Educação

Prefeitura de Gurupi e UFT unem forças em pesquisas científicas no CCZ

A união entre a gestão municipal e o meio acadêmico promete revolucionar o controle de zoonoses em Gurupi, trazendo inovação para exames de leishmaniose e um monitoramento mais rigoroso da doença do carrapato, beneficiando diretamente a comunidade e a formação profissional.

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Foto: Divulgação

Parceria estratégica visa aprimorar o diagnóstico de doenças e fortalecer a saúde pública municipal

A Secretaria Municipal de Saúde de Gurupi formalizou uma cooperação técnica com o curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Tocantins (UFT) para transformar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em um polo de inovação e pesquisa. O objetivo central é integrar o rigor científico da universidade ao atendimento prático da prefeitura, otimizando as estratégias de vigilância sanitária e garantindo maior precisão no combate a enfermidades que afetam tanto animais quanto seres humanos.

No centro desse projeto estão dois estudos científicos de alta relevância. O primeiro busca refinar o diagnóstico da leishmaniose visceral canina, testando materiais biológicos para identificar métodos que sejam mais precisos e, simultaneamente, menos invasivos para os animais. Já a segunda frente de trabalho foca no mapeamento da doença do carrapato em cães locais, fornecendo dados cruciais para que o município possa antecipar surtos e melhorar os protocolos de tratamento e prevenção.

Para Ricardo da Silva Jesus, secretário executivo de Saúde, a integração é um divisor de águas para a administração pública. Segundo o gestor, a fusão entre o saber universitário e o serviço cotidiano eleva o padrão das políticas públicas, gerando uma assistência técnica superior e resultados mais ágeis para os cidadãos de Gurupi.

A colaboração, na verdade, é o desdobramento de um histórico de sucesso iniciado em 2024. O professor Luiz da Silveira Neto, coordenador de Medicina Veterinária da UFT, relembrou que a universidade já esteve presente em campanhas anteriores, como a de vacinação antirrábica. Para ele, expandir essa atuação para a pesquisa e extensão consolida o conceito de “Saúde Única”, onde o bem-estar animal, humano e ambiental são tratados de forma indissociável.

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