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Meio Ambiente

Preservação em Foco: Gurupi Planeja Unificar e Ampliar Unidades de Conservação

A cidade de Gurupi, no Tocantins, deu um passo importante em sua política ambiental com um projeto ambicioso que busca consolidar as quatro atuais Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e o Parque Natural Municipal em uma única e mais robusta unidade de conservação, garantindo assim um futuro mais sustentável para suas áreas protegidas.

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Foto: Divulgação

Estudo Visa Maior Eficácia na Proteção Ambiental e Gestão Territorial

O projeto, iniciado em outubro de 2024, está sendo conduzido por uma parceria estratégica entre as consultorias ambientais EngSolver Consultoria Ambiental (Palmas) e Cerrados Florestal (Gurupi), em colaboração direta com a Diretoria de Meio Ambiente do município. O foco principal do estudo é analisar a viabilidade de unificar e expandir as áreas existentes – que incluem a APA Fragmento do Córrego Mutuca/Água Franca, APA Fragmento do Córrego Dois Irmãos, APA Fragmento do Córrego Mutuca e o Parque Natural Municipal Pouso do Meio.

O objetivo central é criar uma única unidade de conservação de maior porte, o que facilitaria a gestão, a fiscalização e o planejamento ambiental de forma mais efetiva.

O Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Diego Rocha, ressaltou que a iniciativa é fundamentalmente viabilizada por um recurso de compensação ambiental proveniente da Energisa, ligado ao licenciamento de uma linha de transmissão. Segundo Rocha, esse financiamento permite a construção de um projeto técnico sólido, baseado em ciência e estratégia, que não apenas organiza e regulariza, mas também projeta a ampliação das áreas protegidas de Gurupi.

Foto: Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Diego Rocha/Divulgação

A participação popular é um pilar essencial do processo. Para garantir que o projeto atenda às necessidades locais, estão previstas oficinas comunitárias no final do mês para coletar sugestões e ampliar o diálogo com a população. Posteriormente, os resultados técnicos serão apresentados em uma audiência pública.

As oficinas de participação social estão agendadas para:

  • Quinta-feira, 27:
    • 13h30: Escola Municipal de Tempo Integral Odair Lúcio, Avenida Brasília.
    • 18h00: Escola Municipal Dr. Ulisses Guimarães, setor Parque das Acácias.
  • Sexta-feira, 28:
    • 09h00: Escola Estadual Hercília Carvalho da Silva, setor Aeroporto III.

Este processo de colaboração visa fortalecer de maneira duradoura a política ambiental de Gurupi, assegurando que o planejamento das unidades de conservação seja inclusivo e eficaz.

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Meio Ambiente

Tocantins une forças em projeto estratégico para recuperação de nascentes e preservação ambiental

Uma ampla coalizão formada pelo poder público estadual, a academia e diversas prefeituras municipais acaba de consolidar uma parceria vital para o futuro ecológico do Tocantins. O foco principal da iniciativa é a revitalização de mananciais e matas ciliares, promovendo o plantio de mudas nativas e a implementação de práticas que garantam o abastecimento de água e a qualidade ambiental para as próximas décadas.

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Aliança entre o Governo do Estado, a Universidade Federal do Tocantins e 13 municípios visa garantir a segurança hídrica e a restauração de áreas degradadas no Cerrado.

A proteção dos recursos hídricos tornou-se o eixo central de um novo esforço cooperativo na região. Por meio da recuperação sistemática de áreas de nascentes e matas ciliares, o projeto busca não apenas restaurar a vegetação perdida, mas assegurar a disponibilidade de água potável a longo prazo. Segundo Marcello Lelis, o processo de cercamento, replantio e manutenção das mudas nos anos iniciais equivale a “plantar água”, um passo essencial para garantir a segurança hídrica das futuras gerações.

A operacionalização desse plano conta com o suporte técnico e científico do campus da UFT em Gurupi. A diretora da unidade, Niléia Cristina, destaca que o engajamento coletivo é o diferencial para que as atividades do Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) sejam expandidas e ganhem continuidade no tempo. A produção de mudas nativas do bioma Cerrado é uma das frentes de trabalho fundamentais que sustentam essa estratégia de cooperação regional.

Com a união de 13 cidades, a expectativa é que a recuperação de solos degradados se intensifique, fortalecendo a preservação hídrica em uma das zonas mais importantes e produtivas do estado. Esse modelo de gestão integrada entre governo e universidade reforça o compromisso com a sustentabilidade e a resiliência ambiental no Tocantins.

