos e localização precisa, podem ser feitas pelo telefone (63) 3301-4336. A colaboração cidadã é considerada o pilar fundamental para que a rede de proteção consiga atuar de forma preventiva e punitiva em todo o território municipal.

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Meio Ambiente

Tocantins une forças em projeto estratégico para recuperação de nascentes e preservação ambiental

Uma ampla coalizão formada pelo poder público estadual, a academia e diversas prefeituras municipais acaba de consolidar uma parceria vital para o futuro ecológico do Tocantins. O foco principal da iniciativa é a revitalização de mananciais e matas ciliares, promovendo o plantio de mudas nativas e a implementação de práticas que garantam o abastecimento de água e a qualidade ambiental para as próximas décadas.

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Aliança entre o Governo do Estado, a Universidade Federal do Tocantins e 13 municípios visa garantir a segurança hídrica e a restauração de áreas degradadas no Cerrado.

A proteção dos recursos hídricos tornou-se o eixo central de um novo esforço cooperativo na região. Por meio da recuperação sistemática de áreas de nascentes e matas ciliares, o projeto busca não apenas restaurar a vegetação perdida, mas assegurar a disponibilidade de água potável a longo prazo. Segundo Marcello Lelis, o processo de cercamento, replantio e manutenção das mudas nos anos iniciais equivale a “plantar água”, um passo essencial para garantir a segurança hídrica das futuras gerações.

A operacionalização desse plano conta com o suporte técnico e científico do campus da UFT em Gurupi. A diretora da unidade, Niléia Cristina, destaca que o engajamento coletivo é o diferencial para que as atividades do Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) sejam expandidas e ganhem continuidade no tempo. A produção de mudas nativas do bioma Cerrado é uma das frentes de trabalho fundamentais que sustentam essa estratégia de cooperação regional.

Com a união de 13 cidades, a expectativa é que a recuperação de solos degradados se intensifique, fortalecendo a preservação hídrica em uma das zonas mais importantes e produtivas do estado. Esse modelo de gestão integrada entre governo e universidade reforça o compromisso com a sustentabilidade e a resiliência ambiental no Tocantins.

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Meio Ambiente

MPTO e Cariri selam acordo histórico para o fim definitivo do lixão municipal

Em uma iniciativa decisiva para a preservação ambiental do Sul do Estado, o Ministério Público do Tocantins oficializou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município de Cariri. O objetivo central é extinguir o lixão a céu aberto que assola a região, substituindo-o por um sistema de gestão de resíduos sólidos que atenda às exigências da legislação federal e garanta a recuperação do solo degradado.

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Compromisso firmado entre o Ministério Público e a prefeitura local estabelece cronograma rigoroso para recuperação ambiental e implementação de coleta seletiva eficiente.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por intermédio da Promotoria de Justiça de Gurupi, firmou um acordo estratégico com a Prefeitura de Cariri do Tocantins para solucionar um problema histórico: a destinação inadequada de resíduos sólidos. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelece prazos específicos para o encerramento das atividades no atual lixão municipal e a transição para um modelo de aterro sanitário controlado ou o transbordo para unidades licenciadas.

Além da interrupção do descarte irregular, o documento prevê a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Essa medida é essencial para mitigar os danos causados ao lençol freático e à vegetação nativa pela decomposição de resíduos ao longo dos anos. A gestão municipal também se comprometeu a implementar programas de educação ambiental e a fortalecer a coleta seletiva, integrando catadores locais e promovendo a reciclagem sistemática de materiais.

O acompanhamento do acordo será rigoroso, com vistorias periódicas realizadas pelos órgãos ambientais e técnicos do Ministério Público. Caso o cronograma estabelecido não seja cumprido, o município estará sujeito a multas diárias pesadas, que serão revertidas para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A medida representa um avanço significativo para a saúde pública de Cariri, reduzindo a proliferação de vetores de doenças e alinhando a cidade às diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico.

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Meio Ambiente

Gurupi Sufocada pelo Descarte Irregular: Um Alerta à Saúde Pública

A paisagem urbana de Gurupi enfrenta uma crise silenciosa, mas visível: o avanço desenfreado de lixões clandestinos que transformam setores residenciais em focos de doenças. Com a chegada do período chuvoso, o acúmulo de entulhos e resíduos domésticos deixa de ser apenas um problema estético para se consolidar como uma grave ameaça sanitária à população.

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Entre o descaso e o perigo, bairros periféricos tornam-se depósitos de lixo a céu aberto, elevando riscos epidemiológicos e a indignação dos moradores locais.

O cenário de abandono em bairros como o Jardim Tocantins e o Setor Atalaia reflete uma problemática que parece fugir ao controle das autoridades e da própria consciência civil. O que deveriam ser calçadas e lotes preservados tornaram-se depósitos improvisados para móveis velhos, restos de construção e lixo orgânico. Moradores locais descrevem uma rotina de impotência perante o descarte clandestino, muitas vezes realizado sob o manto da noite, o que impede a identificação dos responsáveis e perpetua um ciclo de impunidade.

Para além do impacto visual negativo e do mau cheiro que invade as residências, a principal preocupação recai sobre o Aedes aegypti. Os recipientes acumulados nos terrenos baldios servem como reservatórios ideais para as águas das chuvas, criando berçários perfeitos para o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em uma região onde o clima favorece a rápida proliferação do vetor, cada terreno negligenciado representa um risco potencial de surto epidemiológico para as famílias vizinhas.

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A comunidade demonstra uma exaustão crescente diante da lentidão nas respostas institucionais. Embora existam cronogramas de limpeza por parte da administração municipal, a frequência das remoções não tem sido suficiente para acompanhar o ritmo acelerado com que novos descartes são realizados. Lideranças comunitárias defendem que a solução não pode se limitar à coleta paliativa; é necessária uma fiscalização ostensiva, aliada à aplicação de sanções severas e à criação de pontos de entrega voluntária de resíduos de grande porte (Ecopontos).

Enquanto o equilíbrio entre a eficiência do serviço público e a responsabilidade social dos cidadãos não é atingido, o problema persiste como uma chaga aberta no cotidiano de Gurupi. Especialistas em saúde pública são enfáticos: sem uma mudança drástica na gestão de resíduos e na educação ambiental, a cidade continuará refém de um ciclo de sujeira e doenças, onde o custo da negligência pode ser, literalmente, a vida dos moradores.

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