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Estado investiga morte de detento em Unidade Penal de Cariri do Tocantins

A Corregedoria-Geral da Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo do Tocantins formalizou, nesta semana, a abertura de uma investigação para esclarecer a morte de um homem que estava sob custódia estatal. O caso, ocorrido na Unidade de Tratamento Penal de Cariri, mobiliza autoridades que buscam detalhes sobre o falecimento registrado no início de março de 2026.

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Corregedoria instaura sindicância para apurar as circunstâncias do óbito de Roberto Pereira Maciel, ocorrido em março deste ano.

A decisão de instaurar a sindicância investigativa foi oficializada por meio de uma portaria publicada nesta terça-feira, 7 de julho. O objetivo central do procedimento é apurar as causas e as responsabilidades em torno da morte de Roberto Pereira Maciel. O detento estava alojado na Unidade de Tratamento Penal de Cariri (UTPC) quando o óbito foi registrado, por volta de 00h40 do dia 3 de março.

A abertura desta apuração fundamenta-se em um conjunto de documentos técnicos e oficiais reunidos desde o incidente. Entre as peças analisadas pela Corregedoria estão o relatório administrativo de óbito intramuros, o boletim de ocorrência lavrado na 12ª Central de Atendimento da Polícia Civil em Gurupi, além da declaração de óbito e do laudo de exame pericial cadavérico. Tais elementos servirão de guia para os trabalhos da Comissão Especial de Procedimentos Disciplinares e Sindicâncias.

Como o falecimento ocorreu dentro das dependências de uma unidade prisional, o Estado tem o dever legal de esclarecer os fatos, considerando que a vítima estava sob sua guarda direta. A investigação é conduzida pela comissão instituída pela Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju).

Até o fechamento desta matéria, a Seciju foi procurada para fornecer informações adicionais sobre os motivos específicos que levaram à abertura do procedimento administrativo neste momento, mas o retorno das autoridades ainda é aguardado.

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Policial

PM apreende 19 tabletes de maconha em área de mata após perseguição no Tocantins

Uma operação do Comando de Operações de Divisas (COD), da Polícia Militar, resultou na apreensão de 19 tabletes de maconha na noite do último sábado (28), no sul do estado. A droga foi descoberta escondida em meio à vegetação densa após um suspeito em um veículo preto fugir de uma abordagem policial, desencadeando uma busca minuciosa nas proximidades da rodovia TO-373.

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Entorpecentes foram localizados sob folhagens às margens da rodovia TO-373; suspeito conseguiu fugir após tentar interceptar outro motorista na região de Alvorada.

A ocorrência teve início durante um bloqueio de rotina realizado pela Polícia Militar. Na ocasião, um condutor relatou aos agentes que um homem, em um carro estacionado em um trecho escuro da estrada, havia tentado forçá-lo a parar o veículo. Diante da denúncia, a equipe do COD se deslocou até o ponto indicado e identificou um reflexo suspeito vindo da mata.

Ao perceber a aproximação da viatura, o condutor do veículo suspeito iniciou uma fuga em alta velocidade no sentido contrário da via. Os policiais realizaram um acompanhamento tático, mas o indivíduo conseguiu escapar da interceptação. Sem o êxito imediato na captura, os militares retornaram ao local original onde o carro estava parado para realizar uma varredura na área.

Durante as buscas na vegetação, os policiais localizaram os 19 tabletes de maconha ocultos sob folhagens e galhos, ao pé de uma árvore. A polícia acredita que o local funcionava como um ponto de depósito temporário para o tráfico de entorpecentes. Todo o material apreendido foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Alvorada, que agora conduz as investigações para identificar e localizar o responsável pela carga.

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Operação Vital: Esquema de R$ 26 Milhões Usava Morador de Rua para Fraudar Impostos no Tocantins

Uma investigação da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT) revelou que milhões de reais em impostos foram desviados por meio de um esquema sofisticado envolvendo o comércio de bebidas e o uso de pessoas em situação de vulnerabilidade. Com mandados cumpridos em Palmas e Gurupi, a Operação Vital expôs como um morador de rua e um motorista de caminhão foram transformados em “donos” de empresas milionárias para acobertar crimes que geraram um rombo de mais de R$ 26 milhões aos cofres públicos.

