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Justiça

Justiça determina que Gurupi custeie integralmente pacientes em tratamento fora da cidade

Uma decisão judicial recente impôs à Prefeitura de Gurupi a responsabilidade de garantir o suporte completo a pacientes que dependem do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), encerrando uma prática de custeio parcial que sobrecarregava financeiramente famílias em momentos de vulnerabilidade de saúde.

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Sentença favorável ao Ministério Público obriga a gestão municipal a custear transporte, hospedagem e alimentação para usuários do SUS e acompanhantes

O Município de Gurupi e a sua Secretaria Municipal de Saúde estão agora obrigados a garantir o suporte financeiro integral para cidadãos que precisam buscar assistência médica em outras cidades do Tocantins. A determinação judicial atende a um pleito do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e exige que a administração pública cubra não apenas o transporte, mas também as despesas com alimentação e hospedagem para os pacientes e seus respectivos acompanhantes, seguindo as diretrizes federais do Sistema Único de Saúde (SUS).

A intervenção jurídica, liderada pelo promotor Marcelo Lima Nunes, da 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi, fundamentou-se no descumprimento da Portaria nº 55/1999 do Ministério da Saúde. Segundo o órgão ministerial, a prefeitura limitava-se a oferecer o deslocamento, ignorando a necessidade de diárias para pernoite e refeições. Essa negligência afetava diretamente pacientes que se deslocam com frequência para centros como o Hospital Geral de Palmas (HGP) em busca de atendimentos especializados indisponíveis na rede local.

O caso ganhou corpo após denúncias de moradores que relataram dificuldades extremas para manter os custos básicos durante as viagens de tratamento. Antes de recorrer ao Judiciário em julho de 2025, o Ministério Público tentou resolver a questão administrativamente por meio de recomendações à gestão municipal. Entretanto, a falta de respostas efetivas por parte da prefeitura forçou a judicialização do processo para assegurar o direito constitucional à saúde e à assistência social.

Com a nova sentença, a Prefeitura de Gurupi deve organizar o pagamento prévio dessas ajudas de custo, evitando atrasos que comprometam a continuidade dos tratamentos. Além das verbas indenizatórias, a Justiça ordenou melhorias na logística de transporte, exigindo veículos com condições dignas de conforto e a organização de horários de retorno mais flexíveis. O objetivo é impedir que pacientes debilitados fiquem expostos à espera nas ruas após os procedimentos médicos, garantindo-lhes um retorno seguro e humanizado.

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Justiça

Justiça de Gurupi condena envolvidos no assassinato de policial civil ocorrido em 2022

Após dois dias de julgamento pelo Tribunal do Júri em Gurupi, no sul do Tocantins, a Justiça proferiu a sentença de dois homens acusados pelo homicídio qualificado do policial civil Jean Carlos Teixeira, de 41 anos. O crime, que gerou grande comoção local, teve seu desfecho judicial entre os dias 26 e 27 de junho de 2026, culminando na prisão imediata dos condenados.

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Sentença somada dos dois réus ultrapassa os 38 anos de reclusão; um terceiro envolvido foi condenado por furto e porte ilegal de arma de fogo.

As penas aplicadas pelo tribunal somam mais de 38 anos de prisão em regime inicialmente fechado. O réu de 32 anos recebeu uma sentença de 21 anos e três meses de reclusão, enquanto o segundo condenado, de 28 anos, foi sentenciado a 17 anos, sete meses e sete dias. Logo após a leitura da decisão, equipes da Polícia Militar cumpriram os mandados de prisão expedidos, colocando os indivíduos à disposição do Poder Judiciário,.

O assassinato aconteceu na madrugada de 11 de março de 2022, dentro de uma casa noturna em Gurupi,. Na ocasião, Jean Carlos Teixeira foi atingido por disparos de arma de fogo. Um terceiro homem levado a julgamento foi absolvido da acusação de homicídio, entretanto, acabou condenado pelos crimes de furto da arma da vítima e porte ilegal de armamento.

A investigação, conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP) de Gurupi, foi fundamental para o resultado do julgamento,. Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas demonstraram a dinâmica do crime e a responsabilidade dos envolvidos, sustentando a denúncia do Ministério Público,.

O delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, ressaltou que a condenação reflete a eficácia das investigações na região, onde todos os homicídios registrados nos últimos dois anos foram esclarecidos. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins reforçou que o veredito oferece uma resposta necessária à sociedade e aos familiares da vítima, destacando a integração entre as forças de segurança e a Justiça no combate à impunidade.

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Justiça

Justiça Condena Gurupi a Recuperar Área por Crime Ambiental em Aterro

A operação irregular do aterro sanitário de Gurupi resultou em uma condenação criminal para a administração municipal. Com falhas que incluem desde o descarte inadequado de mercúrio até o derramamento de combustíveis no solo, a prefeitura agora é obrigada por lei a implementar um plano abrangente de recuperação ambiental para reverter os danos causados ao ecossistema local.

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Decisão judicial impõe medidas rigorosas de reabilitação e absolve o município de Santa Rita do Tocantins por falta de controle operacional sobre o lixão.

O Município de Gurupi foi condenado pela Justiça do Tocantins por crimes ambientais decorrentes da má gestão de seu aterro sanitário. A sentença, proferida em 23 de junho pelo juiz Baldur Rocha Giovannini, da 1ª Vara Criminal de Gurupi, determina que a administração realize a recuperação integral da área degradada. O magistrado baseou sua decisão em evidências de irregularidades persistentes que comprometem a segurança ambiental da região.

