Policial

PF estende Operação Compliance Zero e prende Henrique Vorcaro em Minas Gerais

Em um desdobramento decisivo da sexta fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal capturou o empresário Henrique Vorcaro nesta quinta-feira (14), interrompendo sua viagem planejada a Brasília e revelando uma complexa rede de fraudes financeiras que atinge o cerne da estrutura ligada ao antigo comando do Banco Master.

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Foto: Divulgação

Pai do ex-controlador do Banco Master é alvo de mandado expedido pelo STF sob suspeita de ocultar R$ 2 bilhões e integrar milícia privada voltada à intimidação de autoridades e jornalistas.

A prisão de Henrique Vorcaro ocorreu em Belo Horizonte, Minas Gerais, por determinação expressa do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). No momento da abordagem, o empresário preparava-se para embarcar rumo à capital federal, onde pretendia visitar seu filho, Daniel Vorcaro, que já se encontra detido preventivamente desde março deste ano. Além da custódia, Henrique foi alvo de mandados de busca e apreensão, consolidando o cerco aos negócios da família.

As investigações da Polícia Federal apontam que Henrique teria desempenhado um papel central na ocultação de patrimônio do filho. Suspeita-se que o dono do Banco Master tenha tentado esconder cerca de R2bilho~esnascontasdopaipormeiodeoperac\c​o~esfraudulentascomfundosdeinvestimento.DadosdoCoafreforc\c​amessatese,revelandoqueaMultipar,empresadeinfraestruturalideradapelopatriarca,movimentoumaisdeR 1 bilhão entre 2020 e 2025 em transações exclusivas com contas ligadas ao ex-banqueiro.

Para além do aspecto financeiro, a nova etapa da operação foca no desmantelamento de uma estrutura de coerção denominada “A Turma”. Segundo a PF, o grupo funcionava como uma milícia privada sob as ordens de Daniel Vorcaro, dedicada a vigiar, ameaçar e intimidar críticos e autoridades que pudessem representar um risco aos interesses do esquema. Entre os membros dessa organização estariam figuras já detidas em fases anteriores, como o cunhado de Daniel, Fabiano Zettel, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”.

Nesta sexta fase, a ofensiva policial cumpre um total de sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, espalhados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A decisão judicial também impôs o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro de bens, visando paralisar as atividades da organização criminosa que responde por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

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