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Médico é acusado de agredir estudante de medicina durante aula prática em hospital

Um episódio dentro do Hospital Regional de Gurupi resultou em denúncia de agressão contra um médico que lecionava aula prática de medicina. O caso, registrado na Polícia Civil, apresenta versões divergentes entre a estudante e o professor.

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Aluna relata ter levado um tapa no rosto; professor nega e diz que apenas demonstrava técnica médica

De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou após a aluna dar uma resposta considerada incorreta pelo professor. A jovem relatou à Polícia Militar que o médico lhe deu um tapa no rosto dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Uma testemunha confirmou a versão da estudante.

O médico, identificado como Ronaldo Messias, negou a agressão. Ele afirmou que em mais de 14 anos de carreira nunca desrespeitou ou agrediu ninguém. Segundo sua defesa, o que houve foi apenas um “leve toque no rosto da estudante” como parte de uma demonstração técnica, sem intenção de ofender ou uso de força. A equipe jurídica também informou que outras pessoas estavam na sala e podem confirmar que não houve violência, além de ter solicitado a análise das câmeras de segurança.

O caso mobilizou diferentes instituições. A coordenação do curso de Medicina da Universidade de Gurupi (Unirg) informou que abriu uma apuração administrativa, reforçando o compromisso com a ética e o respeito no ambiente acadêmico.

Já a Secretaria de Estado da Saúde (SES) declarou que instaurou processo administrativo para investigar o episódio e adotar medidas legais, ressaltando que não tolera qualquer ato de violência em unidades sob sua gestão.

O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) também abriu sindicância para avaliar a conduta do médico e garantiu que seguirá o devido processo legal. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Íntegra da defesa do médico

O médico Dr. Ronaldo, com mais de 14 anos de exercício profissional, vem a público, por meio de sua defesa, esclarecer os fatos recentemente divulgados pela mídia a respeito de suposta agressão a uma estudante de medicina no ambiente hospitalar.

Primeiramente, é importante destacar que o Dr. Ronaldo jamais agrediu ou tratou mal qualquer pessoa, seja em sua vida pessoal ou em sua trajetória profissional. Durante todos esses anos de dedicação à medicina, não há qualquer registro de conduta que desabone sua postura ética, responsável e respeitosa.

O episódio noticiado não corresponde à realidade. Em momento algum houve agressão. O que de fato ocorreu foi uma demonstração prática de procedimento médico, ocasião em que, de maneira técnica e sem qualquer força ou intenção de ofender, houve apenas um leve toque com a mão no rosto da aluna.

É relevante frisar que havia diversas pessoas presentes no local, que testemunharam a cena e poderão confirmar que não houve violência. A defesa já requereu a oitiva dessas testemunhas, bem como a análise das imagens das câmeras de segurança da unidade, as quais comprovarão que o fato não ocorreu da forma como foi noticiado.

O Dr. Ronaldo está absolutamente tranquilo quanto à sua conduta e à sua índole, aguardando serenamente que este mal-entendido seja esclarecido, reafirmando seu compromisso com a medicina, com seus pacientes e com a verdade.

Rayfran Vieira – Advogado

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Policial

Atentado a tiros contra casa e clínica de professora de Medicina mobiliza forças policiais em Gurupi

Na madrugada de quarta-feira, a tranquilidade do Setor Parque Primavera, em Gurupi, foi rompida por mais de 20 disparos de arma de fogo disparados contra a residência e a clínica de uma professora e médica da Universidade de Gurupi (UnirG). A rápida mobilização das forças de segurança levou à localização de um médico e de um acadêmico de Medicina em uma casa noturna da cidade, flagrados com uma pistola municiada, enquanto a Polícia Civil investiga se o crime tem relação com notas atribuídas no meio universitário.

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Mais de 20 disparos atingiram o imóvel durante a madrugada; médico e acadêmico foram localizados em casa noturna com arma municiada, e a polícia apura suspeita de retaliação por notas baixas

O ataque ocorreu por volta de 1h30 a 1h50, atingindo diretamente o imóvel onde funciona a residência da docente e uma clínica médica pertencente aos proprietários. Ao menos 21 disparos perfuraram o portão principal, a estrutura do muro, as paredes da clínica anexa e atingiram três automóveis estacionados na garagem. Apesar do elevado número de projéteis e dos severos danos materiais provocados, não houve o registro de feridos.

