Saúde

Hospitalizações em Risco: Sindesto Impõe Prazo ao Governo por Dívida do Servir

A saúde dos servidores estaduais do Tocantins pode ser impactada. O Sindicato dos Hospitais (Sindesto) deu um ultimato ao governo: ou os atrasados do Plano Servir, que somam meses, são pagos e um calendário de quitação é apresentado, ou os hospitais credenciados podem suspender, a partir desta sexta-feira, 10 de outubro, os procedimentos que não são urgentes.

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Crise na Saúde: Suspensão de Atendimentos Eletivos Pode Ocorrer se Pagamentos do Servir Não Forem Regularizados

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto) elevou o tom nas negociações com o Governo do Estado e estabeleceu um prazo final para a regularização dos repasses atrasados do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Servir). A decisão foi tomada após uma assembleia extraordinária realizada na última segunda-feira.

A entidade exige que o pagamento referente aos atendimentos prestados em maio (competência 6) seja efetuado até esta sexta-feira, 10 de outubro. Além disso, o Sindesto cobra a apresentação imediata de um cronograma oficial para liquidar as dívidas de junho e julho (competências 7 e 8), que também já venceram.

O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Sousa Figueiredo, enfatizou que, apesar do diálogo mantido em reuniões com representantes da Secretaria da Administração (Secad) e do Servir em setembro e outubro, a prometida regularização dos pagamentos ainda não se concretizou. “Temos mantido o diálogo aberto e acreditamos na sensibilidade do governo. O setor enfrenta dificuldades crescentes e precisa de previsibilidade para continuar prestando atendimento de qualidade aos servidores,” afirmou Figueiredo.

A principal medida de pressão do sindicato é a suspensão temporária dos atendimentos eletivos por parte dos estabelecimentos credenciados, caso o governo não cumpra o prazo de sexta-feira ou não apresente o cronograma de quitação para os meses seguintes. De qualquer forma, o Sindesto assegura que os casos de urgência e emergência serão mantidos, garantindo o socorro imediato aos beneficiários, enquanto a situação não for resolvida.

O Governo do Estado, por sua vez, manifestou-se por meio de uma nota da Secretaria da Administração (Secad), que gerencia o Plano Servir. A Secad confirmou o “diálogo permanente” com o Sindesto e a rede credenciada, destacando seus esforços para definir um cronograma de pagamento ainda nesta semana. Este cronograma visa abranger os meses de junho, julho e agosto para toda a rede credenciada, não se limitando apenas aos hospitais sindicais.

A nota da Secad aponta que a atual gestão recebeu o Plano Servir com um “passivo acumulado” e atrasos nos pagamentos desde maio, além de um “déficit mensal aproximado de R$ 30 milhões”. A Secretaria assegura que está tratando a situação com “responsabilidade e transparência”, implementando medidas de reestruturação para buscar o reequilíbrio financeiro do plano.

Em uma informação que diverge das cobranças do Sindesto, a Secad afirma que a fatura de maio já foi “integralmente quitada”, e que o pagamento de junho está “em andamento”. O governo reforça que o canal de comunicação com o sindicato permanece aberto para garantir uma comunicação transparente sobre a transição e a apuração detalhada dos valores que integrarão o cronograma de pagamento.

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