Eduardo Siqueira Campos segue em prisão domiciliar, mas defesa busca revogação da preventiva
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), recebeu alta médica nesta sexta-feira, 11 de julho, após três dias de internação no Hospital Geral de Palmas. Ele foi hospitalizado em razão de um infarto e passou por um procedimento de angioplastia para desobstrução de uma artéria coronariana. Segundo boletim médico, sua recuperação evolui bem, e o tratamento poderá ser continuado em casa.
O infarto ocorreu na madrugada da última terça-feira, 8 de julho, enquanto Eduardo estava preso no Quartel do Comando Geral, em Palmas. A prisão havia sido determinada pelo Supremo Tribunal Federal dentro de um inquérito que investiga um possível vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça. Ao sentir fortes dores no peito, ele foi encaminhado com urgência ao HGP, onde passou por cateterismo e recebeu um stent.
De acordo com o cardiologista Andrés Sánchez, responsável pelo tratamento, o quadro era de “angina instável de alto risco”, com sintomas intensos como dor no peito, náusea e sudorese. O procedimento foi bem-sucedido e restabeleceu o fluxo sanguíneo da artéria comprometida, sem complicações.
Diante do estado de saúde do político, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso no STF, concedeu a Eduardo o direito de prisão domiciliar na quarta-feira, 9. A medida teve apoio da Procuradoria-Geral da República e foi embasada em laudos médicos apresentados antes da internação. Apesar da mudança, seguem em vigor as medidas cautelares já impostas: ele permanece afastado do cargo, está proibido de se comunicar com os demais investigados e não pode sair do país.
A defesa do prefeito, representada pelo advogado Juvenal Klayber, informou que irá solicitar a revogação da prisão preventiva. Já os outros dois investigados no caso — o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz — continuam detidos, e suas defesas não se pronunciaram sobre possíveis recursos.