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Meio Ambiente

Agrotóxicos no Tocantins: Uma Ameaça Submersa

Desde dezembro de 2024, mais de mil galões de agrotóxicos jazem no leito do Rio Tocantins, um legado perigoso de um acidente que derrubou três caminhões na ponte Juscelino Kubitschek. Apesar das análises indicarem que a contaminação ainda não ultrapassou os limites seguros, a lentidão na remoção dessas substâncias tóxicas levanta sérias preocupações sobre a saúde do rio e das comunidades ribeirinhas.

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Risco ambiental persiste enquanto galões de agrotóxicos permanecem no fundo do Rio Tocantins

O leito do Rio Tocantins esconde uma ameaça silenciosa: centenas de galões de agrotóxicos submersos desde o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, em dezembro do ano passado. Apenas uma fração mínima, 29 bombonas das mais de mil que caíram no rio, foi recuperada até agora, gerando apreensão quanto aos potenciais impactos ambientais e à saúde humana.

Os veículos acidentados transportavam substâncias como 2,4-D, picloram e acetamiprido, todos classificados como perigosos. A operação de resgate, iniciada logo após o acidente, foi paralisada em janeiro devido ao aumento do nível do rio e à abertura das comportas da Usina Hidrelétrica Estreito, a 3 km do local. O Ibama justificou a interrupção alegando risco à segurança das equipes de mergulho.

A retomada dos trabalhos, que deveria ter sido prioritária, arrastou-se por seis meses. Somente no início de julho, o Dnit confirmou o reinício das inspeções, utilizando sonares e equipamentos não tripulados para localizar as cargas. A próxima fase, os mergulhos técnicos, será crucial para o mapeamento completo e a elaboração de um plano de remoção detalhado para cada galão, considerando os desafios da profundidade e dos escombros.

Apesar da presença dos agrotóxicos, os boletins hidrometeorológicos atuais indicam condições favoráveis para a execução dos mergulhos, com baixa pluviosidade e correnteza reduzida. Análises realizadas até 10 de abril não detectaram contaminação da água do Rio Tocantins acima dos limites permitidos. No entanto, especialistas alertam que o risco ambiental persiste. A permanência prolongada desses materiais aumenta a probabilidade de vazamentos, o que poderia comprometer o ecossistema aquático e as populações que dependem do rio para abastecimento e pesca.

A Usina Hidrelétrica Estreito, que regula o nível do rio, opera no modelo “a fio d’água”, e sua vazão segue as regras estabelecidas pela Resolução ANA nº 070/2021. Qualquer alteração dependeria de solicitação e autorização dos órgãos reguladores.

O Rio Tocantins, que nasce em Goiás e atravessa Tocantins, Maranhão e Pará, é vital para diversas comunidades, servindo como fonte de água, irrigação, sustento para pescadores e área de lazer. Contudo, líderes locais expressam frustração com a falta de diálogo do poder público. Ricardo Murakami, representante da Terra Indígena Apinayé, lamenta a ausência de comunicação entre os órgãos responsáveis e as comunidades indígenas.

A despeito das declarações iniciais da ANA de que a alta vazão do rio diluiria rapidamente os pesticidas, especialistas como Fábio Kummrow, professor de toxicologia da Unifesp, ressaltam que não há garantias sem a divulgação de resultados de monitoramento à população. A preocupação com o consumo contínuo de pequenas quantidades de agrotóxicos, mesmo dentro de limites considerados “seguros”, é uma questão de saúde pública que exige transparência e ação imediata. A situação se agrava com a revelação de que parte dos galões foi arrastada pela correnteza por mais de 300 km, chegando a municípios do Pará, evidenciando a capacidade de disseminação desses contaminantes e a urgência de uma resposta eficaz.

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Meio Ambiente

Mutirão ambiental recolhe 18 toneladas de lixo das margens do Rio Tocantins em Peixe

Em uma ampla mobilização de conscientização ambiental no município de Peixe, cerca de 400 voluntários se uniram para retirar toneladas de resíduos acumulados nas margens do Rio Tocantins. A iniciativa buscou evitar que materiais descartados de forma irregular contaminassem as águas e reforçou a importância do engajamento comunitário na proteção dos recursos naturais da região.

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Ação mobilizou cerca de 400 voluntários entre moradores, órgãos públicos e colaboradores da Energisa na 20ª edição do Projeto Amigos do Rio

A 20ª edição do Projeto Amigos do Rio, realizada no último domingo, dia 27 de setembro, resultou na coleta de aproximadamente 18 toneladas de resíduos no sul do estado do Tocantins. Organizado pela Prefeitura de Peixe em parceria com a Energisa Tocantins, o mutirão reuniu moradores locais, representantes de órgãos públicos e trabalhadores voluntários.

Durante a varredura ao longo da orla e das margens do rio, os participantes recolheram uma grande variedade de objetos e entulhos descartados indevidamente. Entre os itens recuperados estavam eletrodomésticos de grande porte — como fogões, televisões, tanquinhos e antenas parabólicas —, além de móveis como sofás e cadeiras de fibra. A remoção ágil desses objetos impede que o lixo seja levado para o leito do rio durante o período chuvoso, mitigando impactos à vida aquática e ao ecossistema regional.

