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Saúde

Desafio Alerta no Tocantins: Sarampo Retorna e Acende Sinal Vermelho para a Vacinação

O sarampo, uma doença altamente contagiosa e que já havia sido erradicada em grande parte das Américas, faz um retorno preocupante ao Tocantins. Dois casos foram confirmados em Campos Lindos, envolvendo uma criança e uma profissional de saúde, ambos sem histórico de vacinação. Este alerta reforça a necessidade crítica de reavaliar e impulsionar as campanhas de imunização em todo o país, especialmente em regiões de fronteira, para evitar novos surtos e proteger a população mais vulnerável. A situação é um lembrete sombrio de que a vigilância e a vacinação são as armas mais eficazes contra a proliferação de doenças infecciosas.

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Doença que parecia controlada ressurge com casos em Campos Lindos, expondo a vulnerabilidade de não vacinados e a urgência de fortalecer a imunização em todo o Brasil.

Dois novos casos de sarampo foram confirmados em Campos Lindos, Tocantins, reforçando a importância da vacinação contra a doença. Os pacientes são uma profissional de saúde de 29 anos e uma criança de 4 anos, ambos sem histórico vacinal para o sarampo. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que ambos estão recebendo acompanhamento domiciliar.

Os diagnósticos foram validados na última segunda-feira, 21 de julho, após exames realizados pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado do Tocantins (Lacen-TO). A secretaria já havia sido notificada das suspeitas na sexta-feira anterior, 18 de julho, e prontamente iniciou os protocolos de investigação.

A criança de quatro anos, segundo informações da SES, teve contato com indivíduos que viajaram à Bolívia, país que enfrenta um surto de sarampo com mais de 60 casos confirmados em 2025. Os dois pacientes manifestaram os sintomas clássicos da doença, que incluem febre alta, dores no corpo e manchas avermelhadas na pele.

Apesar das confirmações locais, amostras foram encaminhadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para validação final. Com esses dois casos, o Brasil chega a sete registros de sarampo em 2025, somando-se a ocorrências no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Embora os casos sejam esporádicos e não haja transmissão interna sustentada, o país, que mantém o certificado de erradicação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no ano passado, intensifica as ações de vigilância.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) reitera a necessidade de vigilância, lembrando que o Brasil perdeu o certificado de erradicação em 2019, após surtos iniciados por casos importados e agravados pela baixa cobertura vacinal. Os recentes casos no Tocantins servem como um importante alerta, especialmente para os estados que fazem fronteira com a Bolívia.

Resposta Rápida e Abrangente da Saúde

Diante dos diagnósticos, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins agiu de forma coordenada para conter a disseminação do sarampo. Já na sexta-feira, quatro profissionais da vigilância em saúde foram enviados a Campos Lindos para implementar ações de contenção, orientar sobre o isolamento dos casos e iniciar a vacinação das pessoas que tiveram contato com os infectados. Na segunda-feira, a equipe foi reforçada com mais quatro técnicos estaduais e quatro profissionais do Ministério da Saúde, evidenciando a colaboração interinstitucional.

Além das ações no local, a SES informou que enviará uma nota técnica para todos os 139 municípios tocantinenses, juntamente com um informativo detalhado contendo orientações essenciais para as equipes de vigilância municipal. O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta em todo o estado.

Sintomas e Prevenção: O Que Você Precisa Saber

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, e altamente contagiosa, transmitida principalmente por via aérea, através de gotículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Após a exposição, o período de incubação varia de sete a 14 dias, e a transmissão pode ocorrer desde seis dias antes até quatro dias após o surgimento dos sintomas.

Os sinais clássicos da doença incluem:

  • Dores no corpo e febre alta
  • Exantema maculopapular (manchas avermelhadas na pele)
  • Tosse
  • Coriza
  • Conjuntivite

Em alguns casos, o sarampo pode levar a complicações graves, como pneumonia e encefalite, e, em situações raras, pode ser fatal.

Cobertura Vacinal: Um Desafio Nacional e Estadual

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo. O esquema vacinal completo é de duas doses para indivíduos de até 29 anos e uma dose para adultos entre 30 e 59 anos. No calendário infantil, a vacina é aplicada aos 12 e aos 15 meses de idade.

