Conecte-se conosco

Justiça

DNA da Esperança: Tocantins adere à Campanha Nacional e o foco é encontrar pessoas desaparecidas

O Estado do Tocantins se une a uma força-tarefa nacional para ajudar a localizar pessoas desaparecidas. De 5 a 15 de agosto, familiares podem doar amostras de DNA em 12 cidades. A iniciativa, que conecta dados estaduais e federais, já se provou eficaz na identificação de dezenas de indivíduos e oferece um caminho de esperança para quem busca respostas há anos.

Publicado há

em

Foto: Divulgação

Uma campanha para reencontros, uma chance de recomeço

O Tocantins abraça a Campanha Nacional de Coleta de DNA, uma ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública com o objetivo de dar suporte às famílias que procuram por entes queridos desaparecidos. Por dez dias, entre 5 e 15 de agosto, uma rede de 12 cidades tocantinenses estará preparada para receber doações de material genético de parentes, um gesto simples que pode trazer respostas definitivas.

O material coletado será adicionado a um banco de dados unificado, permitindo cruzamentos com perfis genéticos tanto em nível estadual quanto no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Essa integração aumenta exponencialmente as chances de identificação, conectando casos que, de outra forma, poderiam permanecer sem solução.

Em sua terceira edição, a campanha já demonstra seu valor. No ano de 2024, a iniciativa resultou na coleta de 1.645 amostras em todo o país e na identificação de 35 pessoas. A coordenadora da campanha no Ministério da Justiça, Beatriz Marques Figueiredo, ressalta a importância da participação popular. “A doação de material genético é uma ferramenta essencial para que as famílias possam ter um encerramento. Ao fortalecer a rede de bancos, permitimos o cruzamento nacional de dados e aumentamos a eficácia do trabalho”, explica.

No âmbito estadual, a campanha é liderada pelo delegado Luciano Cruz, com o apoio do Laboratório de Genética Forense da Polícia Civil e outras entidades parceiras. O Secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, garante que o Tocantins possui a infraestrutura necessária para a realização dos exames e está plenamente integrado à rede nacional. “Esta campanha é um reforço significativo para as forças de segurança e representa uma esperança concreta para muitas famílias”, afirmou o secretário.

O procedimento para a coleta é rápido, indolor e não requer qualquer preparo prévio. Com o uso de um cotonete na parte interna da bochecha, a coleta leva apenas alguns segundos. É importante frisar que o material genético será utilizado unicamente para fins de identificação de pessoas desaparecidas, não sendo empregado em investigações criminais.

Para participar, o familiar deve ter um Boletim de Ocorrência registrado para o desaparecimento, portar seus documentos pessoais e, idealmente, ser um parente direto, como pai, mãe ou filho da pessoa desaparecida. Na ausência desses, a coleta pode ser feita com irmãos.

Locais para Coleta de DNA no Tocantins

Araguatins, 1º Núcleo Regional de Medicina Endereço: Rua Quintino Bocaiúva, nº 206, Centro Contatos: (63) 3474-2700 / (63) 98466-1440

Araguaína, 2º Núcleo Regional de Medicina Legal Endereço: Rua Guanabara, Nº 100, Setor Urbano Contato: (63) 3414-4081

Arraias, Terceira Seccional de Perícias Criminais Endereço: Rua da Independência, Quadra 21, lote 01, Centro Contato: (63) 3653-1068

Colinas do Tocantins, 3º Núcleo Regional de Medicina Legal Endereço: Rua São João, QdA, Lt 16, Nº 604, Setor Santo Antônio Contato: (63) 98452-7997

Dianópolis, 8º Núcleo de Perícias Criminais Endereço: Rua Nilo Rodrigues de Santana, nº 200, Setor Novo Horizonte (Prédio do Detran) Contato: (63) 3692-1047

Guaraí, 4º Núcleo Regional de Medicina Legal Endereço: Av. Paraíba esq. c/ Av. Pará, Nº1265, Bairro Norte Rodoviário Contato: (63) 3464-2530

Gurupi, 7º Núcleo Regional de Medicina Legal Endereço: Rua A, Qd 06, Nº 281, Setor Cruzeiro Contato: (63) 3312-8838

Natividade, 8º Núcleo Regional de Medicina Legal Endereço: Rua Dr. Zacarias, Qd 31, Lote 7-A, Setor Nova Esperança Contatos: (63) 3372-1999 / (63) 98426-7981

Palmas, Laboratório de Genética Forense Endereço: Quadra 304 Sul, Avenida NS 04, lote 02 (ao lado do IML) Contato: (63) 3218-6920

Paraíso do Tocantins, 5º Núcleo Regional de Medicina Legal Endereço: Rua Carlos Gomes, Nº 1010, Setor Jardim Paulista Contato: (63) 3602-1125

