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Infraestrutura/Urbanismo

Abandono Urbano: O Retrato do Descaso em Loteamentos de Gurupi

Cansados de conviver com o descaso, moradores de Gurupi denunciam a situação crítica do Loteamento Águas Claras na cidade. O que deveria ser um espaço de desenvolvimento urbano transformou-se em um refúgio para o mato alto, o acúmulo irregular de lixo e a proliferação de animais peçonhentos, colocando em risco constante a saúde e a tranquilidade de quem vive nas proximidades.

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Moradores enfrentam riscos à saúde e segurança diante da negligência de proprietários e da falta de fiscalização efetiva

A situação, que já se tornou rotina para os residentes do loteamento Águas Claras, revela um cenário de abandono. Em diversos pontos do loteamento, a vegetação atingiu alturas preocupantes, encobrindo calçadas e invadindo vias públicas. O problema, no entanto, vai muito além da estética urbana: o mato alto atua como um esconderijo para entulhos e descartes irregulares, que servem de criadouro para o mosquito da dengue e outros vetores de doenças.

A insegurança é outro fator que tira o sono dos vizinho. A falta de manutenção e a densa vegetação criam pontos cegos que facilitam a ação de criminosos e impedem a visibilidade de quem transita pelo local, especialmente durante o período noturno. “É um cenário de medo. A gente não sabe o que pode sair de dentro desse matagal, sem falar no risco de cobras e escorpiões que acabam entrando em nossas casas”, relata um morador, que prefere não se identificar.

Diante do quadro, a população clama por uma resposta urgente, seja por parte dos proprietários dos terrenos, seja por ações mais incisivas da fiscalização municipal. Embora existam legislações e editais que determinam a responsabilidade pela limpeza e manutenção dessas áreas, a prática mostra que o problema persiste, gerando um ciclo de negligência que penaliza quem reside no entorno.

O impasse sobre quem deve arcar com a zeladoria desses espaços é um dos maiores entraves para a resolução do conflito. Enquanto as medidas administrativas e as cobranças de multas não se traduzem em ações efetivas de limpeza, os moradores continuam a contabilizar os prejuízos e a conviver com o medo, aguardando que o poder público ou os donos dos lotes assumam a responsabilidade por garantir um ambiente urbano limpo e seguro para todos.

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Infraestrutura/Urbanismo

Gurupi reconstrói passarela na BR-153 após grave acidente de trânsito

Quatro meses após ter sua estrutura metálica central completamente destruída por um caminhão, a passarela de pedestres localizada no quilômetro 672 da rodovia BR-153, no perímetro urbano de Gurupi, começará a ser reinstalada nesta quarta-feira, dia 19. Os trabalhos marcam o fim da espera da população local, que dependia das vias marginais para travessia desde o violento impacto ocorrido em abril.

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Intervenção de engenharia começa nesta quarta-feira (19) para restabelecer de forma definitiva a travessia segura de pedestres

O grave acidente que resultou no colapso da estrutura anterior aconteceu na manhã do dia 13 de abril de 2026, por volta das 06h20. Na ocasião, um caminhão do tipo carreta que trafegava no sentido sul perdeu o controle da direção, saiu da pista e colidiu violentamente contra o pilar de sustentação da passarela de pedestres, situado no canteiro central. O impacto destruiu por completo a estrutura metálica principal da travessia. Investigações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontaram que a principal hipótese para a perda de controle é de que o condutor tenha dormido ao volante.

Durante a colisão, o caminhoneiro ficou preso às ferragens da cabine do veículo, mobilizando equipes de socorro médico e resgate. Com fraturas nas costelas, o motorista foi encaminhado em estado moderado ao Hospital Regional de Gurupi. Por questões de segurança, a rodovia federal permaneceu totalmente interditada logo após o ocorrido. Técnicos e operários da concessionária Ecovias Araguaia trabalharam na retirada do veículo e na remoção preventiva das partes suspensas que estavam comprometidas, liberando o tráfego da rodovia no dia seguinte, 14 de abril.

A partir de agora, a montagem e o içamento dos novos elementos metálicos restabelecerão a passarela danificada, devolvendo aos moradores da região a segurança necessária para transitar pelo perímetro urbano da rodovia.

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Infraestrutura/Urbanismo

Justiça de Gurupi Determina Plano de Regularização Imediata da Fiação em Postes da Cidade

Em uma tentativa de combater os riscos à segurança pública e a degradação urbana causados pelo emaranhado de fios soltos e caídos, a 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Gurupi determinou que as empresas responsáveis e a administração municipal elaborem, em até um mês, planos de ação detalhados para reordenar toda a fiação elétrica e de telecomunicações da cidade.

