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Infraestrutura/Urbanismo

DNIT anuncia pacote de R$ 35 milhões para rodovias do Tocantins

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) dá um passo importante para o desenvolvimento do Tocantins, com investimentos que prometem transformar a malha viária e impulsionar a economia local. O anúncio inclui obras de melhoria, projetos e a federalização de um trecho estratégico.

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Um marco para a infraestrutura do estado

Em um evento realizado nesta quarta-feira (27) na capital Palmas, o DNIT confirmou um pacote significativo de melhorias para as rodovias federais no Tocantins. Durante a cerimônia, foram assinadas três ordens de início de serviço para a BR-010/TO, um contrato para a elaboração de projetos da BR-235/TO e a formalização da federalização da rodovia estadual TO-050. No total, os investimentos do Governo Federal nessas iniciativas somam cerca de R$ 35 milhões.

O diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, ressaltou que esses empreendimentos refletem o compromisso do Governo Federal em aprimorar a infraestrutura do país. “Estamos assinando, junto com o governador Wanderlei Barbosa, ordens de serviço e contratos que vão mudar a realidade da região. Nosso objetivo é abrir caminhos para o desenvolvimento, garantindo mais segurança, mobilidade e oportunidades. A duplicação entre Palmas e Porto Nacional, a construção da ponte sobre o Ribeirão Aldeia Grande e os projetos da BR-235 são exemplos concretos de que o Governo Federal está investindo no futuro do Tocantins”, afirmou.

A oficialização da federalização da rodovia estadual TO-050 foi um dos pontos centrais da solenidade. O trecho que liga Silvanópolis a Palmas, passando por Porto Nacional, onde se conecta com a BR-010/TO, agora será administrado pelo DNIT. Com a transferência de gestão do segmento de 106,2 km, a autarquia já deu início aos serviços de conservação e recuperação da via, que incluem a recomposição do pavimento, roçada, limpeza de drenagem e nova sinalização. Para essas intervenções, serão investidos aproximadamente R$ 17 milhões ao longo de três anos. O superintendente do DNIT no Tocantins, Luiz Antônio Garcia, destacou que a federalização atende a uma demanda histórica e que, junto aos demais projetos, criará um novo corredor logístico de oeste a leste no estado.

Além da federalização, outras melhorias importantes foram anunciadas para a BR-010/TO. O DNIT autorizou a elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia para a restauração e duplicação do trecho entre Palmas e Porto Nacional (km 408,8 ao km 448,3), um segmento de 39,5 km que visa melhorar a fluidez do tráfego. Também foi aprovada a construção de uma nova ponte sobre o Ribeirão Aldeia Grande, no km 807, entre Morro Grande e Goiatins. A nova estrutura, com investimento de R$ 8,4 milhões, tem prazo de um ano para ser concluída.

Para a BR-235/TO, foi assinado o contrato para a elaboração dos estudos e projetos de engenharia para implantação, pavimentação e adequação de capacidade. Os projetos, que abrangem 158,8 km entre a divisa com o Maranhão e o município de Pedro Afonso, são considerados estratégicos para a segurança viária e eliminação de pontos críticos. Os estudos terão um investimento de cerca de R$ 5,9 milhões.

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Infraestrutura/Urbanismo

BR-153: Entre o Equilíbrio das Contas e o Ritmo das Obras no Tocantins

Com quase meio bilhão de reais aplicados e a marca de 400 mil atendimentos realizados, a gestão privada das BRs 153, 080 e 414 apresenta números robustos. No entanto, para o motorista que percorre o trecho tocantinense, o otimismo das planilhas contrasta com a realidade de uma rodovia que ainda inicia sua transição para a duplicação total, levantando o debate sobre o real impacto da concessão no desenvolvimento regional até o momento.

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Concessão da Ecovias do Araguaia completa quatro anos com R$ 500 milhões investidos, mas usuários questionam se a velocidade das entregas acompanha a importância logística da “Rodovia da Integração”.

Quatro anos após o início da concessão que transferiu a gestão das BRs 153, 080 e 414 para a Ecovias do Araguaia, o balanço operacional da companhia impressiona pelo volume. Desde outubro de 2021, quando assumiu a responsabilidade por 850,7 quilômetros de estradas entre Tocantins e Goiás, a empresa consolidou um modelo de suporte que anteriormente inexistia sob a tutela estatal. Com o início da cobrança de pedágio em 2022, a promessa foi transformar a principal rota do agronegócio em um corredor de alta performance, prevendo investimentos de R$ 7,8 bilhões em obras ao longo de 35 anos.

No território tocantinense, o avanço mais visível ocorreu em 2024. A concessionária entregou os primeiros 12,85 quilômetros de duplicação, concentrados nas regiões de Gurupi e Aliança do Tocantins, além de infraestruturas acessórias como vias marginais, passarelas e viadutos. Embora a ANTT tenha confirmado a antecipação de alguns cronogramas, o volume entregue ainda é uma fração tímida diante dos 173,98 quilômetros de duplicação previstos apenas para o Tocantins. Essa disparidade entre o que foi assinado e o que está disponível para o tráfego é o ponto central de insatisfação de quem utiliza a via diariamente.

Pelo prisma institucional, a mudança de patamar é evidente. A Ecovias destaca que a rodovia agora conta com monitoramento constante, socorro médico e mecânico ágil, além de uma manutenção preventiva que substituiu o antigo modelo de “tapa-buracos” emergenciais. Em 2024, a injeção de R$ 200 milhões nas frentes de trabalho gerou mais de mil empregos, reforçando o papel da estrada como motor econômico. Para o setor de transportes, a previsibilidade oferecida pelo suporte 24 horas reduz prejuízos com paradas imprevistas e aumenta a segurança jurídica das operações logísticas.

