Ex-comandante-geral da PMTO aposta na convergência entre segurança pública e fortalecimento do agronegócio para conquistar vaga no Legislativo Federal
Na última quinta-feira, o Clube dos Oficiais e Subtenentes em Gurupi foi palco de uma reunião decisiva entre o Coronel Márcio Antônio Barbosa (Republicanos) e membros da Associação de Subtenentes e Sargentos (ASSPMETO). O local escolhido carrega um simbolismo pessoal para o pré-candidato, que comandou o 4º Batalhão na cidade antes de assumir o Comando-Geral da PMTO. Durante o evento, Barbosa relembrou que sua gestão em Gurupi foi o laboratório para modelos bem-sucedidos de policiamento, que resultaram na redução drástica de índices criminais e no combate direto a modalidades como o “Novo Cangaço” e o tráfico de entorpecentes.
A espinha dorsal da proposta de Barbosa para o Tocantins repousa no binômio segurança e economia. O oficial defende que o agronegócio, sendo o principal motor financeiro do estado, exige uma proteção especializada para garantir a continuidade dos investimentos e do desenvolvimento. Para fundamentar essa tese, ele cita as ações de sua gestão à frente da PM, como a expansão da Patrulha Rural, a aquisição de viaturas adequadas e a implementação de uma doutrina de treinamento específica para o patrulhamento em áreas de difícil acesso.
Para além das divisas estaduais, o Coronel ressaltou que sua passagem pelo comando-geral permitiu a construção de uma rede de influência na capital federal. Ao citar o diálogo com figuras de relevância nacional, como o governador paulista Tarcísio de Freitas, Barbosa indicou que sua atuação parlamentar não será restrita a pautas corporativistas. Segundo ele, o objetivo é utilizar esse trânsito político para viabilizar projetos que alcancem a área social e promovam benefícios diretos para toda a sociedade tocantinense, extrapolando os limites da segurança pública.
O movimento político de Barbosa representa um desafio estratégico de transição: migrar da liderança pautada pela hierarquia e disciplina militar para o campo da articulação legislativa. Ao alinhar-se com o eleitorado conservador e com o setor produtivo, o pré-candidato tenta preencher um espaço de representatividade que demanda tanto autoridade técnica quanto habilidade de negociação. O sucesso dessa empreitada dependerá de sua capacidade de converter o prestígio institucional acumulado na farda em uma voz ativa e influente no Congresso Nacional.