Com apenas cinco bolas na rede em quatro jogos, primeira rodada registra a pior média de gols do século XXI e acende alerta sobre a pontaria das equipes.
A rodada teve início no sábado (17) com três confrontos e foi concluída no domingo com o duelo entre Bela Vista e Gurupi. No balanço geral, as redes balançaram apenas cinco vezes em quatro jogos. O confronto entre União e Tocantinópolis não saiu do zero, enquanto o Gurupi garantiu os três pontos sobre o Palmas com uma vitória magra por 1 a 0. Nos demais embates, o equilíbrio prevaleceu: Capital e Araguaína, assim como Bela Vista e Guaraí, terminaram empatados em 1 a 1.
Embora o número absoluto de gols (cinco) tenha igualado as edições de 2001 e 2023, a média atual é inferior devido ao formato da tabela. Naqueles anos, a rodada de abertura contou com apenas três jogos, resultando em uma média de 1,67 gol por partida. Até então, o pior desempenho em uma rodada inaugural com quatro jogos havia ocorrido em 2014, quando seis gols foram marcados (média de 1,5), em uma coincidência curiosa por também ser um ano de Copa do Mundo.
O cenário atual contrasta drasticamente com o histórico do torneio. Entre 2000 e 2010, sete edições apresentaram médias superiores a três gols por jogo na estreia. Desde 2020, apenas o ano de 2021 conseguiu romper essa barreira, impulsionado por duas goleadas logo de cara. Para se ter uma ideia do abismo estatístico, a média histórica da primeira rodada desde a virada do milênio é de 2,6 gols por partida, com um total de 294 gols em 113 jogos.
A escassez de gols neste início de 2026 acende um alerta para as comissões técnicas sobre a falta de ritmo e entrosamento. Com o índice de produtividade abaixo da metade da média histórica, a expectativa agora recai sobre a segunda rodada, onde as equipes buscarão recuperar o instinto goleador que tradicionalmente marca o futebol do Tocantins.