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Polícia Civil desarticula organização criminosa que utilizava “laranjas” e empresas de fachada para sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Deflagrada nesta sexta-feira (26), a Operação Vital mirou uma rede criminosa especializada em sonegação fiscal e lavagem de capitais no estado do Tocantins. Segundo a Polícia Civil, o grupo causou um prejuízo exato de R$ 26.438.802,59 ao erário por meio de manobras contábeis e operacionais fraudulentas. Durante a ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Gurupi, resultando na prisão em flagrante de um suspeito portando arma de fogo irregular e na apreensão de vasto material, incluindo computadores e documentos contábeis.

O funcionamento da organização consistia no registro de empresas de fachada em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, estratégia utilizada para blindar os verdadeiros líderes do esquema. Entre os sócios identificados pela investigação, destaca-se um homem com antecedentes criminais que atualmente vive em situação de rua. Outro envolvido figurava formalmente como proprietário de uma distribuidora com capital social de R$ 500 mil, embora exercesse a profissão de motorista de caminhão, apresentando um padrão de vida totalmente incompatível com a posse de tal empreendimento.

A fraude operacional ocorria na compra interestadual de grandes volumes de bebidas alcoólicas e energéticos. Para burlar a fiscalização e omitir o recolhimento do ICMS, a carga era desviada para Palmas antes mesmo de chegar ao destino declarado em Gurupi, onde as empresas possuíam sede apenas formal, sem qualquer estrutura operacional. Além do desvio físico, o grupo deixava deliberadamente de transmitir a Escrituração Fiscal Digital. A investigação aponta que as empresas eram geridas por um indivíduo com procurações públicas, responsável pela emissão de documentos falsos com a colaboração de contadores, entre eles Paulo César Maciel dos Santos, que já possui histórico de fraudes no agronegócio e permanece foragido.

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Operação Sorte Falseada: Polícia Civil Desarticula Esquema de Jogos de Azar em Gurupi

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), a Operação Sorte Falseada para combater a exploração de jogos de azar on-line e crimes de lavagem de dinheiro em Gurupi. A ação mirou uma influenciadora digital suspeita de utilizar suas redes sociais para promover plataformas ilegais, como o popular “jogo do tigrinho”, prometendo ganhos fáceis aos seus seguidores enquanto ocultava um patrimônio milionário incompatível com sua renda declarada.

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Influenciadora digital é alvo de investigação por lavagem de dinheiro e promoção de apostas ilegais com movimentação financeira milionária.

A investigação, conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas) com o apoio da 7ª Delegacia Regional de Gurupi, teve início em março de 2024, após denúncias anônimas. De acordo com o inquérito, a influenciadora não apenas fomentava as apostas em seu perfil no Instagram, mas também teria proferido ameaças em vídeo contra pessoas que pretendiam denunciar as plataformas às autoridades. O nome da operação reflete tanto as promessas enganosas de lucro quanto a construção de uma falsa imagem de prosperidade para atrair novas vítimas.

As diligências policiais revelaram um esquema financeiro complexo para dificultar o rastreamento de valores. Foram identificados indícios de fracionamento de saques, utilização de empresas de fachada, “contas de passagem” e o uso de terceiros para movimentar ativos. Em apenas um ano, as contas ligadas à investigada registraram movimentações milionárias, valor que destoa completamente de sua renda formal. Entre as transações suspeitas, destaca-se a compra de um apartamento em Palmas, avaliado em R$ 300 mil, quitado integralmente com dinheiro em espécie.

Diante das evidências, o Poder Judiciário autorizou o sequestro do referido imóvel e o bloqueio de veículos de luxo, incluindo uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e uma motocicleta elétrica. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram aproximadamente R$ 8 mil em espécie, notas de dólar, cartões bancários e objetos pessoais. Além disso, foi determinada a suspensão do perfil da influenciadora e a extração de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos para aprofundar as investigações.

O delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Chaves de Queiroz, ressaltou que o modus operandi identificado aponta para uma tentativa deliberada de pulverização patrimonial para ocultar a origem ilícita dos recursos. Já o delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, reforçou que a integração entre as unidades especializadas foi crucial para o sucesso da operação e para o enfrentamento de crimes que exploram a boa-fé da população através de promessas de “sorte” artificial. A investigação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema

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