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Esporte

Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Salão (STJDFS) Anula Final do Tocantinense de Futsal e Determina Retorno do Polivalente

Em decisão unânime, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Salão (STJDFS) invalidou a exclusão da Associação Esportiva Polivalente do Campeonato Tocantinense Série Ouro 2025. O tribunal identificou a ausência do direito à ampla defesa e graves irregularidades processuais, determinando a reorganização da fase final da competição e evidenciando a carência de uma estrutura jurídica desportiva formal no Estado do Tocantins.

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Tribunal reconhece falhas graves no processo administrativo da Federação Tocantinense e exige a criação de um tribunal desportivo estadual.

O imbróglio jurídico que paralisou os bastidores do futsal tocantinense teve um desfecho contundente na esfera nacional. O STJDFS declarou a nulidade absoluta do acórdão proferido pela Comissão Disciplinar Provisória da Federação Tocantinense de Futebol de Salão (FTFS), que havia retirado o Polivalente da disputa logo após a equipe garantir sua vaga na final.

O relator do caso, auditor Antônio Rodrigues Filho, fundamentou a decisão ao apontar que o clube foi punido sem a devida citação, sem acesso aos autos e sem a oportunidade de apresentar defesa, circunstâncias que configuraram um julgamento irregular e extra petita.

A controvérsia teve início após o Polivalente vencer o Vila Nova Gurupi na semifinal. Após a derrota em quadra, o Vila Nova apresentou uma notícia de infração alegando que o atleta Kelvys, do Polivalente, estaria em situação irregular devido ao acúmulo de cartões amarelos.

Com base nessa denúncia e amparada pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a comissão da FTFS decidiu excluir o Polivalente e promover o Vila Nova à final contra o União. No entanto, o tribunal superior entendeu que o rito legal foi desconsiderado pela federação estadual.

Com a anulação da punição, a FTFS está obrigada a reintegrar imediatamente o Polivalente ao campeonato. A determinação judicial prevê a realização de novas partidas para definir o campeão, independentemente de a final originalmente programada já ter sido disputada ou não.

A federação tentou reverter a medida por meio de embargos de declaração, mas o recurso foi integralmente rejeitado pelo STJDFS, mantendo-se a obrigação de retomar o certame conforme as novas diretrizes estabelecidas pela corte. Até o momento, os clubes aguardam a notificação oficial com as novas datas das partidas.

Além do impacto direto na Série Ouro 2025, o STJDFS determinou que a FTFS providencie, com urgência, a estruturação de um Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) próprio no Tocantins, uma vez que a inexistência de um órgão regular é incompatível com as normas nacionais.

O presidente da federação, Alessandro de Freitas Porto, assegurou que cumprirá a decisão, mas ponderou que a formação de um TJD enfrenta obstáculos, como a dificuldade de encontrar representantes voluntários e a ausência de associações formalmente constituídas de atletas e clubes para compor o colegiado.

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Esporte

Gurupi Abre III PARAJEM Promovendo Inclusão e Protagonismo Estudantil por Meio do Esporte

Em uma noite dedicada à integração e à valorização dos talentos locais, a Prefeitura de Gurupi deu início oficial ao III PARAJEM na última quarta-feira (23). Realizada na sede da Associação Gurupiense dos Amigos do Basquetebol (AGAB), a cerimônia de abertura reuniu estudantes, educadores, familiares e autoridades municipais para celebrar o esporte como ferramenta fundamental de inclusão e desenvolvimento cidadão.

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Com parceria entre instituições, evento reúne estudantes da rede municipal em celebração de superação e cidadania na sede da AGAB

A terceira edição dos Jogos Estudantis Municipais de Gurupi traz como pilar central a premissa de que a prática esportiva deve ser acessível a todos os alunos. A iniciativa busca transcender o caráter meramente competitivo, proporcionando momentos de convivência, superação de limites e oportunidades para que os jovens desenvolvam suas habilidades no ambiente escolar.

O secretário municipal da Educação, Samuel Rodrigues Martins, reforçou o papel dos jogos como um elo integrador no processo educativo. Segundo o gestor, o PARAJEM representa um ambiente de pertencimento onde cada estudante percebe o esporte como um espaço aberto de participação e formação.

A garantia de igualdade de oportunidades nas quadras também foi enfatizada por Ilda Venâncio, coordenadora de Educação Inclusiva e Acessibilidade. A coordenadora pontuou que assegurar a presença de todos os estudantes permite a demonstração de suas potencialidades e a celebração coletiva das conquistas. Na mesma linha, o secretário municipal da Juventude e Esportes, Wilker Saraiva, sublinhou que a atuação conjunta entre as secretarias fortalece o aprendizado de valores essenciais para a vida, como respeito, disciplina e convivência.

A programação do III PARAJEM prossegue nesta quinta-feira (24) e sexta-feira (25) na sede da AGAB, com diversas atividades destinadas a alunos das escolas municipais de diferentes faixas etárias. O evento é realizado por meio de cooperação entre a Prefeitura de Gurupi, a Secretaria Municipal da Educação, a AGAB e a Polícia Militar, fortalecendo o trabalho interinstitucional e colocando os estudantes no centro do protagonismo comunitário.

