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Economia

Gurupi: O Novo Polo de Investimentos no Tocantins

O Parque Agroindustrial de Gurupi (PAIG) testemunha uma notável expansão, atraindo um número crescente de empresas e gerando milhares de empregos, o que tem transformado o cenário econômico do sul do Tocantins.

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O Parque Agroindustrial Impulsiona o Desenvolvimento Econômico Regional

A cidade de Gurupi, terceira maior do Tocantins, está vivenciando um auge de atração de investidores graças à reestruturação e expansão de seu Parque Agroindustrial (PAIG). O número de empresas em pleno funcionamento saltou de 33 para 56, um crescimento expressivo que está remodelando o tecido econômico não apenas da cidade, mas de toda a região sul do estado.

Esse salto no número de empresas ativas já garantiu a criação de 3.936 empregos em Gurupi. Desse total, 1.648 são postos de trabalho diretos, com vínculo formal, enquanto outros 2.288 são empregos indiretos ou terceirizados, conforme dados da prefeitura. Essa cadeia de empregos indiretos abrange fornecedores, prestadores de serviços, transportadoras, o comércio local e todos os setores que orbitam as empresas instaladas no parque.

Olhando para o futuro, 35 novas empresas encontram-se em processo de instalação ou em fase de planejamento dentro do PAIG. A expectativa é que essas novas operações gerem 1.588 novos postos de trabalho, ampliando ainda mais o impacto econômico positivo do parque. Se todas essas iniciativas se concretizarem, o PAIG poderá abrigar aproximadamente 90 empresas, responsáveis por um total estimado de 5.524 empregos diretos e indiretos.

Para viabilizar esse crescimento e atrair ainda mais investimentos, a gestão municipal, em parceria com o governo estadual, tem realizado investimentos significativos em infraestrutura. As melhorias incluem a pavimentação e recapeamento de vias internas, a otimização do sistema de drenagem, a instalação de uma iluminação pública mais eficiente, a estruturação de terrenos próximos à BR-153 para novos empreendimentos e uma revitalização geral do parque, visando torná-lo mais competitivo e atraente para investidores.

Um dos novos empreendimentos que em breve fará parte do PAIG é a fábrica de ração Agronorte Nutrição Animal. Com uma capacidade produtiva de cerca de 25 mil toneladas por mês, a fábrica será instalada em uma área de 57.248,78 m² e tem a promessa de gerar aproximadamente 500 empregos diretos e 200 indiretos.

A posição estratégica de Gurupi é um fator crucial para seu desenvolvimento. A cidade é conectada por importantes rodovias e funciona como um elo logístico vital entre diversas regiões do Tocantins, além de manter interações significativas com estados vizinhos. A infraestrutura de transporte, aprimorada com obras rodoviárias e o acesso facilitado ao PAIG, potencializa ainda mais essa vantagem competitiva.

Os parques agroindustriais desempenham um papel estratégico fundamental ao concentrar empresas em um único local, o que resulta na redução de custos operacionais, na atração de investimentos e na multiplicação de oportunidades de trabalho. Esse efeito sinérgico impulsiona a economia de forma abrangente, desde a geração de empregos diretos até o dinamismo em toda a cadeia produtiva e de serviços.

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Economia

Conflito no Oriente Médio Provoca Alta nos Combustíveis em Postos do Tocantins

A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio começou a refletir diretamente nos bolsos dos motoristas tocantinenses. Com a cotação internacional do petróleo atingindo patamares críticos, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO) alerta que a pressão sobre os preços nas bombas é uma consequência inevitável da alta dos custos na cadeia de distribuição global e nacional.

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Barril de petróleo próximo aos US$ 110 e dependência de importações elevam custos de repasse para o consumidor

O cenário econômico em Palmas e no interior do estado enfrenta um novo desafio com o recente reajuste nos preços dos combustíveis. Segundo o Sindiposto-TO, a instabilidade internacional fez com que o barril de petróleo se aproximasse da marca dos US$ 110, um valor que impacta severamente o custo de aquisição para as distribuidoras. Como o Brasil não é autossuficiente na produção de todos os derivados e depende de refinarias privadas, a oscilação do mercado externo chega rapidamente aos postos locais.

Wilber Silvano de Sousa Filho, presidente do Sindiposto-TO, explica que a logística de abastecimento do Tocantins é particularmente sensível a essas variações. Ele destaca que boa parte do produto comercializado no estado provém de importações ou de unidades de refino que não seguem a política de preços da estatal federal, mas sim as cotações do mercado livre. Essa dinâmica torna o mercado regional mais vulnerável a crises externas, resultando em altas imediatas tanto na gasolina quanto, principalmente, no óleo diesel.

