Estratégia de escavação preserva saúde de animal prestes a dar à luz após queda em fossa
O Corpo de Bombeiros foi acionado para uma ocorrência atípica e sensível na zona sul do Tocantins. Uma égua, que se encontra nos dias finais de sua gestação, caiu em uma fossa sem tampa localizada logo na entrada da residência de seu proprietário. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o animal em pé, confinado em uma estrutura profunda, com o nível da água atingindo a altura de suas patas.
A complexidade do resgate residia no estado gravídico da fêmea. O risco de um aborto espontâneo ou ferimentos internos causados pelo estresse e pelo esforço físico levou a equipe a descartar imediatamente qualquer método de tração direta ou içamento bruto. A prioridade absoluta era garantir que o animal saísse por conta própria, minimizando o impacto físico.
Para viabilizar a saída segura, os bombeiros coordenaram uma intervenção estrutural no terreno. Com o apoio de uma retroescavadeira providenciada pelo proprietário e sob a supervisão técnica dos militares, foi cavada uma rampa lateral que conectava a superfície ao fundo da fossa. O objetivo era criar um caminho gradual que permitisse ao animal caminhar para fora do confinamento.
Após a conclusão da rampa, a equipe utilizou cordas apenas para guiar a direção e manter o equilíbrio da égua durante a subida. A estratégia foi bem-sucedida: o animal emergiu sem lesões aparentes e sem intercorrências durante o processo. Após o susto, a égua foi entregue aos cuidados do dono, permanecendo em observação para garantir que o parto ocorra de forma segura nos próximos dias.