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Meio Ambiente

Uma vida em cores, um voo que quase se perdeu

Considerada símbolo do Tocantins, a arara-canindé é uma ave vibrante e inteligente. No entanto, sua beleza e liberdade estão ameaçadas por ações humanas. Um atropelamento na BR-153, que quase custou a vida de um desses pássaros, ressalta a urgência de proteger a vida selvagem e a união entre a população e as autoridades.

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Foto: Divulgação/PRF

O resgate de uma arara-canindé atropelada na BR-153 revela a luta pela preservação da fauna e a importância da colaboração humana.

Resgate na BR-153: Um símbolo em perigo

Na noite da última quinta-feira, por volta das 19h50, um motorista encontrou uma cena desoladora na BR-153: uma arara-canindé gravemente ferida após ser atropelada. Em um ato de empatia, o homem resgatou a ave e a levou até a Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A ave, símbolo natural do estado do Tocantins, apresentava ferimentos visíveis e uma das asas fraturada. A equipe da PRF, ao perceber a gravidade da situação, agiu rapidamente. Eles contataram um médico veterinário que, de forma remota, deu as primeiras orientações e recomendou o encaminhamento da arara para uma clínica especializada. Seguindo a orientação, a ave foi transportada e recebeu o atendimento necessário para sua recuperação.

O caso reforça a atuação da PRF na proteção da fauna e do meio ambiente, mas também serve como um lembrete importante sobre a vulnerabilidade desses animais. A arara-canindé, conhecida por seu voo ágil e inteligência, vive em bandos e tem sua dieta baseada em sementes, nozes, frutas e flores. Sua beleza tem ganhado o mundo através de registros nas redes sociais, mas a realidade é que muitas espécies de psitaciformes estão entre as mais ameaçadas de extinção.

As principais ameaças incluem a caça ilegal e a destruição do hábitat natural por meio de desmatamento e queimadas. A história do resgate da arara na BR-153 mostra a importância da colaboração entre a sociedade e as instituições para proteger a vida selvagem.

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Meio Ambiente

Tocantins une forças em projeto estratégico para recuperação de nascentes e preservação ambiental

Uma ampla coalizão formada pelo poder público estadual, a academia e diversas prefeituras municipais acaba de consolidar uma parceria vital para o futuro ecológico do Tocantins. O foco principal da iniciativa é a revitalização de mananciais e matas ciliares, promovendo o plantio de mudas nativas e a implementação de práticas que garantam o abastecimento de água e a qualidade ambiental para as próximas décadas.

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Foto: Divulgação

Aliança entre o Governo do Estado, a Universidade Federal do Tocantins e 13 municípios visa garantir a segurança hídrica e a restauração de áreas degradadas no Cerrado.

A proteção dos recursos hídricos tornou-se o eixo central de um novo esforço cooperativo na região. Por meio da recuperação sistemática de áreas de nascentes e matas ciliares, o projeto busca não apenas restaurar a vegetação perdida, mas assegurar a disponibilidade de água potável a longo prazo. Segundo Marcello Lelis, o processo de cercamento, replantio e manutenção das mudas nos anos iniciais equivale a “plantar água”, um passo essencial para garantir a segurança hídrica das futuras gerações.

A operacionalização desse plano conta com o suporte técnico e científico do campus da UFT em Gurupi. A diretora da unidade, Niléia Cristina, destaca que o engajamento coletivo é o diferencial para que as atividades do Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) sejam expandidas e ganhem continuidade no tempo. A produção de mudas nativas do bioma Cerrado é uma das frentes de trabalho fundamentais que sustentam essa estratégia de cooperação regional.

Com a união de 13 cidades, a expectativa é que a recuperação de solos degradados se intensifique, fortalecendo a preservação hídrica em uma das zonas mais importantes e produtivas do estado. Esse modelo de gestão integrada entre governo e universidade reforça o compromisso com a sustentabilidade e a resiliência ambiental no Tocantins.