A cobertura vacinal ideal, recomendada globalmente, é superior a 95%. No entanto, os dados atuais no Brasil revelam um cenário preocupante: em 2025, 91,74% do público infantil recebeu a primeira dose, mas apenas 72,74% completaram o esquema vacinal. No Tocantins, a situação é ainda mais crítica, com cobertura de 86% para a primeira dose e apenas 55% para a segunda dose, percentuais que ficam abaixo da média nacional.

Apesar das taxas abaixo do ideal, o governo estadual garante que as mais de 300 salas de vacinação no Tocantins estão devidamente abastecidas. O Ministério da Saúde também assegura que há doses suficientes em todo o país, reforçando a mensagem de que a vacina está disponível e é fundamental para proteger a população.

Com a identificação desses novos casos e a mobilização das autoridades de saúde, o foco agora é intensificar a vacinação e a vigilância para garantir que o sarampo não se espalhe e para que o Tocantins e o Brasil continuem protegidos contra essa doença.

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Saúde

Ministério Público cobra de Gurupi ações estruturantes para população em situação de rua

Em resposta ao aumento visível de pessoas vivendo em extrema vulnerabilidade nas praças e no terminal rodoviário de Gurupi, o Ministério Público do Tocantins emitiu uma recomendação formal para que a gestão municipal mude a abordagem atual. A iniciativa exige a realização de um censo dessa população, o planejamento de um abrigo noturno e a criação de protocolos integrados de saúde e assistência social.

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Recomendação da 6ª Promotoria de Justiça estabelece prazos de até 90 dias para mapeamento da população de rua, criação de abrigo público e atendimento psiquiátrico a idoso vulnerável

A atuação da Prefeitura de Gurupi no atendimento às pessoas em situação de rua entrou na mira da 6ª Promotoria de Justiça do Ministério Público do Tocantins (MPTO). O órgão identificou uma defasagem nas medidas assistenciais atualmente prestadas pelo município, que têm se limitado a abordagens sociais pontuais, distribuição de kits de higiene pessoal e concessão de passagens terrestres. Diante da urgência do cenário, o promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes fixou prazos que variam de 60 a 90 dias para que medidas estruturais comecem a ser implementadas pela administração municipal.

O estopim para a intervenção do MPTO foi a constatação do aumento expressivo de indivíduos em extrema vulnerabilidade concentrados em pontos de grande circulação da cidade, incluindo o Terminal Rodoviário, a Praça da Abadia e a Praça Mauro Cunha. Entre as diretrizes expedidas na recomendação, destaca-se a obrigatoriedade de se realizar um mapeamento detalhado para identificar as pessoas que vivem nessas condições. A partir desse diagnóstico, o município deve planejar a criação de um abrigo noturno para acolhimento e instituir um fluxo conjunto de atendimento entre as secretarias municipais de Assistência Social e de Saúde, com foco prioritário em pessoas com transtornos mentais ou dependência química.

A falta de um fluxo unificado de atendimento ficou evidente no caso de um idoso com transtorno mental grave que permanece na rodoviária local. O homem acumula sujeira e recusa cuidados básicos de higiene pessoal. Embora a prefeitura tenha justificado a ausência de uma intervenção direta alegando respeitar a autonomia individual do idoso, o Ministério Público rebateu o argumento, frisando que a severidade da condição de saúde mental do idoso compromete diretamente sua capacidade de autodeterminação.

Como solução prioritária, o MPTO recomendou que o município dê andamento célere e rigoroso ao pedido de internação e tratamento psiquiátrico desse idoso. A orientação governamental determina que a assistência não se encerre com a hospitalização: a prefeitura precisa assegurar todo o suporte na área da saúde e o acompanhamento terapêutico e socioassistencial ao idoso após a sua alta médica.

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Saúde

Justiça exige que Sucupira reforce combate a arboviroses diante de quadro de apenas um agente de endemias

A Justiça determinou que a Prefeitura de Sucupira, município localizado no sul do Tocantins, adote medidas urgentes para reestruturar seu sistema de vigilância epidemiológica e controle de vetores. A decisão decorre de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público estadual, que constatou que a cidade contava com apenas um agente para combater doenças como dengue, zika e chikungunya, além de apresentar graves falhas no acompanhamento de casos suspeitos.

