Decisão judicial avança no caso Maysa Cardoso; réu responderá por feminicídio e ocultação de cadáver
O juiz Jossanner Nery Nogueira Luna, da Vara Especializada no Combate à Violência Contra a Mulher, decidiu levar a julgamento o homem acusado de assassinar Maysa Rodrigues Fernandes Cardoso, de 35 anos. A sentença de pronúncia, proferida na última terça-feira (17), valida as evidências colhidas até o momento e reconhece que há indícios suficientes de autoria para que o réu, de 42 anos, enfrente o Conselho de Sentença.
O crime ocorreu em novembro de 2025, no Setor Novo Horizonte, em Gurupi. Segundo os autos, Maysa foi morta por esganadura durante a madrugada. O corpo da vítima teria permanecido dentro da residência do casal por aproximadamente 24 horas antes de ser transportado para uma cova rasa, às margens do córrego Mutuca. O cadáver só foi localizado 20 dias depois, após uma das filhas do casal suspeitar da ausência da mãe e acionar a Polícia Militar.
A decisão judicial manteve qualificadoras graves que podem elevar significativamente a pena em caso de condenação. Entre elas, destaca-se o feminicídio, configurado pela relação íntima e pelo contexto de violência doméstica. Os jurados também deverão avaliar se o crime foi cometido mediante asfixia, se houve recurso que dificultou a defesa da vítima e se o ato foi praticado na presença dos filhos do casal, o que agrava a conduta do acusado.
Atualmente, Cleofás Rodrigues permanece em prisão preventiva para garantir a ordem pública e a instrução do processo. Além do homicídio qualificado, ele responde pelo crime de ocultação de cadáver. A data para a realização do Tribunal do Júri será agendada assim que forem esgotados os prazos para eventuais recursos da defesa.