Cultura

VÍCIO POÉTICO, VÍCIO LITERÁRIO

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Viciado poeticamente,
Poeticamente viciado,
Borduno o Presidente,
Quanto aquele togado.

Borduno os dois e mais
Porque não sou covarde,
Extensivo a certos canais
Perpetradores de alarde.

Enveredei-me na poesia
Por gostar, não larguei
No ramo criei mania
Até quando, não sei.

Viciado completamente,
Poeto todos os dias,
Inspiração tá na mente,
Do Céu, as cortesias.

Recebo até dormindo,
Chega através do sonho
Aos poucos vou reduzindo
Poetar é vício medonho.

Poeto, dormindo e acordado
Não canso de poetar,
Assim é o viciado
Quando morrer vou parar.


Autor: José Maciel de Brito

Membro da AGL – Academia Gurupiense de Letras

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