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Decisão atende a pedido do Ministério Público do Tocantins e estipula prazo de 30 dias para prefeitura adequar estrutura de prevenção à dengue, zika e chikungunya sob pena de multa.

A decisão judicial é o resultado de uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pela 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi. O órgão acompanhou a situação de Sucupira de forma extrajudicial por mais de dois anos, período no qual persistiram as deficiências estruturais no combate às endemias. O município vinha mantendo suas atividades de prevenção amparadas no trabalho de um único profissional, sem apresentar estudos técnicos que comprovassem a suficiência desse efetivo para a demanda local.

O promotor de Justiça Marcelo de Lima Nunes apontou que, além da carência de pessoal, foram detectadas falhas graves no monitoramento epidemiológico. O município não conseguiu comprovar a realização de busca ativa para localizar e acompanhar pacientes com suspeita de arboviroses que não retornaram às unidades de saúde para a conclusão de seus exames e investigações médicas. Embora a administração municipal tenha alegado que fazia esse acompanhamento, nenhum registro de visitas ou contatos foi apresentado.

A partir da intimação, a Prefeitura de Sucupira tem o prazo de 30 dias para elaborar e apresentar um estudo técnico detalhado para o dimensionamento de sua equipe de Agentes de Combate às Endemias (ACE). Esse levantamento deve considerar a quantidade de imóveis na região, a extensão territorial, a divisão geográfica entre as zonas urbana e rural, a acessibilidade e as atribuições da função. Caso o estudo aponte a necessidade de contratação de novos servidores, a prefeitura deverá apresentar um cronograma para a realização de processo seletivo público, conforme as diretrizes da Lei Federal nº 11.350/2006.

A sentença judicial não impõe um número fixo de contratações, deixando a cargo da própria administração local a definição da quantidade necessária de agentes com base no estudo técnico exigido. Outra obrigação imediata é a implementação definitiva do serviço de busca ativa sistemática dos pacientes que abandonaram a investigação diagnóstica de casos suspeitos. O descumprimento injustificado das medidas acarretará em multa diária de R$ 1 mil, com teto inicial fixado em R$ 30 mil.

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Saúde

Clínica de Gurupi é Investigada por Irregularidades em Terapias para Crianças com TEA

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) instaurou uma investigação formal contra uma clínica localizada em Gurupi após receber denúncias graves envolvendo a condução e a qualidade das terapias aplicadas a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A apuração foca em indícios de diagnósticos excessivamente rápidos e em potenciais problemas sanitários na instituição, acendendo um alerta sobre a segurança e a eficácia do acompanhamento clínico de pacientes com desenvolvimento atípico no município.

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Ministério Público do Tocantins apura denúncias de diagnósticos acelerados e potenciais problemas sanitários em estabelecimento de atendimento infantojuvenil

A investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) direciona seus esforços para analisar detalhadamente o funcionamento e as terapias oferecidas a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um estabelecimento de saúde em Gurupi. As principais suspeitas levantadas pela investigação apontam para a emissão de diagnósticos acelerados e a ocorrência de possíveis falhas sanitárias no local. Esse cenário gera apreensão, uma vez que a precisão no acompanhamento terapêutico é determinante para a evolução e o bem-estar dessas crianças.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento em que o cérebro se desenvolve de maneira atípica desde os primeiros anos de vida, gerando desafios na comunicação, na interação social e na presença de rotinas rígidas ou comportamentos repetitivos. Como o autismo não é uma doença, ele não possui cura, e o foco dos tratamentos é desenvolver a autonomia do indivíduo, melhorar sua capacidade de comunicação e promover sua inclusão social.

Para atingir esses objetivos, a prática clínica preconiza a atuação de uma equipe multiprofissional com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, além de terapias comportamentais focadas em habilidades diárias. A intervenção precoce nos primeiros anos de vida é essencial para obter os melhores resultados no desenvolvimento cerebral. A denúncia sobre diagnósticos acelerados na clínica investigada pelo MPTO contrasta com a necessidade desse cuidado minucioso e de avaliações profundas para cada paciente.

A apuração do órgão controlador segue em andamento para verificar a extensão das possíveis irregularidades no estabelecimento. Como alternativa, orientações e atendimentos adequados podem ser buscados pelas famílias nas redes públicas de saúde, como postos de atendimento básico e centros de reabilitação especializados.

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