Material foi apreendido durante operação que apura a execução de brigadista do Ibama; investigado já estava preso por outro crime no 4º Batalhão da PM, em Gurupi.
O policial alvo da ação já se encontrava em prisão provisória em razão de uma investigação anterior sobre um homicídio ocorrido em Sandolândia, no ano passado. Durante a inspeção realizada pela Polícia Civil na unidade militar, foram localizados apenas o aparelho celular e os carregadores vazios, sem a presença de armas de fogo no local. A ordem judicial para a busca foi expedida pela 1ª Escrivania Criminal de Formoso do Araguaia.
As investigações conduzidas pela 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi apontam que o militar é o suposto executor do assassinato de Sidiney. O crime, ocorrido em 15 de junho de 2024, teria sido motivado por denúncias feitas pelo brigadista acerca da criação irregular de gado em terras indígenas na Ilha do Bananal.
Além do policial, dois agropecuaristas são investigados por suposto envolvimento no crime, na condição de mandante e intermediário do homicídio. Um deles foi preso em flagrante por posse ilegal de munições durante a operação.
Em posicionamento oficial, a Polícia Militar informou que adotará as providências administrativas cabíveis para responsabilizar os envolvidos pela entrada do material proibido na cela, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa. A corporação enfatizou que não compactua com desvios de conduta e que continua colaborando com a Polícia Civil no inquérito que apura a morte do brigadista.
O material apreendido será submetido à perícia técnica para auxiliar na conclusão das investigações.