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Segurança

Imóveis utilizados pelo crime organizado poderão ser interditados administrativamente

Com o objetivo de asfixiar a logística de grupos criminosos, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto que permite ao Estado lacrar, de forma imediata e temporária, propriedades usadas para atividades ilícitas graves. A medida busca oferecer uma resposta estatal ágil antes mesmo do desfecho de processos judiciais de perda de bens, focando na interrupção direta do suporte físico a facções e ao tráfico de entorpecentes.

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Proposta aprovada em comissão da Câmara prevê o fechamento temporário de locais vinculados ao tráfico e terrorismo por até 180 dias

O texto validado é o substitutivo do deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL) ao Projeto de Lei 3874/25, de autoria dos deputados Sargento Fahur (PSD-PR) e Sargento Portugal (Pode-RJ). A principal alteração feita pelo relator foi a substituição da pena de desapropriação imediata — prevista no texto original — pela interdição administrativa. Segundo Costa, a mudança é essencial para manter a constitucionalidade da norma, uma vez que a perda definitiva de propriedade é uma competência exclusiva do Poder Judiciário.

Na prática, a nova legislação permitirá que órgãos de segurança pública ou prefeituras adotem medidas cautelares urgentes. Entre as ações previstas estão a lacração dos acessos e a interdição total ou parcial do imóvel por um período de até seis meses. Tais intervenções serão fundamentadas em relatórios técnicos de inteligência ou em decisões judiciais prévias que atestem a utilização do espaço para crimes como o financiamento ao terrorismo e a organização criminosa.

Para garantir o devido processo legal, o projeto assegura ao proprietário do imóvel o direito de defesa em um prazo de dez dias após a notificação. Caso o dono comprove que agiu de boa-fé e que já tomou providências para cessar o uso indevido do local, a interdição poderá ser suspensa. Além disso, o texto prevê que eventuais multas aplicadas pelo descumprimento da interdição sejam revertidas diretamente para fundos voltados ao fortalecimento da segurança pública.

Diferente da esfera judicial, que demanda um rito processual mais longo e pode culminar no confisco do bem, a via administrativa foca na prevenção e na paralisação imediata do crime. O projeto agora segue para análise, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado sem recursos para o Plenário, o texto seguirá diretamente para a revisão do Senado Federal.

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Segurança

Gurupi intensifica combate à violência doméstica com blitze e ações educativas no Agosto Lilás

Para combater a violência contra a mulher e aproximar os serviços de acolhimento da população, a Prefeitura de Gurupi deu início a uma série de mobilizações integradas do Agosto Lilás. A iniciativa, que começou com uma blitz educativa na região central nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, também contará com rodas de conversa em postos de saúde, corrida solidária e novas políticas públicas municipais voltadas à segurança e dignidade feminina.

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Campanha promovida pela Prefeitura Municipal mobiliza rede de proteção, traz debates sobre direitos das mulheres e prepara o lançamento de pacto contra o feminicídio

A mobilização em Gurupi é coordenada pela Secretaria Municipal da Mulher e Cidadania e visa conscientizar a comunidade sobre a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar. A primeira grande ação foi uma blitz educativa de conscientização realizada na Avenida Goiás, no cruzamento com a Rua 5. O ato reuniu servidores municipais, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e profissionais dos órgãos parceiros que compõem a Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar.

O foco principal da intervenção urbana foi instruir os cidadãos e motoristas locais, apresentar de forma didática os canais oficiais de denúncia e demonstrar como funciona a atuação conjunta da rede de proteção. Conforme ressaltou a secretária da Mulher e Cidadania, Cristina Donato, debater o tema continuamente é essencial para salvar vidas. A gestora enfatizou que a campanha serve para mostrar que nenhuma mulher está desamparada e que existem canais estruturados para acolhimento e orientação de quem precisa quebrar o ciclo de violência.

Além das intervenções nas ruas de Gurupi, a programação do Agosto Lilás prevê ações descentralizadas nos bairros, com rodas de conversa organizadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Nessas ocasiões, as equipes debaterão as diferentes formas de violência doméstica, além de explicar o passo a passo para a realização de denúncias e o funcionamento dos serviços de proteção ao público feminino.

Outro marco das atividades planejadas é a Corrida Solidária pela Dignidade Menstrual, agendada para o dia 26 de agosto no Parque Mutuca, unindo o esporte a causas de relevância social e solidariedade. A programação do município também reserva o lançamento estratégico do Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres 2026-2028 e a futura assinatura do Pacto Gurupi Contra o Feminicídio, cujas datas específicas de realização ainda serão confirmadas pela gestão municipal.

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Segurança

PRF Realiza Ofensiva no Tocantins Contra a Violência Doméstica e o Feminicídio

Em uma mobilização estratégica que une segurança e conscientização, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) promove, nesta quinta-feira (7), atividades educativas no Tocantins destinadas a combater crimes de gênero e fortalecer a rede de proteção às mulheres em todo o estado.

