Sob o comando de Luis de la Fuente, a “La Roja” supera a Argentina na prorrogação e estabelece recorde mundial ao sofrer apenas um gol em todo o torneio.
A decisão, ocorrida neste último domingo (19), foi resolvida apenas no tempo extra após um empate persistente no placar regulamentar. O herói da conquista foi Ferran Torres, que aproveitou um cruzamento de Nico Williams e uma assistência de cabeça para bater firme e marcar o gol do título aos 10 minutos da prorrogação.
Com a vitória, a Federação Espanhola garantiu a quantia de 50 milhões de dólares (aproximadamente R$ 255,8 milhões), enquanto a vice-campeã Argentina embolsou 33 milhões de dólares (R$ 168,8 milhões). Na disputa pelo terceiro lugar, a Inglaterra venceu a França por 6 a 4, garantindo R$ 148,3 milhões em premiação.
O grande diferencial desta conquista espanhola foi a sua retaguarda praticamente intransponível. A Espanha tornou-se a primeira campeã do mundo a sofrer apenas um gol durante toda a competição, um feito inédito na história dos mundiais. O único jogador a conseguir balançar as redes da “La Roja” foi o belga De Ketelaere, durante o confronto das quartas de final.
O goleiro Unai Simón também alcançou uma marca histórica, acumulando 650 minutos sem sofrer gols ao considerar partidas deste Mundial e da Copa de 2022. No total, a equipe encerrou sua participação com um desempenho dominante de sete vitórias em oito partidas.
Analistas esportivos destacam que o estilo de jogo implementado por Luis de la Fuente resgatou as raízes do sucesso espanhol, traçando paralelos com a geração vitoriosa de 2010. O meio-campo forte e a defesa segura permitiram que talentos individuais como Lamine Yamal, Nico Williams e Rodri brilhassem ao longo do torneio.
Enquanto a Espanha celebra o topo do mundo, outras seleções tradicionais ficaram pelo caminho; o Brasil, por exemplo, encerrou sua jornada precocemente nas oitavas de final ao ser eliminado pela Noruega, recebendo uma premiação de R$ 84 milhões.