Tecnologia Inovadora Promete Revolucionar a Fiscalização de Combustíveis
Uma nova arma poderosa contra a fraude em combustíveis está sendo desenvolvida no coração do Tocantins: um nanossensor colorimétrico capaz de identificar a adulteração do álcool combustível por metanol em questão de minutos, prometendo mais agilidade e economia na fiscalização.
Nanossensor Pioneiro da UFT Gurupi Oferece Detecção Rápida e Barata de Metanol no Etanol
O combate à adulteração de combustíveis, uma prática que causa prejuízos a consumidores e danos aos veículos, pode estar prestes a ganhar um avanço significativo. Pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Câmpus de Gurupi, criaram um nanossensor inédito com potencial para simplificar e baratear a detecção de metanol no álcool combustível.
A tecnologia é fruto da pesquisa de mestrado de Fabíola Almeida Bezerra, do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ), e conta com a orientação do professor Nelson Luis Gonçalves Dias de Souza. O foco da invenção é o metanol, um produto químico cuja adição ao etanol acima do limite legal de 0,5% estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é considerada fraudulenta e extremamente perigosa. O excesso de metanol é altamente corrosivo e pode comprometer peças cruciais dos motores, como bicos injetores e bombas de combustível.
A grande inovação reside na simplicidade do método: basta misturar uma amostra do combustível com a solução do nanossensor. A reação dispensa qualquer preparo prévio da amostra. Em aproximadamente 30 minutos, o resultado é dado pela mudança de cor, sendo que um tom mais amarelado indica uma concentração maior de metanol.
O professor Souza destaca a originalidade da aplicação, que, embora utilize um conceito de nanossensores já conhecido em outras áreas, se mostra pioneira na determinação específica de metanol em álcool combustível. A mestranda Fabíola Bezerra salienta o impacto econômico e prático, ressaltando que o equipamento de cromatografia gasosa, usado no método padrão da ANP, pode custar até oito vezes mais que a nova tecnologia. Além disso, o professor aponta o benefício da visualização imediata, pois a natureza colorimétrica do teste permite uma rápida identificação se o limite tolerado de metanol foi excedido.
Foto: Divulgação
Com os testes já concluídos, os inventores planejam solicitar a patente do nanossensor ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) após a defesa da dissertação de mestrado, prevista para março de 2026. A expectativa é oferecer uma ferramenta mais acessível e rápida para a fiscalização, fortalecendo a segurança e a qualidade do combustível vendido nos postos.
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