Policial

Operação Vital: Esquema de R$ 26 Milhões Usava Morador de Rua para Fraudar Impostos no Tocantins

Uma investigação da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT) revelou que milhões de reais em impostos foram desviados por meio de um esquema sofisticado envolvendo o comércio de bebidas e o uso de pessoas em situação de vulnerabilidade. Com mandados cumpridos em Palmas e Gurupi, a Operação Vital expôs como um morador de rua e um motorista de caminhão foram transformados em “donos” de empresas milionárias para acobertar crimes que geraram um rombo de mais de R$ 26 milhões aos cofres públicos.

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Foto: Divulgação

Polícia Civil desarticula organização criminosa que utilizava “laranjas” e empresas de fachada para sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Deflagrada nesta sexta-feira (26), a Operação Vital mirou uma rede criminosa especializada em sonegação fiscal e lavagem de capitais no estado do Tocantins. Segundo a Polícia Civil, o grupo causou um prejuízo exato de R$ 26.438.802,59 ao erário por meio de manobras contábeis e operacionais fraudulentas. Durante a ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Gurupi, resultando na prisão em flagrante de um suspeito portando arma de fogo irregular e na apreensão de vasto material, incluindo computadores e documentos contábeis.

O funcionamento da organização consistia no registro de empresas de fachada em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, estratégia utilizada para blindar os verdadeiros líderes do esquema. Entre os sócios identificados pela investigação, destaca-se um homem com antecedentes criminais que atualmente vive em situação de rua. Outro envolvido figurava formalmente como proprietário de uma distribuidora com capital social de R$ 500 mil, embora exercesse a profissão de motorista de caminhão, apresentando um padrão de vida totalmente incompatível com a posse de tal empreendimento.

A fraude operacional ocorria na compra interestadual de grandes volumes de bebidas alcoólicas e energéticos. Para burlar a fiscalização e omitir o recolhimento do ICMS, a carga era desviada para Palmas antes mesmo de chegar ao destino declarado em Gurupi, onde as empresas possuíam sede apenas formal, sem qualquer estrutura operacional. Além do desvio físico, o grupo deixava deliberadamente de transmitir a Escrituração Fiscal Digital. A investigação aponta que as empresas eram geridas por um indivíduo com procurações públicas, responsável pela emissão de documentos falsos com a colaboração de contadores, entre eles Paulo César Maciel dos Santos, que já possui histórico de fraudes no agronegócio e permanece foragido.

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