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Segurança

Nova Regulamentação Nacional para Bikes Elétricas Avança no Legislativo

Diante da popularização dos modais sustentáveis e do aumento estatístico de colisões e traumas, a Câmara dos Deputados analisa uma proposta que promete tirar as bicicletas elétricas do “limbo jurídico”, unificando as regras de circulação em todo o território brasileiro.

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Projeto de lei estabelece idade mínima, cadastro obrigatório e multas severas para coibir acidentes

O ordenamento do trânsito para bicicletas elétricas e motorizadas pode ganhar contornos muito mais rígidos em breve. O Projeto de Lei 4920/25, de autoria do deputado Dr. Victor Linhalis (Pode-ES), propõe uma estruturação completa para o setor, prevendo desde a criação de um registro nacional até a obrigatoriedade de equipamentos de segurança que, até então, eram opcionais em diversas regiões. A medida surge como uma resposta direta à crise de segurança viária causada pelo crescimento desordenado desses veículos nas metrópoles brasileiras.

Para o autor da proposta, a falta de uma norma federal clara tem sobrecarregado o sistema de saúde com casos de traumatismos cranianos. Linhalis defende que, embora a mobilidade elétrica seja um avanço ecológico necessário, a proteção à vida deve ser a prioridade. Nesse sentido, o texto estabelece que apenas jovens a partir dos 15 anos de idade poderão conduzir esses veículos. Além disso, torna-se obrigatório o uso de capacetes certificados pelo Inmetro, equipados com viseira ou óculos de proteção, tanto para o condutor quanto para eventuais garupas.

A fiscalização e o controle técnico também são pilares centrais do projeto. Confira os principais pontos de restrição e monitoramento:

  • Velocidade Máxima: Limites de 6 km/h em áreas de pedestres (quando permitido), 25 km/h em ciclovias e até 32 km/h em vias urbanas autorizadas.
  • Proibições de Modificação: É expressamente vetado alterar a potência ou a velocidade de fábrica. Lojas e oficinas que realizarem o “tunning” de motorização estarão sujeitas a multas dobradas e interdição.
  • Identificação Digital: Criação do Cadastro Nacional de Bicicletas Elétricas (CNBE). O veículo deverá portar um QR Code vinculado ao CPF do dono, facilitando a recuperação em casos de furtos.
  • Segurança Ativa: Exigência de retrovisores, campainha, sinalização luminosa frontal e traseira, além de refletores.

O impacto da futura lei se estende também ao mercado de delivery. Empresas de aplicativos de entrega passarão a ter responsabilidade legal sobre a conduta de seus parceiros, sendo obrigadas a fornecer treinamentos de segurança viária. O descumprimento dessas diretrizes pode resultar na suspensão da licença de operação da plataforma. Atualmente, o projeto segue para avaliação técnica e jurídica nas comissões de Indústria e Comércio, Transportes, Finanças e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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Segurança

Gurupi intensifica combate à violência doméstica com blitze e ações educativas no Agosto Lilás

Para combater a violência contra a mulher e aproximar os serviços de acolhimento da população, a Prefeitura de Gurupi deu início a uma série de mobilizações integradas do Agosto Lilás. A iniciativa, que começou com uma blitz educativa na região central nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, também contará com rodas de conversa em postos de saúde, corrida solidária e novas políticas públicas municipais voltadas à segurança e dignidade feminina.

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Campanha promovida pela Prefeitura Municipal mobiliza rede de proteção, traz debates sobre direitos das mulheres e prepara o lançamento de pacto contra o feminicídio

A mobilização em Gurupi é coordenada pela Secretaria Municipal da Mulher e Cidadania e visa conscientizar a comunidade sobre a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar. A primeira grande ação foi uma blitz educativa de conscientização realizada na Avenida Goiás, no cruzamento com a Rua 5. O ato reuniu servidores municipais, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e profissionais dos órgãos parceiros que compõem a Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar.

O foco principal da intervenção urbana foi instruir os cidadãos e motoristas locais, apresentar de forma didática os canais oficiais de denúncia e demonstrar como funciona a atuação conjunta da rede de proteção. Conforme ressaltou a secretária da Mulher e Cidadania, Cristina Donato, debater o tema continuamente é essencial para salvar vidas. A gestora enfatizou que a campanha serve para mostrar que nenhuma mulher está desamparada e que existem canais estruturados para acolhimento e orientação de quem precisa quebrar o ciclo de violência.

Além das intervenções nas ruas de Gurupi, a programação do Agosto Lilás prevê ações descentralizadas nos bairros, com rodas de conversa organizadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Nessas ocasiões, as equipes debaterão as diferentes formas de violência doméstica, além de explicar o passo a passo para a realização de denúncias e o funcionamento dos serviços de proteção ao público feminino.

Outro marco das atividades planejadas é a Corrida Solidária pela Dignidade Menstrual, agendada para o dia 26 de agosto no Parque Mutuca, unindo o esporte a causas de relevância social e solidariedade. A programação do município também reserva o lançamento estratégico do Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres 2026-2028 e a futura assinatura do Pacto Gurupi Contra o Feminicídio, cujas datas específicas de realização ainda serão confirmadas pela gestão municipal.

