Com orçamento limitado e muito desapego, João e Fellipe Vargas transformaram sonho em expedição internacional no “Projeto Cadê os Maninhos”
Naturais de Gurupi, no sul do Tocantins, os irmãos João e Fellipe Vargas estão na estrada à frente do “Projeto Cadê os Maninhos” com a missão de visitar 196 países. A empreitada começou a ganhar forma depois que João, o irmão mais novo, retornou de uma viagem ao exterior com o desejo de explorar novos horizontes. O plano parecia distante até que ele passou a acompanhar a trajetória dos brasileiros Andersson Dias e Robson Jesus, que já haviam percorrido o mesmo trajeto global. Inspirado pelos compatriotas, João passou a estudar a viabilidade do projeto e convidou Fellipe para a empreitada, levando para as estradas do mundo a cumplicidade e a confiança construídas desde a infância.
A expedição tem como foco o estabelecimento de duas marcas expressivas. Juntos, João e Fellipe pretendem se tornar os primeiros irmãos do planeta a visitar os 196 países em conjunto. Além disso, individualmente, João busca o reconhecimento como o homem mais jovem a concluir esse circuito completo.
Tirar a ideia do papel exigiu um ano de preparação intensa sob a mentoria de Robson Jesus, período em que os irmãos estruturaram o itinerário, definiram a logística de deslocamento e organizaram o planejamento financeiro. Para bancar o início da jornada, a dupla vendeu todos os seus pertences e partiu com um orçamento enxuto, contando com a disposição para imprevistos e a fé em Deus como pilares da decisão.
Iniciada em abril de 2026, a viagem já contabiliza cerca de dez países visitados, mantendo uma média de permanência de até 14 dias em cada destino. Atualmente no Camboja, os viajantes acumulam experiências marcantes na bagagem. Entre elas está a travessia de mil quilômetros pelo território da Índia a bordo de um tuk-tuk apelidado de “ZeTelo”, trajeto percorrido em dez dias com direito a encontros com moradores locais e desafios mecânicos na estrada. No Nepal, a passagem dos tocantinenses também foi marcada pela solidariedade, com a atuação voluntária em uma comunidade castigada por deslizamentos e enchentes.
Mostrando a realidade da viagem com leveza, proximidade e o típico humor tocantinense, os irmãos rapidamente conquistaram o público na internet, ultrapassando 100 mil seguidores no Instagram em apenas quatro meses e meio de projeto. Muito além dos números e dos carimbos no passaporte, o propósito declarado de João e Fellipe é construir uma trajetória histórica e levar a identidade, as raízes e o nome do Tocantins para todos os cantos do planeta.
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