Pelo terceiro ano consecutivo, a supervisora de equipes de campo da Energisa em Peixe, Jéssica Nogueira, esteve presente na força-tarefa. A gestora destacou o impacto transformador da união entre empresas, poder público e a comunidade. De acordo com Jéssica, presenciar o volume de resíduos recolhidos evidencia a necessidade urgente de destinar o lixo corretamente e adotar hábitos sustentáveis na rotina diária.

A secretária de Meio Ambiente, Saneamento Básico e Recursos Hídricos de Peixe, Angélica Alves de Sousa, ressaltou que a parceria com a iniciativa privada fortalece o projeto e amplia a capacidade de conscientização da população. Para a secretária, a presença ativa dos voluntários reforça que a preservação do Rio Tocantins é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.

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Meio Ambiente

Calor intenso volta ao Tocantins e termômetros podem atingir 38°C nos próximos dias

Após um feriado prolongado marcado por chuvas e instabilidade, o Tocantins volta a registrar elevação nas temperaturas e redução das precipitações. O retorno do tempo seco deve trazer dias de calor intenso e alerta para os baixos índices de umidade relativa do ar em diversas regiões.

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Redução das chuvas abre espaço para o retorno do tempo seco e queda na umidade do ar no estado.

Mesmo com os registros de temporais e pancadas de chuva acompanhadas de ventos fortes desde o início de setembro, o Tocantins permanece oficialmente no seu período de estiagem. Historicamente, as chuvas mais regulares no estado costumam ser registradas apenas a partir da segunda quinzena de outubro. Nos últimos dias, o tempo instável provocou estragos em alguns municípios e chegou a surpreender participantes de um congresso evangélico na capital.

A meteorologista Cláudia Vieira, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explicou que a tendência é de diminuição gradual das precipitações no decorrer da semana. Segundo a especialista, o tempo seco voltará a predominar em todo o estado, resultando no aumento das temperaturas e na queda dos índices de umidade do ar, principalmente durante as tardes.

Na capital, Palmas, a quarta-feira (9) ainda pode registrar possibilidade de chuva isolada no período da tarde, com temperaturas variando entre 24°C e 36°C. No entanto, a nebulosidade deve diminuir a partir de quinta-feira (10), quando a máxima alcança 37°C. No sábado (12), os termômetros podem marcar até 38°C, enquanto a umidade mínima pode cair para 20%.

O cenário de calor e tempo seco se estende também a outras regiões do Tocantins. Em Araguaína, as temperaturas variam entre 23°C e 36°C na quarta-feira (9) e podem atingir máximas de 37°C na sexta-feira (11) e no sábado (12), com umidade mínima caindo para 25%. Já em Gurupi, a máxima chega aos 37°C na quarta-feira (9) e fica entre 36°C e 37°C a partir de quinta-feira (10), acompanhada de umidade mínima oscilando entre 20% e 30%.

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Meio Ambiente

Gurupi Intensifica Fiscalização e Orienta sobre Descarte de Entulhos na Cascalheira

Com o objetivo de manter a cidade limpa e proteger o meio ambiente, a Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), reforça as normas para o uso da Cascalheira. O local é o único destino autorizado para resíduos de construção e galhadas, operando sob tarifação específica e com fiscalização rigorosa contra o descarte irregular em terrenos baldios e vias públicas.

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Medida da Prefeitura busca combater lixões clandestinos e garantir a preservação ambiental através de regras claras e tabela de preços atualizada

A administração municipal de Gurupi está promovendo uma campanha de conscientização voltada para a destinação correta de resíduos sólidos. O foco principal é a área da Cascalheira, situada na saída Norte da cidade, estrategicamente localizada atrás do Posto Décio,. Esta ação visa não apenas organizar a limpeza urbana, mas também proteger áreas de conservação contra o despejo inadequado de materiais que comprometem o ecossistema local.

De acordo com as diretrizes do Decreto Municipal nº 699, de 19 de junho de 2026, a Cascalheira está legalmente habilitada para receber exclusivamente resíduos de construção civil, materiais inertes e galhadas. O secretário de Meio Ambiente, Diego Rocha, salienta que a iniciativa une a responsabilidade ambiental à organização urbana, alertando que o descumprimento das normas sujeitará os infratores à fiscalização e penalidades ambientais,.

Para viabilizar a manutenção do local, o descarte é realizado mediante o pagamento de taxas que variam conforme o volume e o tipo de veículo. Os valores estabelecidos são:

Caminhão truck – R$ 154,65

Caminhão toco – R$ 77,33

Caminhão 3/4 – R$ 61,86

Contêiner tira-entulho 5 m³ – R$ 64,44

Contêiner tira-entulho 4 m³ – R$ 51,55

Contêiner tira-entulho 3 m³ – R$ 20,62

Como incentivo ao cidadão comum, a Prefeitura oferece isenção de tarifa para um descarte mensal por placa de veículo de passeio ou carretinha.

A Cascalheira funciona de segunda-feira a sábado, no horário das 7h às 18h. Para facilitar o acesso à informação e sanar dúvidas da população, a Secretaria de Meio Ambiente disponibilizou um canal de atendimento direto via WhatsApp, através do número (63) 99132-9072.

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