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Esporte

Arena de Gurupi registra novo recorde tocantinense de Três Tambores na 3ª Semana do Cavalo

Em uma apresentação de alta performance no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Gurupi, o conjunto formado pelo cavaleiro Lucas Sabino e pelo cavalo First Brasil Liuti superou a marca estadual dos Três Tambores. Com o tempo oficial de 17.034 segundos, a dupla alcançou o topo do ranking tocantinense e confirmou a pista local como o circuito mais veloz da região.

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O competidor Lucas Sabino e o cavalo First Brasil Liuti cravaram o tempo de 17.034 segundos, estabelecendo o novo parâmetro estadual de velocidade da modalidade.

A conquista inédita ocorreu durante as disputas da 3ª Semana do Cavalo, evento organizado pelo Sindicato Rural de Gurupi para reunir criadores, treinadores e atletas do segmento equestre de diversos pontos do país. Representando o Rancho Sagarana, localizado no município baiano de Barreiras, Lucas Sabino — popularmente conhecido no meio esportivo como “Furadinho” — conduziu o animal First Brasil Liuti em passadas precisas pelos obstáculos da arena, garantindo a liderança isolada da prova e superando o recorde anterior do circuito estadual.

Além do desempenho do atleta e do potencial genético da montaria, o solo da arena teve papel fundamental na obtenção do resultado. Sob a responsabilidade do especialista Bruno Freire, a pista do Parque de Exposições passou por uma preparação técnica minuciosa para oferecer a aderência, a compactação e a estabilidade necessárias para curvas velozes e seguras. Segundo Freire, o tratamento do terreno foi planejado em cada detalhe para proporcionar total segurança aos animais e viabilizar tempos de alta performance.

Após a confirmação do tempo no cronômetro oficial, Lucas Sabino destacou a competitividade do torneio e celebrou a sintonia com seu cavalo, ressaltando que o feito reflete a dedicação contínua e o trabalho diário da equipe. Com a homologação do tempo de 17.034 segundos, o Parque de Exposições de Gurupi se consolida como uma referência para o esporte no Norte do Brasil, e a nova marca passa a vigorar como a referência oficial para os próximos campeonatos da modalidade no Tocantins.

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Mundial 2030: O Centenário Fragmentado entre Três Continentes

Com o encerramento da edição de 2026, os olhares do futebol mundial se voltam para o desafio logístico de 2030, que celebrará os 100 anos do torneio. A FIFA confirmou que a competição será disputada em seis países e três continentes, cruzando o Oceano Atlântico para integrar América do Sul, Europa e África. No entanto, o formato “híbrido” — com apenas três jogos inaugurais em solo sul-americano e o restante concentrado em Espanha, Portugal e Marrocos — reacendeu polêmicas sobre o prestígio histórico do continente e a exclusão abrupta do Chile da organização oficial.

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A logística inédita da próxima Copa do Mundo traz inovação ao unir seis sedes, mas a exclusão do Chile e a escala reduzida na América do Sul geram indignação e debates sobre os critérios da FIFA.

Copa do Mundo de 2030 terá um cronograma sem precedentes, iniciando-se nos dias 8 e 9 de junho com cerimônias de celebração do centenário e as primeiras partidas de Uruguai, Argentina e Paraguai em seus próprios domínios. O Uruguai foi escolhido por ter sido a sede inaugural em 1930, a Argentina por ser a primeira vice-campeã e o Paraguai por abrigar a sede da Conmebol. Após esses confrontos iniciais, as seleções envolvidas terão um intervalo de 11 a 12 dias para viajar, descansar e se preparar para a segunda rodada em território europeu ou africano. As seis nações anfitriãs já possuem vaga garantida no torneio, que culminará na grande final em 21 de julho.

A maior controvérsia, contudo, reside na exclusão do Chile do projeto organizacional. O país fazia parte da candidatura conjunta original da Conmebol, mas foi deixado de lado pela FIFA sob a justificativa de que a inclusão de quatro países sul-americanos geraria um “desequilíbrio” em relação à candidatura principal de Espanha, Portugal e Marrocos. O presidente da federação chilena, Pablo Milad, classificou a decisão como um “duro golpe”, refletindo a frustração de uma nação que esperava fazer parte do jubileu de 100 anos do torneio. Críticos apontam que a decisão transformou a participação da América do Sul em um mero “prêmio de consolação”, priorizando interesses econômicos em detrimento da tradição histórica.

A escolha do eixo Espanha-Portugal-Marrocos consolidou-se após a candidatura tornar-se a única oficial, com Marrocos substituindo a Ucrânia devido a preocupações com a guerra e governança. O país africano foi valorizado por seus investimentos em infraestrutura e pelo desempenho histórico na Copa de 2022. Paralelamente, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, já sinaliza que o formato de 48 seleções pode ser expandido para 64 participantes para a edição de 2030, buscando incentivar o sonho de nações menores em participar do palco global, embora a decisão final ainda dependa de debates nos comitês da entidade.

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