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Justiça

Vitória histórica: Justiça obriga plano de saúde a custear tutor individualizado para criança autista em sala de aula

Uma decisão inédita no Tocantins assegurou a uma criança diagnosticada com autismo o direito a acompanhamento individualizado em sala de aula, cinco dias por semana, além do custeio integral de terapias prescritas, incluindo o método ABA e suporte de uma equipe multidisciplinar.

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Decisão Judicial Assegura Tutor em Sala de Aula e Terapias Intensivas

Uma decisão da Justiça do Tocantins garantiu a uma criança autista o direito de ter tutor individualizado em sala de aula, cinco dias por semana enquanto a criança estiver estudando, além do custeio integral de todas as terapias prescritas (tratamento intensivo com método ABA Análise do Comportamento Aplicada,
além de acompanhamento com equipe multidisciplinar composta por psicólogo,
fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicopedagogo e tutor terapêutico, na frequência de
até 30 horas semanais.

O plano de saúde havia limitado as sessões, mesmo diante de laudo médico que apontava a necessidade urgente de tratamento intensivo. A família recorreu a justiça através do advogado Gustavo Esperandio, especialista em direito dos autistas, que patrocinou a ação judicial e conseguiu reverter a negativa.

Na sentença, o juiz classificou a conduta do plano como abusiva e determinou também o pagamento de indenização de R$ 25 mil por danos morais.

Segundo Esperandio, a vitória reafirma que cabe ao médico. e não à operadora definir o tratamento adequado.

“Essa decisão é um marco para famílias que lutam pelo desenvolvimento pleno de seus filhos”, destacou o advogado.

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Justiça

Farra de Irregularidades na Educação de Gurupi Gera Multas de R$ 21 Mil

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) impôs uma série de sanções a ex-membros da Secretaria Municipal de Educação de Gurupi, após identificar um cenário de desordem administrativa que comprometeu a transparência e a eficiência da pasta. Sob a relatoria do conselheiro Napoleão de Souza Luz Sobrinho, a Corte de Contas julgou parcialmente procedente uma representação que detalha negligências em três frentes principais: eventos corporativos, compra de eletrodomésticos e climatização de escolas.

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TCE-TO condena ex-gestores por falhas graves em licitações e entregas de mercadorias; caso dos aparelhos de ar-condicionado será alvo de nova investigação para apurar prejuízo aos cofres públicos.

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) impôs uma série de sanções a ex-membros da Secretaria Municipal de Educação de Gurupi, após identificar um cenário de desordem administrativa que comprometeu a transparência e a eficiência da pasta. Sob a relatoria do conselheiro Napoleão de Souza Luz Sobrinho, a Corte de Contas julgou parcialmente procedente uma representação que detalha negligências em três frentes principais: eventos corporativos, compra de eletrodomésticos e climatização de escolas.

A maior controvérsia envolve o evento “Magic Day dos Professores”. Contratado via inexigibilidade de licitação, o treinamento foi considerado ilegal pelo Tribunal devido à ausência de uma pesquisa de preços abrangente e à falta de documentos que comprovassem a regularidade fiscal da empresa no momento da assinatura. Além disso, a gestão falhou em alimentar os sistemas de controle e o Portal da Transparência, ocultando dados essenciais da sociedade.

No setor de patrimônio, a confusão persistiu. O Tribunal apontou falhas críticas no planejamento da compra de freezers, onde informações contraditórias nos autos impediram a clareza sobre se os equipamentos foram devolvidos ou armazenados sem o devido empenho. Já no caso dos aparelhos de ar-condicionado, a situação é ainda mais grave: os equipamentos entregues possuíam especificações técnicas inferiores às pagas pela prefeitura. Como não houve prova de substituição dos aparelhos ou devolução do excedente financeiro, o TCE determinou a abertura de uma Tomada de Contas Especial para quantificar o dano ao erário.

Ao todo, as multas somam R$ 21 mil. O ex-secretário de Educação, Davi Pereira de Abrantes, recebeu a maior penalidade, fixada em R$ 15 mil. O fiscal de contrato, Altieres Ribeiro Miranda, e o então coordenador de compras, Raimundo Freire Leite, foram multados em R$ 5 mil e R$ 1 mil, respectivamente. Os condenados têm o prazo de 30 dias para quitar os débitos, enquanto a atual gestão municipal recebeu recomendações expressas para rigorizar a fiscalização de contratos e garantir a alimentação fidedigna dos sistemas oficiais de controle.

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Justiça

TCE-TO reprova contas da Saúde de Gurupi e aplica multas a ex-gestores

Em um veredito unânime, a Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Tocantins apontou falhas graves na gestão do Fundo Municipal de Saúde de Gurupi, incluindo o cancelamento indevido de dívidas e o recolhimento insuficiente de encargos previdenciários, resultando em punições financeiras aos responsáveis.