Logo após o chamado de emergência, guarnições da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) iniciaram as diligências e recolheram imagens gravadas pelo circuito de segurança da região. A análise dos vídeos permitiu identificar os veículos utilizados na ofensiva e culminou na localização de um sedan Volkswagen Jetta branco, estacionado nas imediações de uma casa noturna no Setor Jardim Eldorado. Durante a inspeção veicular, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 mm municiada e carregadores.

No veículo estavam o médico José Aristides Campelo Cabral e o estudante universitário Pedro Campelo Cabral, que foram conduzidos à delegacia de plantão para prestar depoimento. Na sequência das diligências, equipes da Polícia Civil com apoio da 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi localizaram o segundo veículo envolvido na ação: uma caminhonete Volkswagen Amarok branca, sem placas, abandonada no Setor Nova Fronteira, onde peritos recolheram novos projéteis.

O inquérito policial está a cargo da 3ª DHPP. Entre as principais linhas de apuração está a versão de que a professora teria atribuído notas baixas ao estudante em avaliações acadêmicas da UnirG. Contudo, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) ressaltou que laudos periciais, filmagens e depoimentos continuam sendo analisados e que a eventual participação direta dos suspeitos e a autoria dos disparos ainda não contam com confirmação oficial.

O episódio gerou repercussão institucional no Estado. Em pronunciamento, o Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) manifestou profunda preocupação com o ataque envolvendo uma médica e sua família, ressaltando a gravidade das suspeitas que recaem sobre profissionais e estudantes da área de saúde. O conselho informou que acompanha o caso de perto e adotará as providências éticas e disciplinares cabíveis no âmbito de suas atribuições legais.

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Ação integrada das polícias civis resulta na prisão de 107 foragidos no Tocantins

Uma ofensiva coordenada de segurança pública retirou de circulação 107 foragidos da Justiça em território tocantinense. Realizada ao longo de um mês a partir de ações estratégicas de inteligência, a mobilização nacional uniu esforços das polícias civis para cumprir mandados judiciais prioritários, desarticular lideranças criminosas e combater a criminalidade violenta no estado.

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Primeira edição da Operação Captura mirou acusados de crimes violentos, chefes de facções e agressores de mulheres em diversos municípios

A mobilização fez parte da 1ª Operação Nacional do Projeto Captura, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e executada de maneira conjunta pelas Polícias Civis das 27 unidades da Federação. No Tocantins, as diligências foram conduzidas pela Polícia Civil local entre os dias 24 de agosto e 25 de setembro. O plano de ação priorizou o cumprimento de ordens judiciais contra pessoas ligadas a crimes violentos, lideranças de facções criminosas e autores de violência contra a mulher.

Entre os registros de prisão efetuados no estado, os crimes com maior incidência foram homicídio, tráfico de entorpecentes, estupro, roubo e estelionato. As equipes policiais também efetuaram detenções motivadas por furto, extorsão, lavagem de dinheiro, receptação, crimes de trânsito e posse ou comércio ilegal de armas de fogo.

As capturas ocorreram em vários municípios do estado e abrangeram também alvos interestaduais. Com o suporte de informações do setor de inteligência policial, foi possível localizar e prender indivíduos procurados pela Justiça tocantinense que estavam escondidos em outros estados do país, integrando a estratégia nacional de combate ao crime violento.

Foto da Reportagem: Meramente ilustrativa.

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Polícia Civil procura investigada por tráfico de drogas e aliciamento de menores no Tocantins

A Polícia Civil do Estado do Tocantins intensificou as buscas para localizar Leidiane Pereira Pais, de 36 anos, investigada por atuar no tráfico de entorpecentes e por utilizar crianças e adolescentes para auxiliar no comércio ilegal de drogas.

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Com mandado de prisão preventiva em aberto, Leidiane Pereira Pais, de 36 anos, é procurada pelas forças de segurança de Gurupi.

De acordo com as apurações conduzidas pelos investigadores, a suspeita usava menores de idade para dar suporte à distribuição e comercialização das substâncias ilícitas. Diante dos indícios apresentados no inquérito, a Vara Regional das Garantias de Gurupi expediu o mandado de prisão preventiva contra a investigada, visando resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.

No âmbito jurídico, Leidiane é enquadrada nos dispositivos da Lei nº 11.343/2006, que trata do tráfico de drogas e da associação para o tráfico, além de responder com base no artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), referente ao crime de corrupção de menores.

As autoridades policiais reforçam o pedido de apoio à comunidade para colaborar com informações que levem à localização da procurada. As denúncias podem ser encaminhadas de forma anônima à Polícia Civil pelo telefone (63) 3312-4110, pelo número 197 ou por meio do canal 190, com a garantia de sigilo absoluto dos dados repassados.

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