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Segurança

PRF Realiza Ofensiva no Tocantins Contra a Violência Doméstica e o Feminicídio

Em uma mobilização estratégica que une segurança e conscientização, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) promove, nesta quinta-feira (7), atividades educativas no Tocantins destinadas a combater crimes de gênero e fortalecer a rede de proteção às mulheres em todo o estado.

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Ação educativa em Gurupi e Araguaína celebra o aniversário da Lei Maria da Penha e busca conscientizar passageiros sobre canais de denúncia e acolhimento de vítimas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) programou para esta quinta-feira (7) uma série de ações educativas voltadas ao combate da violência contra a mulher e ao feminicídio no Tocantins. A iniciativa é uma homenagem ao aniversário da Lei Maria da Penha, principal instrumento jurídico brasileiro de proteção feminina, e visa transformar as rodovias em corredores de informação e segurança.

As atividades serão realizadas simultaneamente nas Unidades Operacionais (UOPs) localizadas em Gurupi e Araguaína. O foco das equipes será a abordagem de ônibus de transporte de passageiros, permitindo que as orientações alcancem um grande número de pessoas em trânsito. Durante a programação, os viajantes receberão orientações diretas e materiais informativos com diretrizes claras sobre como identificar abusos, prevenir agressões e onde buscar acolhimento especializado.

Segundo informações da PRF, a meta principal da iniciativa é incentivar as denúncias e mostrar que a omissão não é uma opção. A corporação destaca que a sociedade como um todo desempenha um papel crucial no enfrentamento desse tipo de crime, e que a disseminação de informações é a ferramenta mais eficaz para a prevenção. Com essa ação, a polícia reforça seu compromisso institucional com a promoção dos direitos humanos e a salvaguarda das vítimas.

O tema da proteção feminina tem ganhado forte repercussão no cenário político local, especialmente após casos de violência que impactaram a opinião pública. Recentemente, o deputado federal Carlos Gaguim reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da luta pelos direitos das mulheres no estado, motivado por um feminicídio ocorrido em Palmas que gerou grande comoção. Esse contexto evidencia que a iniciativa da PRF integra um esforço necessário e urgente para reduzir os índices de violência doméstica no Tocantins.

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Segurança

Tocantins registra média de quatro atendimentos diários por violência doméstica: Lei Maria da Penha completa 20 anos

A realidade da violência contra a mulher no Tocantins apresenta números preocupantes, com a Defensoria Pública do Estado (DPE-TO) registrando uma média de 4,4 atendimentos diários relacionados à Lei Maria da Penha no primeiro semestre de 2026. Às vésperas do vigésimo aniversário da sanção da Lei nº 11.340/2006, celebrada no próximo dia 7 de agosto, os dados reforçam a necessidade contínua de mecanismos de proteção e a importância da escuta qualificada para identificar abusos que muitas vezes permanecem invisíveis.

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Balanço da Defensoria Pública revela mais de 800 acolhimentos no primeiro semestre de 2026, destacando a urgência de medidas protetivas e a implementação de monitoramento eletrônico para agressores.

Entre os meses de janeiro e junho de 2026, a Corregedoria Geral da Defensoria Pública contabilizou um total de 805 atendimentos vinculados à aplicação da Lei Maria da Penha. Esse volume estatístico representa cerca de 30 acolhimentos semanais, realizados de segunda a domingo, incluindo plantões em feriados e finais de semana para casos de natureza urgente. Um dado que chama a atenção é que 57,5% dessas demandas, totalizando 463 casos, foram direcionadas especificamente para a solicitação de medidas protetivas de urgência.

De acordo com Flávia Hardt Schreiner, coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), o diagnóstico da violência frequentemente ocorre de forma indireta. Muitas mulheres procuram a instituição por questões de Direito de Família e, através de uma escuta sensível da equipe, revelam sinais de abusos que elas próprias ainda não haviam identificado como tais. A defensora ressalta que a legislação foi um marco ao retirar a violência doméstica da esfera “privada”, reconhecendo-a como uma grave violação dos direitos humanos que abrange danos físicos, psicológicos e morais.

O arcabouço legal tem passado por atualizações importantes para garantir a segurança das vítimas. Uma inovação recente é a Lei nº 15.125/2025, que permite ao Judiciário determinar o monitoramento eletrônico do agressor de forma cumulativa às medidas protetivas. Essa ferramenta visa assegurar o cumprimento do afastamento do lar e a proibição de contato, oferecendo um acompanhamento mais rigoroso e imediato por parte do Estado.

Para as mulheres que necessitam de suporte, a Defensoria Pública mantém postos de atendimento acessíveis, inclusive na Casa da Mulher Brasileira, em Palmas, onde opera a 2ª Defensoria Pública de Atendimento às Mulheres. Vale destacar que a instituição também assegura o direito ao contraditório, oferecendo assistência jurídica aos acusados por meio de defensores distintos dos que assistem as vítimas, garantindo a integridade do processo legal para todas as partes envolvidas.

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