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Meio Ambiente

MPTO e Cariri selam acordo histórico para o fim definitivo do lixão municipal

Em uma iniciativa decisiva para a preservação ambiental do Sul do Estado, o Ministério Público do Tocantins oficializou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município de Cariri. O objetivo central é extinguir o lixão a céu aberto que assola a região, substituindo-o por um sistema de gestão de resíduos sólidos que atenda às exigências da legislação federal e garanta a recuperação do solo degradado.

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Compromisso firmado entre o Ministério Público e a prefeitura local estabelece cronograma rigoroso para recuperação ambiental e implementação de coleta seletiva eficiente.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por intermédio da Promotoria de Justiça de Gurupi, firmou um acordo estratégico com a Prefeitura de Cariri do Tocantins para solucionar um problema histórico: a destinação inadequada de resíduos sólidos. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelece prazos específicos para o encerramento das atividades no atual lixão municipal e a transição para um modelo de aterro sanitário controlado ou o transbordo para unidades licenciadas.

Além da interrupção do descarte irregular, o documento prevê a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Essa medida é essencial para mitigar os danos causados ao lençol freático e à vegetação nativa pela decomposição de resíduos ao longo dos anos. A gestão municipal também se comprometeu a implementar programas de educação ambiental e a fortalecer a coleta seletiva, integrando catadores locais e promovendo a reciclagem sistemática de materiais.

O acompanhamento do acordo será rigoroso, com vistorias periódicas realizadas pelos órgãos ambientais e técnicos do Ministério Público. Caso o cronograma estabelecido não seja cumprido, o município estará sujeito a multas diárias pesadas, que serão revertidas para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A medida representa um avanço significativo para a saúde pública de Cariri, reduzindo a proliferação de vetores de doenças e alinhando a cidade às diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico.

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Meio Ambiente

Gurupi Sufocada pelo Descarte Irregular: Um Alerta à Saúde Pública

A paisagem urbana de Gurupi enfrenta uma crise silenciosa, mas visível: o avanço desenfreado de lixões clandestinos que transformam setores residenciais em focos de doenças. Com a chegada do período chuvoso, o acúmulo de entulhos e resíduos domésticos deixa de ser apenas um problema estético para se consolidar como uma grave ameaça sanitária à população.

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Entre o descaso e o perigo, bairros periféricos tornam-se depósitos de lixo a céu aberto, elevando riscos epidemiológicos e a indignação dos moradores locais.

O cenário de abandono em bairros como o Jardim Tocantins e o Setor Atalaia reflete uma problemática que parece fugir ao controle das autoridades e da própria consciência civil. O que deveriam ser calçadas e lotes preservados tornaram-se depósitos improvisados para móveis velhos, restos de construção e lixo orgânico. Moradores locais descrevem uma rotina de impotência perante o descarte clandestino, muitas vezes realizado sob o manto da noite, o que impede a identificação dos responsáveis e perpetua um ciclo de impunidade.

Para além do impacto visual negativo e do mau cheiro que invade as residências, a principal preocupação recai sobre o Aedes aegypti. Os recipientes acumulados nos terrenos baldios servem como reservatórios ideais para as águas das chuvas, criando berçários perfeitos para o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em uma região onde o clima favorece a rápida proliferação do vetor, cada terreno negligenciado representa um risco potencial de surto epidemiológico para as famílias vizinhas.

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A comunidade demonstra uma exaustão crescente diante da lentidão nas respostas institucionais. Embora existam cronogramas de limpeza por parte da administração municipal, a frequência das remoções não tem sido suficiente para acompanhar o ritmo acelerado com que novos descartes são realizados. Lideranças comunitárias defendem que a solução não pode se limitar à coleta paliativa; é necessária uma fiscalização ostensiva, aliada à aplicação de sanções severas e à criação de pontos de entrega voluntária de resíduos de grande porte (Ecopontos).

Enquanto o equilíbrio entre a eficiência do serviço público e a responsabilidade social dos cidadãos não é atingido, o problema persiste como uma chaga aberta no cotidiano de Gurupi. Especialistas em saúde pública são enfáticos: sem uma mudança drástica na gestão de resíduos e na educação ambiental, a cidade continuará refém de um ciclo de sujeira e doenças, onde o custo da negligência pode ser, literalmente, a vida dos moradores.

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