Cultura

Ancestralidade e Encantaria: A Amazônia Urbana de Tai no Sesc Gurupi

Em uma imersão que conecta o passado ancestral ao cotidiano urbano, o Centro de Atividades Sesc Gurupi recebe a exposição “Mairiwara Peúa”. A artista paraense Tai apresenta uma narrativa visual poderosa que reivindica territórios e espiritualidades, transformando a percepção das cidades amazônicas através de cores vibrantes e seres encantados que habitam o imaginário e a realidade da região.

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Foto: Divulgação

A mostra “Mairiwara Peúa” une fotografia e arte digital para revelar a presença mística dos encantados nas paisagens nortistas, permanecendo em cartaz até o final de agosto.

Desde o dia 20 de julho de 2026, o público de Gurupi, no Tocantins, pode conferir de perto as obras da artivista visual Tai. A visitação é gratuita e segue disponível até o dia 21 de agosto, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h. O projeto destaca a intersecção entre a modernidade e a tradição, convidando os visitantes a observar a Amazônia sob uma ótica que transcende a paisagem geográfica convencional.

A série artística utiliza a técnica de ilustração digital sobre fotografias para retratar a permanência da cultura dos povos originários em territórios como Mairi — nome ancestral da cidade de Belém — e outras regiões conectadas pelas águas do Norte. Através dessas camadas visuais, a artista explora o conceito de “encantaria amazônica”, uma tradição que reconhece a presença de entidades espirituais, os chamados encantados, coexistindo em diversos espaços, desde rios e florestas até o interior das áreas urbanas.

Nativa de Belém e com sólida formação acadêmica — sendo Bacharel em Moda e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP —, Tai se define como uma comunicadora que utiliza a arte para expressar sua espiritualidade e vivência amazônida. Suas criações em “Mairiwara Peúa” não são apenas registros estéticos, mas atos de resistência visual que buscam resgatar a ancestralidade e mantê-la viva no pulsar cotidiano das cidades.

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