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Economia

Reconstrução da ponte JK entre o Tocantins e o Maranhão em risco

Operários paralisam as atividades e protestam por melhores condições de trabalho e salários atrasados. A reconstrução da ponte, que já é uma prioridade nacional, pode sofrer atrasos significativos, gerando preocupação na população local.

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Greve ameaça o andamento das obras da JK

A reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek, que conecta o Maranhão ao Tocantins, estava paralisada. Os operários responsáveis pela obra, após meses de salários atrasados e a falta de adicional de insalubridade, iniciaram uma paralisação que durou 24h. A mobilização coloca em xeque a data de entrega da nova estrutura, prevista para este ano pelo Governo Federal.

A ponte original desabou em dezembro de 2024, resultando na morte de 14 pessoas e três desaparecidos, e sua reconstrução é vista como um projeto estratégico e simbólico para o país. Orçada em R$ 171,9 milhões, a nova estrutura de 630 metros terá 100 metros a mais de extensão e 7 metros a mais de largura que a original, oferecendo maior segurança e capacidade de tráfego.

Após a greve, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o sindicato da categoria e o Ministério Público do Trabalho (MPT) passaram a acompanhar o caso. Em diálogo com a empresa responsável, os trabalhadores concordaram em retomar as atividades sob a promessa de que os pagamentos pendentes seriam quitados até a próxima segunda-feira. No entanto, eles ameaçam uma nova paralisação caso o prazo não seja cumprido, mantendo a incerteza sobre o futuro do projeto.

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Economia

Tocantins ganha modelo de energia pré-paga com desconto na fatura

Consumidores residenciais do Tocantins agora podem gerenciar seus gastos com eletricidade de forma semelhante ao sistema de créditos de telefonia celular. O novo modelo pré-pago, lançado inicialmente em 29 municípios, oferece economia direta de 10% na tarifa e ferramentas de monitoramento em tempo real, visando facilitar a organização do orçamento doméstico, especialmente para trabalhadores autônomos e microempreendedores que buscam maior flexibilidade financeira.

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Nova modalidade da Energisa promete redução de 10% nos custos e maior controle financeiro para moradores de 29 localidades

A iniciativa faz parte de um projeto experimental da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), conhecido como Sandbox Tarifário, que testa novas formas de cobrança no setor elétrico brasileiro. Na prática, a fatura mensal tradicional é substituída por um sistema de recargas, no qual o cliente compra créditos antecipadamente conforme sua necessidade. A adesão ao novo plano é voluntária e não gera custos adicionais de instalação para o consumidor.

Para utilizar o serviço, o usuário deve realizar recargas com valores que variam entre R$ 30 e R$ 500. O acompanhamento do consumo é feito quase em tempo real por meio de medidores específicos e canais digitais, como o aplicativo Energisa On e a agência virtual da distribuidora. Para garantir a continuidade do fornecimento, o sistema envia alertas automáticos quando os créditos estão próximos do fim e oferece a opção de crédito emergencial para situações imprevistas, evitando que o fornecimento de energia seja interrompido imediatamente.

Apesar das vantagens, existem critérios de elegibilidade para participar do projeto piloto. O interessado deve ser consumidor residencial e não pode estar cadastrado na Tarifa Social. Além disso, a unidade consumidora não deve possuir cobranças de terceiros na conta, como seguros ou doações, nem utilizar sistemas de geração distribuída, como energia solar própria. A solicitação da mudança de plano deve ser feita diretamente nos canais digitais da Energisa.

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Economia

Tocantins recebe o “Innovation Day” com foco em Inteligência Artificial e o futuro do consumo

Com o objetivo de preparar o empresariado e os profissionais tocantinenses para as rápidas mudanças tecnológicas, o Sistema Fecomércio-Sesc-Senac promove o Innovation Day como parte da programação da Semana S do Comércio. O evento traz discussões práticas sobre como a inteligência artificial e a inovação estão moldando as novas relações de consumo, oferecendo ferramentas para que as empresas locais se adaptem aos desafios do mercado moderno.

