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Infraestrutura/Urbanismo

Gurupi Mobiliza Força-Tarefa após Volume Histórico de Chuvas Atingir 200 mm

Em um início de ano marcado por precipitações atípicas, a cidade de Gurupi enfrenta um dos períodos chuvosos mais rigorosos de sua história. Na noite desta segunda-feira (02), o município registrou o impressionante índice de 200 milímetros de chuva em apenas duas horas, repetindo um fenômeno de intensidade extrema que já havia ocorrido recentemente. Diante do cenário crítico, a gestão municipal acelerou frentes de trabalho focadas em infraestrutura e limpeza urbana para garantir a segurança dos moradores e a fluidez das vias públicas.

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Prefeitura intensifica obras de drenagem e ações de limpeza para conter os danos causados por temporais severos que superaram as médias históricas do município.

As ações emergenciais concentram-se em áreas historicamente vulneráveis, como as regiões do Mutuca e Guaporé. No Mutuca, um robusto pacote de 11 obras de drenagem está em execução desde o ano passado. Embora o cronograma tenha sofrido pausas pontuais devido à instabilidade climática, a administração confirmou que as atividades serão retomadas plenamente em março. Entre as melhorias já entregues, destaca-se a revitalização de uma represa e a implementação de um “jardim de chuvas”, tecnologia sustentável projetada para absorver o excedente hídrico e evitar o transbordamento em vias públicas.

A modernização do sistema de escoamento também é prioridade. A prefeitura está substituindo o antigo manilhamento por mais de mil aduelas de grande porte, aumentando significativamente a capacidade de vazão da rede pluvial. No setor Guaporé, o projeto inclui uma nova travessia elevada que conectará o Centro ao bairro Novo Horizonte, obra estratégica para a mobilidade urbana que aguarda a estabilização do tempo para seguir o cronograma de finalização.

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Nesta terça-feira (03), a Secretaria Municipal de Infraestrutura iniciou uma força-tarefa de limpeza profunda. Equipes trabalham na desobstrução de bueiros, retirada de sedimentos e remoção de árvores caídas. Segundo a secretária Juliana Passarin, os trabalhos começaram ainda na madrugada, com foco inicial na Avenida Beira-Rio, uma das mais afetadas. O monitoramento também se estende à zona rural, onde o volume de água provocou interrupções em estradas vicinais.

O governo municipal reforçou que a prioridade absoluta é restabelecer a normalidade e proteger as residências contra novos alagamentos. A força-tarefa deve continuar operando em regime de plantão enquanto durar o alerta de chuvas intensas, com atualizações periódicas sobre a liberação de trechos e o progresso das intervenções estruturais.

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Infraestrutura/Urbanismo

BR-153: Entre o Equilíbrio das Contas e o Ritmo das Obras no Tocantins

Com quase meio bilhão de reais aplicados e a marca de 400 mil atendimentos realizados, a gestão privada das BRs 153, 080 e 414 apresenta números robustos. No entanto, para o motorista que percorre o trecho tocantinense, o otimismo das planilhas contrasta com a realidade de uma rodovia que ainda inicia sua transição para a duplicação total, levantando o debate sobre o real impacto da concessão no desenvolvimento regional até o momento.

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Concessão da Ecovias do Araguaia completa quatro anos com R$ 500 milhões investidos, mas usuários questionam se a velocidade das entregas acompanha a importância logística da “Rodovia da Integração”.

Quatro anos após o início da concessão que transferiu a gestão das BRs 153, 080 e 414 para a Ecovias do Araguaia, o balanço operacional da companhia impressiona pelo volume. Desde outubro de 2021, quando assumiu a responsabilidade por 850,7 quilômetros de estradas entre Tocantins e Goiás, a empresa consolidou um modelo de suporte que anteriormente inexistia sob a tutela estatal. Com o início da cobrança de pedágio em 2022, a promessa foi transformar a principal rota do agronegócio em um corredor de alta performance, prevendo investimentos de R$ 7,8 bilhões em obras ao longo de 35 anos.

No território tocantinense, o avanço mais visível ocorreu em 2024. A concessionária entregou os primeiros 12,85 quilômetros de duplicação, concentrados nas regiões de Gurupi e Aliança do Tocantins, além de infraestruturas acessórias como vias marginais, passarelas e viadutos. Embora a ANTT tenha confirmado a antecipação de alguns cronogramas, o volume entregue ainda é uma fração tímida diante dos 173,98 quilômetros de duplicação previstos apenas para o Tocantins. Essa disparidade entre o que foi assinado e o que está disponível para o tráfego é o ponto central de insatisfação de quem utiliza a via diariamente.

Pelo prisma institucional, a mudança de patamar é evidente. A Ecovias destaca que a rodovia agora conta com monitoramento constante, socorro médico e mecânico ágil, além de uma manutenção preventiva que substituiu o antigo modelo de “tapa-buracos” emergenciais. Em 2024, a injeção de R$ 200 milhões nas frentes de trabalho gerou mais de mil empregos, reforçando o papel da estrada como motor econômico. Para o setor de transportes, a previsibilidade oferecida pelo suporte 24 horas reduz prejuízos com paradas imprevistas e aumenta a segurança jurídica das operações logísticas.