Porto Nacional, 6º Núcleo Regional de Medicina Legal Endereço: Av. Antônio Aires Primo, S/N, Sala 03, Centro Contato: (63) 3363-6820

Tocantinópolis, Núcleo Seccional de Medicina Legal Endereço: Rua Paraíba, S/N, Setor Rodoviário Contato: (63) 3471-3568

Continue lendo
Anúncio
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Justiça

Justiça de Gurupi condena envolvidos no assassinato de policial civil ocorrido em 2022

Após dois dias de julgamento pelo Tribunal do Júri em Gurupi, no sul do Tocantins, a Justiça proferiu a sentença de dois homens acusados pelo homicídio qualificado do policial civil Jean Carlos Teixeira, de 41 anos. O crime, que gerou grande comoção local, teve seu desfecho judicial entre os dias 26 e 27 de junho de 2026, culminando na prisão imediata dos condenados.

Publicado há

em

Por:

Foto: Divulgação

Sentença somada dos dois réus ultrapassa os 38 anos de reclusão; um terceiro envolvido foi condenado por furto e porte ilegal de arma de fogo.

As penas aplicadas pelo tribunal somam mais de 38 anos de prisão em regime inicialmente fechado. O réu de 32 anos recebeu uma sentença de 21 anos e três meses de reclusão, enquanto o segundo condenado, de 28 anos, foi sentenciado a 17 anos, sete meses e sete dias. Logo após a leitura da decisão, equipes da Polícia Militar cumpriram os mandados de prisão expedidos, colocando os indivíduos à disposição do Poder Judiciário,.

O assassinato aconteceu na madrugada de 11 de março de 2022, dentro de uma casa noturna em Gurupi,. Na ocasião, Jean Carlos Teixeira foi atingido por disparos de arma de fogo. Um terceiro homem levado a julgamento foi absolvido da acusação de homicídio, entretanto, acabou condenado pelos crimes de furto da arma da vítima e porte ilegal de armamento.

A investigação, conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP) de Gurupi, foi fundamental para o resultado do julgamento,. Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas demonstraram a dinâmica do crime e a responsabilidade dos envolvidos, sustentando a denúncia do Ministério Público,.

O delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, ressaltou que a condenação reflete a eficácia das investigações na região, onde todos os homicídios registrados nos últimos dois anos foram esclarecidos. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins reforçou que o veredito oferece uma resposta necessária à sociedade e aos familiares da vítima, destacando a integração entre as forças de segurança e a Justiça no combate à impunidade.

Continue lendo

Justiça

Justiça Condena Gurupi a Recuperar Área por Crime Ambiental em Aterro

A operação irregular do aterro sanitário de Gurupi resultou em uma condenação criminal para a administração municipal. Com falhas que incluem desde o descarte inadequado de mercúrio até o derramamento de combustíveis no solo, a prefeitura agora é obrigada por lei a implementar um plano abrangente de recuperação ambiental para reverter os danos causados ao ecossistema local.

Publicado há

em

Por:

Foto: Divulgação

Decisão judicial impõe medidas rigorosas de reabilitação e absolve o município de Santa Rita do Tocantins por falta de controle operacional sobre o lixão.

O Município de Gurupi foi condenado pela Justiça do Tocantins por crimes ambientais decorrentes da má gestão de seu aterro sanitário. A sentença, proferida em 23 de junho pelo juiz Baldur Rocha Giovannini, da 1ª Vara Criminal de Gurupi, determina que a administração realize a recuperação integral da área degradada. O magistrado baseou sua decisão em evidências de irregularidades persistentes que comprometem a segurança ambiental da região.

A ação penal foi movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) após investigações apontarem problemas graves na destinação de resíduos sólidos. Laudos periciais realizados ainda em 2018 revelaram o derramamento de óleo queimado e combustíveis diretamente no solo, além do descarte negligente de eletrônicos, carcaças de animais e lâmpadas contendo mercúrio. A fiscalização também identificou o acúmulo de chorume, focos de incêndio e a ausência total de um responsável técnico para supervisionar o local.

Um ponto determinante para a condenação foi a constatação de que o aterro operou sem licença válida entre o ano de 2021 e dezembro de 2024. Segundo a fundamentação jurídica, a responsabilidade penal da prefeitura se configurou pela omissão no manejo adequado do empreendimento, conforme previsto no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais. Por se tratar de um crime de natureza formal, a justiça entendeu que a simples potencialidade de dano à saúde humana é suficiente para a condenação, independentemente da comprovação de um desastre efetivo.