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Decisão liminar atende a pedido do Ministério Público do Tocantins e impõe multa diária de R$ 10 mil para a Energisa, operadoras de telecomunicação e Prefeitura caso cronogramas não sejam entregues em 30 dias.

A paisagem urbana de Gurupi deve passar por uma profunda reorganização estrutural nos próximos meses. Atendendo a um pedido formulado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), o Poder Judiciário determinou em caráter liminar que a concessionária Energisa Tocantins, as operadoras de telecomunicações que utilizam os postes públicos e o governo municipal apresentem propostas claras para sanar o desordenamento dos cabos na cidade. O prazo estipulado para a entrega dos respectivos planos de ação é de 30 dias, sob a pena de aplicação de multa diária de R$ 10 mil para cada um dos réus envolvidos em caso de descumprimento.

Esta ação civil pública é desdobramento de um Inquérito Civil Público aberto para investigar irregularidades no compartilhamento da infraestrutura de sustentação da rede elétrica. Uma auditoria técnica realizada na localidade apontou um cenário crítico e generalizado de cabos desordenados, emaranhados, soltos ou rompidos no chão e sem qualquer tipo de identificação. Conforme apontado pela 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi, esse descaso representa perigo físico iminente para os cidadãos, contribui para uma severa poluição visual e deprecia o espaço público. A Promotoria também apontou que houve omissão fiscalizatória tanto por parte da distribuidora de energia quanto do Executivo municipal, agravada pelo desrespeito de normas técnicas por parte das prestadoras de serviços de telecomunicações.

A decisão judicial estipula deveres específicos para cada uma das partes. As operadoras de telecomunicação deverão detalhar uma agenda para a identificação completa de seus cabos suspensos utilizando plaquetas plásticas com a sua respectiva razão social e CNPJ. Devem também estabelecer prazos para remover os fios e os equipamentos sem utilidade e disponibilizar um mapa georreferenciado das redes que utilizam na cidade. A distribuidora Energisa, por sua vez, deve apresentar um plano técnico contemplando vistorias de todos os postes na zona urbana, alinhar fiações desalinhadas, desligar ocupações clandestinas e criar mecanismos contínuos de controle.

A prefeitura de Gurupi também deverá atuar diretamente na contenção das irregularidades. A gestão pública municipal foi intimada a apresentar um programa de monitoramento sistemático dessas estruturas de transmissão. O plano deverá ser liderado pela Agência Gurupiense de Regulação e Fiscalização (AGRF) e detalhar as medidas administrativas necessárias para fazer cumprir o ordenamento estipulado pela Lei Municipal nº 2.840/2026.

Uma vez aprovados os cronogramas pela Justiça, os réus deverão dar início imediato às intervenções práticas em campo. A fiscalização do cumprimento das metas será monitorada por meio de relatórios de progresso trimestrais que deverão ser enviados diretamente ao Poder Judiciário. O descumprimento injustificado de quaisquer das etapas poderá acarretar a cobrança de multa diária de R$ 10 mil por réu, com teto inicial estipulado em R$ 300 mil para cada requerido.

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Infraestrutura/Urbanismo

Expansão Logística: Neo Agro Inicia Operações no Parque Agroindustrial de Gurupi

Com o objetivo de suprir demandas críticas da produção rural e industrial, a Neo Agro, empresa vinculada ao Grupo Cacique, estabeleceu sua nova operação no Parque Agroindustrial de Gurupi. A movimentação marca um período de fortalecimento do ambiente de negócios local, impulsionado por melhorias em infraestrutura e apoio direto ao setor produtivo.

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Investimento do Grupo Cacique reforça o papel do município como centro estratégico para o agronegócio e a indústria no Tocantins

O município de Gurupi atravessa uma fase de consolidação como o principal centro logístico do estado do Tocantins. Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson de Souza, a chegada da Neo Agro é um fator determinante para o desenvolvimento da cadeia produtiva local, impactando positivamente tanto o agronegócio quanto o setor industrial da região.

A nova unidade operacional foi projetada para oferecer maior eficiência no abastecimento, atendendo de forma direta as necessidades de produtores rurais, transportadores e industriais na ponta da cadeia. De acordo com as autoridades locais, a escolha de Gurupi pelo Grupo Cacique reflete a confiança no potencial econômico da cidade e nos investimentos contínuos realizados em infraestrutura, que tornam o ambiente altamente atrativo para grandes operações.

Além do impacto técnico na logística e no suporte ao produtor, a instalação da empresa promete benefícios socioeconômicos diretos para a população. A operação da Neo Agro deve fomentar a geração de novos postos de trabalho e atrair divisas significativas para o município, reafirmando o compromisso da gestão em estimular o crescimento sustentável e o fortalecimento do setor produtivo gurupiense.

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