O estado do Tocantins ganha, pela primeira vez na história, um feriado no mês de agosto, em uma celebração que une fé, tradição e economia.
A partir de 2025, o dia 15 de agosto será uma data de celebração para todos os tocantinenses. A Lei nº 4.509, aprovada em setembro de 2024, oficializa a data em homenagem ao Dia do Senhor do Bonfim como feriado estadual. Para o ano de 2025, a celebração acontecerá em uma sexta-feira, proporcionando um fim de semana prolongado, ideal para o turismo local e o descanso.
A notícia foi recebida com entusiasmo, pois a expectativa é de um aumento significativo na movimentação econômica, especialmente nos setores de turismo, alimentação e lazer. Este é um feriado que, além de ser um momento de celebração religiosa, atua como uma alavanca para o desenvolvimento social e econômico do estado.
A devoção ao Senhor do Bonfim remonta ao século XVIII, com uma história que se tornou lenda na região de Natividade. Segundo a tradição, um vaqueiro encontrou uma imagem religiosa em uma área de campo. Ele a levou para a cidade, mas a imagem desapareceu misteriosamente e reapareceu no local original. Desde então, a fé e a tradição se espalharam, culminando na maior e mais tradicional festa religiosa do Tocantins, que atrai fiéis e turistas de diversas partes do país.
A festa, que dura 12 dias, é marcada por romarias, cumprimento de promessas e momentos de profunda fé. A aprovação do feriado é um reconhecimento da importância cultural e religiosa dessa celebração para o povo tocantinense.
A proposta que transformou o Dia do Senhor do Bonfim em feriado estadual foi justificada pela necessidade de valorizar as tradições locais, promover a integração das comunidades e fortalecer o turismo religioso. A data também foi oficialmente incluída no Calendário Cultural do Estado, reforçando seu valor como parte da identidade tocantinense.
Com a oficialização do novo feriado, o comércio do Tocantins se adapta a essa nova realidade. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Tocantins (Fecomércio) já incluiu o Dia do Senhor do Bonfim em sua convenção coletiva de 2024. A lei permite que o comércio em geral funcione, mas com a condição de que as horas extras sejam pagas aos funcionários que trabalharem na data, garantindo a proteção aos direitos trabalhistas.