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Meio Ambiente

MPTO e Cariri selam acordo histórico para o fim definitivo do lixão municipal

Em uma iniciativa decisiva para a preservação ambiental do Sul do Estado, o Ministério Público do Tocantins oficializou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município de Cariri. O objetivo central é extinguir o lixão a céu aberto que assola a região, substituindo-o por um sistema de gestão de resíduos sólidos que atenda às exigências da legislação federal e garanta a recuperação do solo degradado.

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Compromisso firmado entre o Ministério Público e a prefeitura local estabelece cronograma rigoroso para recuperação ambiental e implementação de coleta seletiva eficiente.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por intermédio da Promotoria de Justiça de Gurupi, firmou um acordo estratégico com a Prefeitura de Cariri do Tocantins para solucionar um problema histórico: a destinação inadequada de resíduos sólidos. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelece prazos específicos para o encerramento das atividades no atual lixão municipal e a transição para um modelo de aterro sanitário controlado ou o transbordo para unidades licenciadas.

Além da interrupção do descarte irregular, o documento prevê a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Essa medida é essencial para mitigar os danos causados ao lençol freático e à vegetação nativa pela decomposição de resíduos ao longo dos anos. A gestão municipal também se comprometeu a implementar programas de educação ambiental e a fortalecer a coleta seletiva, integrando catadores locais e promovendo a reciclagem sistemática de materiais.

O acompanhamento do acordo será rigoroso, com vistorias periódicas realizadas pelos órgãos ambientais e técnicos do Ministério Público. Caso o cronograma estabelecido não seja cumprido, o município estará sujeito a multas diárias pesadas, que serão revertidas para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A medida representa um avanço significativo para a saúde pública de Cariri, reduzindo a proliferação de vetores de doenças e alinhando a cidade às diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico.

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Meio Ambiente

Gurupi Sufocada pelo Descarte Irregular: Um Alerta à Saúde Pública

A paisagem urbana de Gurupi enfrenta uma crise silenciosa, mas visível: o avanço desenfreado de lixões clandestinos que transformam setores residenciais em focos de doenças. Com a chegada do período chuvoso, o acúmulo de entulhos e resíduos domésticos deixa de ser apenas um problema estético para se consolidar como uma grave ameaça sanitária à população.

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Entre o descaso e o perigo, bairros periféricos tornam-se depósitos de lixo a céu aberto, elevando riscos epidemiológicos e a indignação dos moradores locais.

O cenário de abandono em bairros como o Jardim Tocantins e o Setor Atalaia reflete uma problemática que parece fugir ao controle das autoridades e da própria consciência civil. O que deveriam ser calçadas e lotes preservados tornaram-se depósitos improvisados para móveis velhos, restos de construção e lixo orgânico. Moradores locais descrevem uma rotina de impotência perante o descarte clandestino, muitas vezes realizado sob o manto da noite, o que impede a identificação dos responsáveis e perpetua um ciclo de impunidade.

Para além do impacto visual negativo e do mau cheiro que invade as residências, a principal preocupação recai sobre o Aedes aegypti. Os recipientes acumulados nos terrenos baldios servem como reservatórios ideais para as águas das chuvas, criando berçários perfeitos para o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em uma região onde o clima favorece a rápida proliferação do vetor, cada terreno negligenciado representa um risco potencial de surto epidemiológico para as famílias vizinhas.

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A comunidade demonstra uma exaustão crescente diante da lentidão nas respostas institucionais. Embora existam cronogramas de limpeza por parte da administração municipal, a frequência das remoções não tem sido suficiente para acompanhar o ritmo acelerado com que novos descartes são realizados. Lideranças comunitárias defendem que a solução não pode se limitar à coleta paliativa; é necessária uma fiscalização ostensiva, aliada à aplicação de sanções severas e à criação de pontos de entrega voluntária de resíduos de grande porte (Ecopontos).

Enquanto o equilíbrio entre a eficiência do serviço público e a responsabilidade social dos cidadãos não é atingido, o problema persiste como uma chaga aberta no cotidiano de Gurupi. Especialistas em saúde pública são enfáticos: sem uma mudança drástica na gestão de resíduos e na educação ambiental, a cidade continuará refém de um ciclo de sujeira e doenças, onde o custo da negligência pode ser, literalmente, a vida dos moradores.

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