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Ação educativa em Gurupi e Araguaína celebra o aniversário da Lei Maria da Penha e busca conscientizar passageiros sobre canais de denúncia e acolhimento de vítimas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) programou para esta quinta-feira (7) uma série de ações educativas voltadas ao combate da violência contra a mulher e ao feminicídio no Tocantins. A iniciativa é uma homenagem ao aniversário da Lei Maria da Penha, principal instrumento jurídico brasileiro de proteção feminina, e visa transformar as rodovias em corredores de informação e segurança.

As atividades serão realizadas simultaneamente nas Unidades Operacionais (UOPs) localizadas em Gurupi e Araguaína. O foco das equipes será a abordagem de ônibus de transporte de passageiros, permitindo que as orientações alcancem um grande número de pessoas em trânsito. Durante a programação, os viajantes receberão orientações diretas e materiais informativos com diretrizes claras sobre como identificar abusos, prevenir agressões e onde buscar acolhimento especializado.

Segundo informações da PRF, a meta principal da iniciativa é incentivar as denúncias e mostrar que a omissão não é uma opção. A corporação destaca que a sociedade como um todo desempenha um papel crucial no enfrentamento desse tipo de crime, e que a disseminação de informações é a ferramenta mais eficaz para a prevenção. Com essa ação, a polícia reforça seu compromisso institucional com a promoção dos direitos humanos e a salvaguarda das vítimas.

O tema da proteção feminina tem ganhado forte repercussão no cenário político local, especialmente após casos de violência que impactaram a opinião pública. Recentemente, o deputado federal Carlos Gaguim reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da luta pelos direitos das mulheres no estado, motivado por um feminicídio ocorrido em Palmas que gerou grande comoção. Esse contexto evidencia que a iniciativa da PRF integra um esforço necessário e urgente para reduzir os índices de violência doméstica no Tocantins.

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Segurança

Tocantins registra média de quatro atendimentos diários por violência doméstica: Lei Maria da Penha completa 20 anos

A realidade da violência contra a mulher no Tocantins apresenta números preocupantes, com a Defensoria Pública do Estado (DPE-TO) registrando uma média de 4,4 atendimentos diários relacionados à Lei Maria da Penha no primeiro semestre de 2026. Às vésperas do vigésimo aniversário da sanção da Lei nº 11.340/2006, celebrada no próximo dia 7 de agosto, os dados reforçam a necessidade contínua de mecanismos de proteção e a importância da escuta qualificada para identificar abusos que muitas vezes permanecem invisíveis.

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Balanço da Defensoria Pública revela mais de 800 acolhimentos no primeiro semestre de 2026, destacando a urgência de medidas protetivas e a implementação de monitoramento eletrônico para agressores.

Entre os meses de janeiro e junho de 2026, a Corregedoria Geral da Defensoria Pública contabilizou um total de 805 atendimentos vinculados à aplicação da Lei Maria da Penha. Esse volume estatístico representa cerca de 30 acolhimentos semanais, realizados de segunda a domingo, incluindo plantões em feriados e finais de semana para casos de natureza urgente. Um dado que chama a atenção é que 57,5% dessas demandas, totalizando 463 casos, foram direcionadas especificamente para a solicitação de medidas protetivas de urgência.

De acordo com Flávia Hardt Schreiner, coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), o diagnóstico da violência frequentemente ocorre de forma indireta. Muitas mulheres procuram a instituição por questões de Direito de Família e, através de uma escuta sensível da equipe, revelam sinais de abusos que elas próprias ainda não haviam identificado como tais. A defensora ressalta que a legislação foi um marco ao retirar a violência doméstica da esfera “privada”, reconhecendo-a como uma grave violação dos direitos humanos que abrange danos físicos, psicológicos e morais.

O arcabouço legal tem passado por atualizações importantes para garantir a segurança das vítimas. Uma inovação recente é a Lei nº 15.125/2025, que permite ao Judiciário determinar o monitoramento eletrônico do agressor de forma cumulativa às medidas protetivas. Essa ferramenta visa assegurar o cumprimento do afastamento do lar e a proibição de contato, oferecendo um acompanhamento mais rigoroso e imediato por parte do Estado.

Para as mulheres que necessitam de suporte, a Defensoria Pública mantém postos de atendimento acessíveis, inclusive na Casa da Mulher Brasileira, em Palmas, onde opera a 2ª Defensoria Pública de Atendimento às Mulheres. Vale destacar que a instituição também assegura o direito ao contraditório, oferecendo assistência jurídica aos acusados por meio de defensores distintos dos que assistem as vítimas, garantindo a integridade do processo legal para todas as partes envolvidas.

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