O impacto no diesel é uma das maiores preocupações da entidade, uma vez que o combustível é o motor da cadeia logística brasileira. O aumento no transporte de cargas pode gerar um efeito cascata em outros setores da economia, elevando o preço final de alimentos e produtos básicos. Wilber Silvano ressalta que, embora a gasolina também registre elevações importantes, o diesel sofre uma pressão mais aguda devido à sua relevância para o setor produtivo e de transportes.

A perspectiva para as próximas semanas permanece de cautela e alerta. O sindicato reforça que a tendência é de continuidade na pressão sobre os valores enquanto o conflito geopolítico não apresentar sinais de arrefecimento. Caso a crise no Oriente Médio se agrave, o setor não descarta novos saltos no preço do barril, o que manteria o cenário de instabilidade para o consumidor final e para os revendedores, que seguem monitorando as variações diárias do mercado de energia.

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Economia

Sancionada Lei do Comitê Gestor: O Marco Inicial da Nova Gestão Tributária no Brasil

O Brasil dá um passo decisivo rumo à modernização fiscal com a sanção da lei que estabelece o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Entre promessas de transparência digital e mecanismos de justiça social, como o cashback para famílias de baixa renda, o novo sistema entra agora em uma fase de implementação técnica, preparando o terreno para uma integração inédita entre estados e municípios.

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Com vetos pontuais, o Presidente Lula oficializa a estrutura que coordenará a substituição do ICMS e ISS, iniciando um período de transição tecnológica em 2026.

Este novo órgão terá a missão hercúlea de administrar a operacionalização do tributo e coordenar a devolução de créditos acumulados pelas empresas. Uma das grandes inovações reafirmadas pela lei é o “cashback tributário”, um modelo de devolução de parte do imposto pago por cidadãos de menor renda, visando reduzir a regressividade do sistema brasileiro. Além disso, a legislação consolida a obrigatoriedade de alíquotas progressivas para o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), embora o poder de definir os percentuais exatos permaneça sob autonomia de cada unidade da federação.

No centro dessa transformação está uma robusta plataforma digital desenvolvida pelo Serpro. Acessível via portal “gov.br”, a ferramenta oferecerá calculadoras de tributos e monitoramento de créditos em tempo real. A infraestrutura tecnológica foi projetada para suportar um volume massivo de dados, com previsão de processar cerca de 500 bilhões de eventos fiscais logo em seu primeiro ano, funcionando como o “cérebro” da nova economia brasileira.

É importante ressaltar que o ano de 2026 servirá como um laboratório prático. Durante este exercício, não haverá cobrança efetiva do IBS ou da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). As alíquotas de 0,1% e 0,9%, respectivamente, aparecerão nas notas fiscais apenas com caráter informativo. Esse período de “marcha lenta” permite que o setor produtivo adapte seus sistemas sem o risco de penalidades imediatas, enquanto a Receita Federal garante que o consumidor final não sentirá alterações nos preços das prateleiras ou nas regras para profissionais autônomos.

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Economia

Receita Federal Alerta: É Falsa a Cobrança de Imposto sobre Movimentações Financeiras

Em um esforço para conter a onda de desinformação nas redes sociais, o Ministério da Fazenda desmentiu categoricamente rumores sobre a taxação de transações bancárias. O esclarecimento reforça que não há qualquer base legal para as cobranças mencionadas nos boatos, garantindo a segurança jurídica dos cidadãos.

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Órgão esclarece que boatos sobre multas e novos tributos são inconstitucionais e visam apenas desinformar a população.

A Receita Federal emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (29), em Brasília, para desmentir informações falsas que sugerem a tributação de movimentações financeiras acima de R$ 5 mil. Segundo o órgão, as notícias que circulam na internet inventaram não apenas o tributo, mas também uma multa abusiva de 150% para quem supostamente descumprisse a regra.

O fisco destacou que a Constituição Federal proíbe explicitamente a criação de impostos sobre movimentações financeiras nesses moldes, tornando o boato juridicamente impossível sob o regime atual. Além disso, a nota esclarece que a alíquota de 27,5% mencionada nas mensagens fraudulentas é inexistente para esse tipo de operação, classificando o conteúdo como “completamente falso”.

Ao finalizar o comunicado, a Receita Federal alertou que a disseminação de pânico financeiro e notícias falsas serve apenas aos interesses de criminosos. O órgão orienta que os contribuintes busquem sempre os canais oficiais para verificar a veracidade de informações sobre obrigações tributárias e evitem compartilhar conteúdos suspeitos.

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