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Irregularidades contábeis e previdenciárias em 2022 motivam sanções contra ex-secretários e contadora

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) julgou irregulares as contas consolidadas do Fundo Municipal de Saúde de Gurupi referentes ao exercício de 2022. A decisão, relatada pelo conselheiro Napoleão de Souza Luz Sobrinho, resultou na aplicação de multas que, somadas, chegam a R$ 7,5 mil, atingindo diretamente dois ex-gestores da pasta e a profissional responsável pela contabilidade da unidade na época.

O maior encargo financeiro recaiu sobre o ex-secretário Sinvaldo dos Santos Moraes, multado em R$ 4 mil. Já o ex-gestor Vânio Rodrigues de Souza e a contadora Valéria Silva Biângulo Rabello foram penalizados em R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. O tribunal identificou uma série de inconsistências técnicas que comprometeram a transparência e a legalidade da prestação de contas, como a ausência de documentação obrigatória e divergências nos registros patrimoniais do município.

Entre os pontos mais críticos destacados pelo relatório técnico está o cancelamento de R$ 280,6 mil em “restos a pagar” sem a devida comprovação documental, o que configura uma falha grave no controle de obrigações financeiras. Além disso, a Corte constatou que o recolhimento da contribuição patronal ao regime próprio de previdência foi realizado com alíquotas inferiores ao que determina a legislação em vigor durante parte daquele ano, gerando um passivo previdenciário e inconsistências nos gastos com pessoal.

Apesar do cenário de desordem administrativa e contábil, o TCE-TO ressalvou que a Prefeitura de Gurupi cumpriu o índice constitucional mínimo de investimento em saúde. No entanto, o cumprimento da meta de aplicação de recursos não foi suficiente para sanear as falhas de gestão. Diante disso, a Corte determinou que o Fundo Municipal adote medidas imediatas para modernizar a integração entre os sistemas de estoque e contabilidade, garantindo que futuros cancelamentos de despesas sejam devidamente formalizados para evitar novas sanções.

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Justiça

MPTO e Polícia Federal fecham o cerco contra preços abusivos nos combustíveis

Em uma força-tarefa que une o Ministério Público do Tocantins (MPTO), a Polícia Federal e o Procon, órgãos de controle intensificam a vigilância sobre os postos de combustíveis em todo o estado. O objetivo central é frear reajustes injustificados e desarticular possíveis esquemas de formação de preços que ferem o Código de Defesa do Consumidor, assegurando que o cidadão pague apenas o valor condizente com os custos reais de mercado.

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Fiscalização rigorosa e investigações de práticas ilícitas buscam proteger o bolso do consumidor tocantinense e garantir transparência nas bombas.

A malha de fiscalização sobre o setor de combustíveis no Tocantins ganhou novos contornos de rigor esta semana. O Ministério Público Estadual, por meio de suas promotorias regionais, deflagrou uma série de procedimentos administrativos para auditar a saúde financeira e contábil de estabelecimentos em polos estratégicos como Palmas, Araguaína, Gurupi, Colinas e Tocantinópolis. A medida exige que os proprietários de postos apresentem notas fiscais e comprovantes de custos de aquisição, permitindo que os promotores verifiquem se o preço final na bomba reflete um aumento real nos custos ou se há uma elevação arbitrária da margem de lucro.

Essa ofensiva institucional ganha ainda mais peso com a entrada da Polícia Federal no cenário. Investigações federais buscam identificar irregularidades sistêmicas na formação de preços, apurando se existem práticas abusivas coordenadas que possam configurar crimes contra a economia popular. A pressão sobre o setor é visível: no extremo norte do estado, recomendações formais já foram expedidas para revendedores de municípios como Augustinópolis e Praia Norte, enquanto na região centro-norte, cidades como Pedro Afonso e Bom Jesus do Tocantins também estão sob monitoramento direto.

O caráter pedagógico das recomendações emitidas pelos promotores Elizon de Sousa Medrado e Lucas Maciel carrega, entretanto, um aviso severo. O MPTO esclareceu que o descumprimento das orientações pode evoluir rapidamente para sanções pesadas, incluindo multas vultosas, processos judiciais e a interdição temporária das atividades comerciais. Paralelamente, o Procon Tocantins atua na linha de frente administrativa, notificando distribuidoras e postos para que detalhem a composição de seus preços e comprovem o repasse de benefícios tributários, como a desoneração do diesel, diretamente ao consumidor.

Amparados pelo Código de Defesa do Consumidor, os órgãos de controle reforçam que a obtenção de vantagem excessiva sobre o comprador é ilegal. Para fortalecer essa rede de proteção, a participação popular é considerada indispensável. Cidadãos que notarem variações suspeitas ou falta de clareza nos painéis de preços são incentivados a formalizar denúncias junto à Ouvidoria do MPTO ou através dos canais de atendimento do Procon (Disque 151 ou WhatsApp 63 9 9216-6840), garantindo que a fiscalização chegue a todos os cantos do estado.

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