Contudo, a percepção do usuário tocantinense é pautada pela urgência. Como espinha dorsal da economia do estado, a BR-153 é o canal por onde flui a safra, o transporte interestadual e o abastecimento das cidades. O fato de o contrato prever que a maior parte das duplicações ocorra apenas até o décimo ano de concessão cria um hiato de espera que custa caro em termos de fluidez e segurança. Enquanto Goiás detém a maior fatia da duplicação prevista, o Tocantins observa o cronograma com rigor, ciente de que cada quilômetro de pista simples representa um gargalo para a competitividade local.

As perspectivas para o futuro imediato são de aceleração. Para 2026, a concessionária projeta a entrega de mais 60 quilômetros duplicados ao longo do sistema. Esse movimento indica que os primeiros anos foram dedicados à estruturação operacional e recuperação asfáltica básica, e que agora a fase de obras pesadas ganha corpo. Entretanto, a régua de avaliação do motorista subiu proporcionalmente ao valor das tarifas pagas nas praças de pedágio.

Em última análise, a BR-153 sob concessão é, inegavelmente, uma rodovia superior àquela gerida pelo poder público anos atrás, especialmente no quesito assistência ao usuário e conservação do pavimento. Mas o sentimento de “obra concluída” ainda está longe do horizonte. Para o Tocantins, a transformação real só será celebrada quando as máquinas derem lugar a pistas duplas contínuas, transformando a perigosa jornada de hoje em um trajeto de eficiência e segurança plena. Por ora, a estrada permanece em um estágio de transição: melhor do que era, mas ainda aquém do que se espera de um eixo bilionário.

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Infraestrutura/Urbanismo

Escuridão na BR-153 coloca em risco motoristas e pedestres em Gurupi

A ausência de iluminação adequada em trechos estratégicos da BR-153, no perímetro urbano de Gurupi, tem gerado insegurança e reclamações constantes entre aqueles que dependem da via durante a noite. Com a visibilidade reduzida, o risco de acidentes graves e atropelamentos aumenta significativamente, preocupando quem transita diariamente pela região.

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Moradores e condutores denunciam a falta de iluminação pública em trechos urbanos da rodovia federal, exigindo providências urgentes para garantir a segurança viária.

Quem precisa atravessar ou trafegar pela BR-153 em Gurupi, no sul do Tocantins, enfrenta um desafio perigoso ao cair da noite. A escuridão predominante em diversos pontos da rodovia, que corta a cidade, tornou-se o principal alvo de críticas de pedestres e motoristas. A falta de claridade compromete a sinalização visual e dificulta a percepção de obstáculos na pista, transformando o trajeto em um cenário de incertezas.

Para os pedestres, o problema é ainda mais acentuado. Sem a iluminação necessária, a travessia entre os setores vizinhos à rodovia ocorre sob constante medo. Muitos relatam que a escuridão favorece a ocorrência de assaltos e torna os transeuntes “invisíveis” para os condutores de veículos pesados, que circulam em alta velocidade pelo trecho federal.

Os motoristas, por sua vez, destacam que a iluminação deficiente impede uma reação rápida em situações de emergência. O trecho, que possui intenso fluxo de caminhões e carros de passeio, exige atenção redobrada, mas a falta de infraestrutura básica de iluminação urbana sobre a via federal acaba por sobrecarregar a responsabilidade de quem dirige.

Diante do descaso, a comunidade local espera que as autoridades responsáveis — seja no âmbito municipal ou federal — entrem em um acordo sobre a manutenção e instalação de novos pontos de luz. Até que medidas concretas sejam tomadas, a escuridão continua sendo uma ameaça real à integridade física de todos que utilizam um dos corredores rodoviários mais importantes do país.

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Infraestrutura/Urbanismo

Caminhão atinge passarela e interdita trecho da BR-153 em Gurupi

O impacto contra a travessia de pedestres mobilizou equipes de emergência e técnicos da concessionária, resultando no bloqueio parcial da rodovia federal e na necessidade de rotas alternativas para os condutores que trafegam pelo sul do Tocantins.

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Estrutura foi danificada após veículo sair da pista na manhã desta segunda-feira; motorista ficou ferido e trânsito segue por desvio

Um acidente registrado no início da manhã desta segunda-feira (13) comprometeu a segurança e o fluxo de veículos na BR-153, em Gurupi. Por volta das 6h20, um caminhão que trafegava no sentido sul da rodovia perdeu o controle na altura do km 672, saindo da pista e colidindo violentamente contra a estrutura de uma passarela de pedestres. Com o choque, a travessia precisou ser imediatamente interditada para avaliação técnica.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a principal hipótese para o acidente é que o condutor tenha dormido ao volante. O motorista, que sofreu ferimentos em decorrência da batida, foi socorrido por equipes de resgate e encaminhado ao Hospital Regional de Gurupi. Até o momento, não foram divulgadas atualizações detalhadas sobre o seu quadro clínico.

Devido aos danos estruturais e à presença do veículo no local, a pista principal foi bloqueada por questões de segurança. A concessionária Ecovias Araguaia, responsável pelo trecho, informou que o tráfego está sendo desviado para uma via paralela, permitindo que o fluxo de veículos continue sem interrupções totais. No entanto, ainda não há uma previsão exata para a conclusão dos trabalhos de remoção do caminhão e limpeza dos escombros.

Equipes da PRF e da Ecovias Araguaia permanecem no local realizando a sinalização e orientando os motoristas. A concessionária reforçou o pedido de cautela aos usuários da rodovia, recomendando atenção redobrada ao passar pelo trecho e respeito à sinalização temporária. Paralelamente, técnicos avaliam a extensão dos danos na passarela para definir as intervenções necessárias para garantir o retorno da travessia segura dos pedestres.

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