Como punição, o município deverá elaborar e executar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), que necessita de aprovação do Naturatins. Este projeto deve obrigatoriamente contemplar a contenção do chorume, a remediação do subsolo e o monitoramento constante das águas subterrâneas para evitar contaminações futuras. O cumprimento dessas obrigações será acompanhado de perto pelo Juízo da Execução Penal.

Por fim, o município vizinho de Santa Rita do Tocantins, que também figurava no processo, foi absolvido das acusações. A Justiça reconheceu que a cidade apenas utilizava o aterro por meio de um convênio pago, não possuindo controle administrativo ou responsabilidade direta sobre as falhas operacionais detectadas no local. A decisão reforça que a responsabilização penal objetiva é vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro, protegendo entes que não tiveram participação direta no ilícito.

Continue lendo

Justiça

Família agradece apoio para transladar corpo de vítima de feminicídio ao Tocantins e pede Justiça

O assassinato brutal de Edileusa Durães, de 46 anos, interrompeu uma vida marcada pela alegria e deixou uma família de Gurupi em estado de choque. Enquanto o filho adolescente se recupera dos ferimentos sofridos ao tentar proteger a mãe, os parentes agradecem a todos que se mobilizaram pela campanha de solidariedade para transladar o corpo ao Tocantins, enfrentando não apenas o luto, mas o medo de que a impunidade prevaleça diante da crueldade do crime.

Publicado há

em

Por:

Foto: Divulgação

Edileusa Durães foi morta a facadas pelo companheiro no Recanto das Emas; filho de 14 anos ficou ferido ao tentar protegê-la

Edileuza Almeida Durães, carinhosamente conhecida como Dileusa, vivia no Distrito Federal há duas décadas, mas suas raízes permaneciam em Gurupi, no Tocantins. Descrita por conhecidos como uma pessoa extremamente alegre, animada e muito querida tanto em Brasília quanto em sua terra natal, ela teve a vida ceifada a facadas pelo namorado na madrugada do último sábado (20/6), no Recanto das Emas, a investigação aponta que Sandro de Souza Oliveira, 35 anos, foi o autor que logo após o crime teria tentado tirar a própria vida. Ele foi detido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e encaminhado a um hospital sob custódia. O crime foi presenciado por seu filho de 14 anos, que interveio bravamente para defendê-la e acabou sendo atingido por três golpes de faca. O jovem encontra-se em quadro de saúde estável e está sob os cuidados de uma tia, enquanto o agressor, que tentou tirar a própria vida após o ato, foi encaminhado ao Hospital do Gama sob custódia.

A tragédia é o desfecho de um relacionamento abusivo que durava cerca de um ano. Segundo relatos do sobrinho da vítima, Lucas Gomes, o companheiro demonstrava comportamento possessivo e doentio, tentando isolar Edileusa de seus familiares e nutrindo ciúmes até mesmo do filho dela. A família, agora lida com o impacto devastador em sua estrutura e com a responsabilidade sobre o futuro das crianças que dependiam da vítima: o adolescente ferido e uma criança de 4 anos. Edileusa também deixa uma filha de 19 anos, que não residia com ela.

Para viabilizar o traslado do corpo e o sepultamento em solo tocantinense, os familiares organizaram uma “vaquinha” solidária. As doações Foram realizadas através do contato (63) 992094642, que pertence a Valdivina dos Santos, irmã de Edileusa. Em meio ao processo de translado do corpo e organização dos atos fúnebres, a família manifesta publicamente seu agradecimento pelo apoio e pela solidariedade recebidos da comunidade local. As providências legais e o suporte às crianças que dependiam da vítima continuam sendo acompanhados de perto pelos familiares, que reiteram a necessidade de que o caso receba a devida atenção das autoridades competentes.

As autoridades reforçam que casos de violência doméstica devem ser denunciados imediatamente para evitar desfechos fatais. O auxílio pode ser solicitado através do número 190 (Polícia Militar), do 197 (Polícia Civil) ou pelo canal 180 (Central de Atendimento à Mulher), que registra denúncias de forma anônima e gratuita durante 24 horas por dia.

Relembre o caso

Edileuza Almeida Durães, de 46 anos, foi morta na madrugada do último sábado, 20, dentro da residência onde morava, na Quadra 205 do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Durante a ocorrência, o filho da vítima, de 14 anos, ficou ferido ao tentar defendê-la. 

Manicure e mãe de três filhos, Edileuza foi encontrada sem vida no imóvel onde o crime ocorreu por volta da 1h30. No local, equipes policiais apreenderam uma faca apontada como o possível instrumento utilizado no homicídio.

Segundo relatos de pessoas próximas à família, Edileuza e o suspeito mantinham um relacionamento havia aproximadamente um ano. Eles teriam se separado recentemente, mas reataram após o homem não aceitar o término da relação.

Continue lendo
Anúncio Banner TV Assembleia
Anúncio

Populares