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Infraestrutura/Urbanismo

Força-tarefa em Gurupi investiga suspeita de rompimento de barragem após inundação súbita

O volume de chuva que atingiu Gurupi, no sul do Tocantins, superou os 120 milímetros em apenas quatro horas na última quinta-feira (12), mas o mistério que intriga as autoridades reside no comportamento do Córrego Pouso do Meio. Mesmo após o estio, o nível das águas subiu de forma repentina no meio da tarde, sugerindo que o colapso de um barramento possa ter agravado as enchentes nos bairros Jardim Canaã, Jardim da Luz e Jardim Tocantins.

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Município mobiliza secretarias para amparar famílias desabrigadas e identificar por que o nível do Córrego Pouso do Meio subiu drasticamente horas após o fim das chuvas.

A manhã de quinta-feira foi marcada pelo caos em diversos pontos de Gurupi. Nas avenidas que margeiam o córrego Mutuca, a força da água impediu o tráfego e exigiu uma intervenção heróica do Corpo de Bombeiros para resgatar um motorista ilhado em seu veículo. Na Vila Pedroso, a cena de um motociclista sendo derrubado e quase arrastado pela correnteza ilustrou o perigo enfrentado pela população. No entanto, o cenário mais crítico ocorreu por volta das 15h30, quando, surpreendentemente, o Córrego Pouso do Meio transbordou de forma avassaladora, muito tempo depois da precipitação mais intensa ter cessado.

Diante da anomalia, a Prefeitura de Gurupi instaurou uma força-tarefa composta pelas secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura, Assistência Social e o apoio técnico do Naturatins. O secretário de Meio Ambiente, Diego Rocha, confirmou que a principal linha de investigação é o rompimento de barramentos em propriedades rurais ou áreas adjacentes. Segundo ele, o nível do córrego já apresentava queda ao meio-dia, mas a elevação súbita três horas depois é um indicativo técnico de liberação de grande volume de água represada.

Enquanto a fiscalização ambiental percorre a região para localizar a origem do problema, o braço social do município realiza o atendimento porta a porta. Sob a coordenação de Darcy Fonseca, equipes do CRAS mapeiam os prejuízos materiais das famílias afetadas para viabilizar a concessão de benefícios eventuais. O trabalho inclui o resgate de animais de estimação e o suporte a moradores que tiveram casas e comércios invadidos pela lama.

No campo operacional, a Secretaria de Infraestrutura atua na desobstrução de vias e na limpeza dos resíduos deixados pela enxurrada. A secretária Juliana Passarin reforçou que o trabalho de retirada de lama é contínuo para garantir a segurança sanitária e a mobilidade urbana nos setores atingidos, como o Parque Residencial dos Cajueiros.

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A administração municipal informou que o monitoramento seguirá rigoroso ao longo desta sexta-feira (13). O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) também integra as buscas pelo ponto exato do possível rompimento. A Prefeitura orienta que moradores em situação de risco entrem em contato imediato com a Defesa Civil pelo telefone (63) 3301-4338.

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Infraestrutura/Urbanismo

Gurupi reconstrói passarela na BR-153 após grave acidente de trânsito

Quatro meses após ter sua estrutura metálica central completamente destruída por um caminhão, a passarela de pedestres localizada no quilômetro 672 da rodovia BR-153, no perímetro urbano de Gurupi, começará a ser reinstalada nesta quarta-feira, dia 19. Os trabalhos marcam o fim da espera da população local, que dependia das vias marginais para travessia desde o violento impacto ocorrido em abril.

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Intervenção de engenharia começa nesta quarta-feira (19) para restabelecer de forma definitiva a travessia segura de pedestres

O grave acidente que resultou no colapso da estrutura anterior aconteceu na manhã do dia 13 de abril de 2026, por volta das 06h20. Na ocasião, um caminhão do tipo carreta que trafegava no sentido sul perdeu o controle da direção, saiu da pista e colidiu violentamente contra o pilar de sustentação da passarela de pedestres, situado no canteiro central. O impacto destruiu por completo a estrutura metálica principal da travessia. Investigações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontaram que a principal hipótese para a perda de controle é de que o condutor tenha dormido ao volante.

Durante a colisão, o caminhoneiro ficou preso às ferragens da cabine do veículo, mobilizando equipes de socorro médico e resgate. Com fraturas nas costelas, o motorista foi encaminhado em estado moderado ao Hospital Regional de Gurupi. Por questões de segurança, a rodovia federal permaneceu totalmente interditada logo após o ocorrido. Técnicos e operários da concessionária Ecovias Araguaia trabalharam na retirada do veículo e na remoção preventiva das partes suspensas que estavam comprometidas, liberando o tráfego da rodovia no dia seguinte, 14 de abril.

A partir de agora, a montagem e o içamento dos novos elementos metálicos restabelecerão a passarela danificada, devolvendo aos moradores da região a segurança necessária para transitar pelo perímetro urbano da rodovia.

