Comunidade

Tocantins expande rede de proteção social com capacitação regional em Gurupi

Em um movimento estratégico para descentralizar as políticas públicas de assistência social, o Governo do Tocantins deu início, nesta semana, a um ciclo intensivo de capacitação para profissionais que atuarão na nova rede regionalizada de proteção. O foco é preparar as equipes que assumirão os serviços do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e do inédito Serviço de Família Acolhedora, ambos sediados em Gurupi, garantindo que o suporte técnico chegue com agilidade aos municípios menores.

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Foto: Divulgação

Setas promove formação técnica para equipes do Creas e do Serviço de Família Acolhedora, visando descentralizar o atendimento especializado e fortalecer o amparo a famílias em vulnerabilidade no sul do estado.

O cronograma de formação, conduzido pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), reúne 65 profissionais de diversas localidades. As atividades pedagógicas dividem-se em duas frentes: o treinamento para as equipes de média complexidade do Creas ocorre até esta quarta-feira, 4, enquanto o grupo voltado ao acolhimento familiar segue em instrução até a sexta-feira, 6. O objetivo central é padronizar os fluxos de atendimento conforme as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Segundo a secretária da pasta, Cleizenir Divina dos Santos, a iniciativa é um marco para a gestão estadual, pois encurta a distância entre o cidadão e o Estado. Ao regionalizar os serviços, o governo busca oferecer respostas mais rápidas em situações de violação de direitos, assegurando que crianças e adolescentes tenham prioridade absoluta no acompanhamento psicossocial e na rede de cuidado protetivo.

A estrutura do Creas Regional em Gurupi dará suporte direto a 11 municípios vizinhos, incluindo Araguaçu, Dueré e Peixe. Paralelamente, o Serviço de Família Acolhedora — que promove o acolhimento provisório em lares previamente selecionados em vez de instituições — atenderá uma área de abrangência similar, englobando cidades como Aliança do Tocantins e Figueirópolis. Essa capilaridade é vista por gestores locais como um alento para municípios de pequeno porte que, muitas vezes, carecem de suporte especializado próprio.

Para a diretora de Proteção Social Especial, Rosane Voltolini, a qualidade técnica é o que garante a eficácia do serviço. Ela ressalta que a capacitação assegura que todos os profissionais falem a mesma língua e saibam operar dentro dos protocolos legais. Com as equipes devidamente preparadas, os próximos passos envolvem a estruturação dos fluxos locais e a articulação direta com os conselhos tutelares e o Poder Judiciário para iniciar os atendimentos à população.

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