Contudo, a percepção do usuário tocantinense é pautada pela urgência. Como espinha dorsal da economia do estado, a BR-153 é o canal por onde flui a safra, o transporte interestadual e o abastecimento das cidades. O fato de o contrato prever que a maior parte das duplicações ocorra apenas até o décimo ano de concessão cria um hiato de espera que custa caro em termos de fluidez e segurança. Enquanto Goiás detém a maior fatia da duplicação prevista, o Tocantins observa o cronograma com rigor, ciente de que cada quilômetro de pista simples representa um gargalo para a competitividade local.

As perspectivas para o futuro imediato são de aceleração. Para 2026, a concessionária projeta a entrega de mais 60 quilômetros duplicados ao longo do sistema. Esse movimento indica que os primeiros anos foram dedicados à estruturação operacional e recuperação asfáltica básica, e que agora a fase de obras pesadas ganha corpo. Entretanto, a régua de avaliação do motorista subiu proporcionalmente ao valor das tarifas pagas nas praças de pedágio.

Em última análise, a BR-153 sob concessão é, inegavelmente, uma rodovia superior àquela gerida pelo poder público anos atrás, especialmente no quesito assistência ao usuário e conservação do pavimento. Mas o sentimento de “obra concluída” ainda está longe do horizonte. Para o Tocantins, a transformação real só será celebrada quando as máquinas derem lugar a pistas duplas contínuas, transformando a perigosa jornada de hoje em um trajeto de eficiência e segurança plena. Por ora, a estrada permanece em um estágio de transição: melhor do que era, mas ainda aquém do que se espera de um eixo bilionário.

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Infraestrutura/Urbanismo

Escuridão na BR-153 coloca em risco motoristas e pedestres em Gurupi

A ausência de iluminação adequada em trechos estratégicos da BR-153, no perímetro urbano de Gurupi, tem gerado insegurança e reclamações constantes entre aqueles que dependem da via durante a noite. Com a visibilidade reduzida, o risco de acidentes graves e atropelamentos aumenta significativamente, preocupando quem transita diariamente pela região.

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Moradores e condutores denunciam a falta de iluminação pública em trechos urbanos da rodovia federal, exigindo providências urgentes para garantir a segurança viária.

Quem precisa atravessar ou trafegar pela BR-153 em Gurupi, no sul do Tocantins, enfrenta um desafio perigoso ao cair da noite. A escuridão predominante em diversos pontos da rodovia, que corta a cidade, tornou-se o principal alvo de críticas de pedestres e motoristas. A falta de claridade compromete a sinalização visual e dificulta a percepção de obstáculos na pista, transformando o trajeto em um cenário de incertezas.

Para os pedestres, o problema é ainda mais acentuado. Sem a iluminação necessária, a travessia entre os setores vizinhos à rodovia ocorre sob constante medo. Muitos relatam que a escuridão favorece a ocorrência de assaltos e torna os transeuntes “invisíveis” para os condutores de veículos pesados, que circulam em alta velocidade pelo trecho federal.

Os motoristas, por sua vez, destacam que a iluminação deficiente impede uma reação rápida em situações de emergência. O trecho, que possui intenso fluxo de caminhões e carros de passeio, exige atenção redobrada, mas a falta de infraestrutura básica de iluminação urbana sobre a via federal acaba por sobrecarregar a responsabilidade de quem dirige.

Diante do descaso, a comunidade local espera que as autoridades responsáveis — seja no âmbito municipal ou federal — entrem em um acordo sobre a manutenção e instalação de novos pontos de luz. Até que medidas concretas sejam tomadas, a escuridão continua sendo uma ameaça real à integridade física de todos que utilizam um dos corredores rodoviários mais importantes do país.

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Infraestrutura/Urbanismo

Caminhão atinge passarela e interdita trecho da BR-153 em Gurupi

O impacto contra a travessia de pedestres mobilizou equipes de emergência e técnicos da concessionária, resultando no bloqueio parcial da rodovia federal e na necessidade de rotas alternativas para os condutores que trafegam pelo sul do Tocantins.

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Estrutura foi danificada após veículo sair da pista na manhã desta segunda-feira; motorista ficou ferido e trânsito segue por desvio

Um acidente registrado no início da manhã desta segunda-feira (13) comprometeu a segurança e o fluxo de veículos na BR-153, em Gurupi. Por volta das 6h20, um caminhão que trafegava no sentido sul da rodovia perdeu o controle na altura do km 672, saindo da pista e colidindo violentamente contra a estrutura de uma passarela de pedestres. Com o choque, a travessia precisou ser imediatamente interditada para avaliação técnica.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a principal hipótese para o acidente é que o condutor tenha dormido ao volante. O motorista, que sofreu ferimentos em decorrência da batida, foi socorrido por equipes de resgate e encaminhado ao Hospital Regional de Gurupi. Até o momento, não foram divulgadas atualizações detalhadas sobre o seu quadro clínico.

Devido aos danos estruturais e à presença do veículo no local, a pista principal foi bloqueada por questões de segurança. A concessionária Ecovias Araguaia, responsável pelo trecho, informou que o tráfego está sendo desviado para uma via paralela, permitindo que o fluxo de veículos continue sem interrupções totais. No entanto, ainda não há uma previsão exata para a conclusão dos trabalhos de remoção do caminhão e limpeza dos escombros.

Equipes da PRF e da Ecovias Araguaia permanecem no local realizando a sinalização e orientando os motoristas. A concessionária reforçou o pedido de cautela aos usuários da rodovia, recomendando atenção redobrada ao passar pelo trecho e respeito à sinalização temporária. Paralelamente, técnicos avaliam a extensão dos danos na passarela para definir as intervenções necessárias para garantir o retorno da travessia segura dos pedestres.

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