A ação penal foi movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) após investigações apontarem problemas graves na destinação de resíduos sólidos. Laudos periciais realizados ainda em 2018 revelaram o derramamento de óleo queimado e combustíveis diretamente no solo, além do descarte negligente de eletrônicos, carcaças de animais e lâmpadas contendo mercúrio. A fiscalização também identificou o acúmulo de chorume, focos de incêndio e a ausência total de um responsável técnico para supervisionar o local.

Um ponto determinante para a condenação foi a constatação de que o aterro operou sem licença válida entre o ano de 2021 e dezembro de 2024. Segundo a fundamentação jurídica, a responsabilidade penal da prefeitura se configurou pela omissão no manejo adequado do empreendimento, conforme previsto no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais. Por se tratar de um crime de natureza formal, a justiça entendeu que a simples potencialidade de dano à saúde humana é suficiente para a condenação, independentemente da comprovação de um desastre efetivo.

Como punição, o município deverá elaborar e executar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), que necessita de aprovação do Naturatins. Este projeto deve obrigatoriamente contemplar a contenção do chorume, a remediação do subsolo e o monitoramento constante das águas subterrâneas para evitar contaminações futuras. O cumprimento dessas obrigações será acompanhado de perto pelo Juízo da Execução Penal.

Por fim, o município vizinho de Santa Rita do Tocantins, que também figurava no processo, foi absolvido das acusações. A Justiça reconheceu que a cidade apenas utilizava o aterro por meio de um convênio pago, não possuindo controle administrativo ou responsabilidade direta sobre as falhas operacionais detectadas no local. A decisão reforça que a responsabilização penal objetiva é vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro, protegendo entes que não tiveram participação direta no ilícito.

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Justiça

Família agradece apoio para transladar corpo de vítima de feminicídio ao Tocantins e pede Justiça

O assassinato brutal de Edileusa Durães, de 46 anos, interrompeu uma vida marcada pela alegria e deixou uma família de Gurupi em estado de choque. Enquanto o filho adolescente se recupera dos ferimentos sofridos ao tentar proteger a mãe, os parentes agradecem a todos que se mobilizaram pela campanha de solidariedade para transladar o corpo ao Tocantins, enfrentando não apenas o luto, mas o medo de que a impunidade prevaleça diante da crueldade do crime.

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Edileusa Durães foi morta a facadas pelo companheiro no Recanto das Emas; filho de 14 anos ficou ferido ao tentar protegê-la

Edileuza Almeida Durães, carinhosamente conhecida como Dileusa, vivia no Distrito Federal há duas décadas, mas suas raízes permaneciam em Gurupi, no Tocantins. Descrita por conhecidos como uma pessoa extremamente alegre, animada e muito querida tanto em Brasília quanto em sua terra natal, ela teve a vida ceifada a facadas pelo namorado na madrugada do último sábado (20/6), no Recanto das Emas, a investigação aponta que Sandro de Souza Oliveira, 35 anos, foi o autor que logo após o crime teria tentado tirar a própria vida. Ele foi detido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e encaminhado a um hospital sob custódia. O crime foi presenciado por seu filho de 14 anos, que interveio bravamente para defendê-la e acabou sendo atingido por três golpes de faca. O jovem encontra-se em quadro de saúde estável e está sob os cuidados de uma tia, enquanto o agressor, que tentou tirar a própria vida após o ato, foi encaminhado ao Hospital do Gama sob custódia.

A tragédia é o desfecho de um relacionamento abusivo que durava cerca de um ano. Segundo relatos do sobrinho da vítima, Lucas Gomes, o companheiro demonstrava comportamento possessivo e doentio, tentando isolar Edileusa de seus familiares e nutrindo ciúmes até mesmo do filho dela. A família, agora lida com o impacto devastador em sua estrutura e com a responsabilidade sobre o futuro das crianças que dependiam da vítima: o adolescente ferido e uma criança de 4 anos. Edileusa também deixa uma filha de 19 anos, que não residia com ela.

Para viabilizar o traslado do corpo e o sepultamento em solo tocantinense, os familiares organizaram uma “vaquinha” solidária. As doações Foram realizadas através do contato (63) 992094642, que pertence a Valdivina dos Santos, irmã de Edileusa. Em meio ao processo de translado do corpo e organização dos atos fúnebres, a família manifesta publicamente seu agradecimento pelo apoio e pela solidariedade recebidos da comunidade local. As providências legais e o suporte às crianças que dependiam da vítima continuam sendo acompanhados de perto pelos familiares, que reiteram a necessidade de que o caso receba a devida atenção das autoridades competentes.

As autoridades reforçam que casos de violência doméstica devem ser denunciados imediatamente para evitar desfechos fatais. O auxílio pode ser solicitado através do número 190 (Polícia Militar), do 197 (Polícia Civil) ou pelo canal 180 (Central de Atendimento à Mulher), que registra denúncias de forma anônima e gratuita durante 24 horas por dia.

Relembre o caso

Edileuza Almeida Durães, de 46 anos, foi morta na madrugada do último sábado, 20, dentro da residência onde morava, na Quadra 205 do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Durante a ocorrência, o filho da vítima, de 14 anos, ficou ferido ao tentar defendê-la. 

Manicure e mãe de três filhos, Edileuza foi encontrada sem vida no imóvel onde o crime ocorreu por volta da 1h30. No local, equipes policiais apreenderam uma faca apontada como o possível instrumento utilizado no homicídio.

Segundo relatos de pessoas próximas à família, Edileuza e o suspeito mantinham um relacionamento havia aproximadamente um ano. Eles teriam se separado recentemente, mas reataram após o homem não aceitar o término da relação.

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