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Evento itinerante percorre Araguaína, Gurupi e Palmas com palestra exclusiva de Caio Camargo, referência nacional em transformação do varejo

O Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Tocantins anunciou a realização do Innovation Day, uma iniciativa estratégica voltada para o fortalecimento do setor produtivo em 2026. O evento será realizado em três cidades do estado, começando por Araguaína no dia 11 de maio, às 19h, no Centro de Atividades Sesc. Na sequência, a programação chega a Gurupi no dia 13 de maio, também às 19h, e encerra seu ciclo em Palmas, no dia 15 de maio, às 8h30, no auditório da Fecomércio.

O ponto alto de cada encontro será a palestra “Inteligência artificial, inovação e comportamento do consumidor”, ministrada por Caio Camargo. Especialista com mais de 26 anos de trajetória no varejo, Camargo é autor da obra “Arroz, Feijão & Varejo” e co-host do Varejocast, sendo reconhecido internacionalmente por conectar tendências tecnológicas a estratégias práticas de mercado. A abordagem foca em como a IA está transformando a interação entre marcas e clientes, permitindo que os negócios se posicionem de forma mais competitiva.

O Innovation Day está inserido no contexto da Semana S do Comércio, considerada o maior evento integrado do setor no Brasil. Além das palestras de inovação, a agenda no Tocantins conta com uma vasta gama de serviços e atividades, incluindo feiras de empregabilidade, o Circuito Sesc de Corridas, concertos musicais, oficinas de qualificação profissional e atendimentos gratuitos nas áreas de saúde e cultura.

Para incentivar a participação, o evento também contará com sorteios de brindes entre os inscritos. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas através do portal oficial do evento. A iniciativa reforça o papel do Sistema Comércio em promover a atualização constante dos empresários e trabalhadores do Tocantins frente às demandas de um mundo cada vez mais digital.

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Economia

Conflito no Oriente Médio Provoca Alta nos Combustíveis em Postos do Tocantins

A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio começou a refletir diretamente nos bolsos dos motoristas tocantinenses. Com a cotação internacional do petróleo atingindo patamares críticos, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO) alerta que a pressão sobre os preços nas bombas é uma consequência inevitável da alta dos custos na cadeia de distribuição global e nacional.

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Barril de petróleo próximo aos US$ 110 e dependência de importações elevam custos de repasse para o consumidor

O cenário econômico em Palmas e no interior do estado enfrenta um novo desafio com o recente reajuste nos preços dos combustíveis. Segundo o Sindiposto-TO, a instabilidade internacional fez com que o barril de petróleo se aproximasse da marca dos US$ 110, um valor que impacta severamente o custo de aquisição para as distribuidoras. Como o Brasil não é autossuficiente na produção de todos os derivados e depende de refinarias privadas, a oscilação do mercado externo chega rapidamente aos postos locais.

Wilber Silvano de Sousa Filho, presidente do Sindiposto-TO, explica que a logística de abastecimento do Tocantins é particularmente sensível a essas variações. Ele destaca que boa parte do produto comercializado no estado provém de importações ou de unidades de refino que não seguem a política de preços da estatal federal, mas sim as cotações do mercado livre. Essa dinâmica torna o mercado regional mais vulnerável a crises externas, resultando em altas imediatas tanto na gasolina quanto, principalmente, no óleo diesel.

O impacto no diesel é uma das maiores preocupações da entidade, uma vez que o combustível é o motor da cadeia logística brasileira. O aumento no transporte de cargas pode gerar um efeito cascata em outros setores da economia, elevando o preço final de alimentos e produtos básicos. Wilber Silvano ressalta que, embora a gasolina também registre elevações importantes, o diesel sofre uma pressão mais aguda devido à sua relevância para o setor produtivo e de transportes.

A perspectiva para as próximas semanas permanece de cautela e alerta. O sindicato reforça que a tendência é de continuidade na pressão sobre os valores enquanto o conflito geopolítico não apresentar sinais de arrefecimento. Caso a crise no Oriente Médio se agrave, o setor não descarta novos saltos no preço do barril, o que manteria o cenário de instabilidade para o consumidor final e para os revendedores, que seguem monitorando as variações diárias do mercado de energia.

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