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Infraestrutura/Urbanismo

Justiça de Gurupi Determina Plano de Regularização Imediata da Fiação em Postes da Cidade

Em uma tentativa de combater os riscos à segurança pública e a degradação urbana causados pelo emaranhado de fios soltos e caídos, a 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Gurupi determinou que as empresas responsáveis e a administração municipal elaborem, em até um mês, planos de ação detalhados para reordenar toda a fiação elétrica e de telecomunicações da cidade.

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Decisão liminar atende a pedido do Ministério Público do Tocantins e impõe multa diária de R$ 10 mil para a Energisa, operadoras de telecomunicação e Prefeitura caso cronogramas não sejam entregues em 30 dias.

A paisagem urbana de Gurupi deve passar por uma profunda reorganização estrutural nos próximos meses. Atendendo a um pedido formulado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), o Poder Judiciário determinou em caráter liminar que a concessionária Energisa Tocantins, as operadoras de telecomunicações que utilizam os postes públicos e o governo municipal apresentem propostas claras para sanar o desordenamento dos cabos na cidade. O prazo estipulado para a entrega dos respectivos planos de ação é de 30 dias, sob a pena de aplicação de multa diária de R$ 10 mil para cada um dos réus envolvidos em caso de descumprimento.

Esta ação civil pública é desdobramento de um Inquérito Civil Público aberto para investigar irregularidades no compartilhamento da infraestrutura de sustentação da rede elétrica. Uma auditoria técnica realizada na localidade apontou um cenário crítico e generalizado de cabos desordenados, emaranhados, soltos ou rompidos no chão e sem qualquer tipo de identificação. Conforme apontado pela 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi, esse descaso representa perigo físico iminente para os cidadãos, contribui para uma severa poluição visual e deprecia o espaço público. A Promotoria também apontou que houve omissão fiscalizatória tanto por parte da distribuidora de energia quanto do Executivo municipal, agravada pelo desrespeito de normas técnicas por parte das prestadoras de serviços de telecomunicações.

A decisão judicial estipula deveres específicos para cada uma das partes. As operadoras de telecomunicação deverão detalhar uma agenda para a identificação completa de seus cabos suspensos utilizando plaquetas plásticas com a sua respectiva razão social e CNPJ. Devem também estabelecer prazos para remover os fios e os equipamentos sem utilidade e disponibilizar um mapa georreferenciado das redes que utilizam na cidade. A distribuidora Energisa, por sua vez, deve apresentar um plano técnico contemplando vistorias de todos os postes na zona urbana, alinhar fiações desalinhadas, desligar ocupações clandestinas e criar mecanismos contínuos de controle.

A prefeitura de Gurupi também deverá atuar diretamente na contenção das irregularidades. A gestão pública municipal foi intimada a apresentar um programa de monitoramento sistemático dessas estruturas de transmissão. O plano deverá ser liderado pela Agência Gurupiense de Regulação e Fiscalização (AGRF) e detalhar as medidas administrativas necessárias para fazer cumprir o ordenamento estipulado pela Lei Municipal nº 2.840/2026.

Uma vez aprovados os cronogramas pela Justiça, os réus deverão dar início imediato às intervenções práticas em campo. A fiscalização do cumprimento das metas será monitorada por meio de relatórios de progresso trimestrais que deverão ser enviados diretamente ao Poder Judiciário. O descumprimento injustificado de quaisquer das etapas poderá acarretar a cobrança de multa diária de R$ 10 mil por réu, com teto inicial estipulado em R$ 300 mil para cada requerido.

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Infraestrutura/Urbanismo

Expansão Logística: Neo Agro Inicia Operações no Parque Agroindustrial de Gurupi

Com o objetivo de suprir demandas críticas da produção rural e industrial, a Neo Agro, empresa vinculada ao Grupo Cacique, estabeleceu sua nova operação no Parque Agroindustrial de Gurupi. A movimentação marca um período de fortalecimento do ambiente de negócios local, impulsionado por melhorias em infraestrutura e apoio direto ao setor produtivo.

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Investimento do Grupo Cacique reforça o papel do município como centro estratégico para o agronegócio e a indústria no Tocantins

O município de Gurupi atravessa uma fase de consolidação como o principal centro logístico do estado do Tocantins. Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson de Souza, a chegada da Neo Agro é um fator determinante para o desenvolvimento da cadeia produtiva local, impactando positivamente tanto o agronegócio quanto o setor industrial da região.

A nova unidade operacional foi projetada para oferecer maior eficiência no abastecimento, atendendo de forma direta as necessidades de produtores rurais, transportadores e industriais na ponta da cadeia. De acordo com as autoridades locais, a escolha de Gurupi pelo Grupo Cacique reflete a confiança no potencial econômico da cidade e nos investimentos contínuos realizados em infraestrutura, que tornam o ambiente altamente atrativo para grandes operações.

Além do impacto técnico na logística e no suporte ao produtor, a instalação da empresa promete benefícios socioeconômicos diretos para a população. A operação da Neo Agro deve fomentar a geração de novos postos de trabalho e atrair divisas significativas para o município, reafirmando o compromisso da gestão em estimular o crescimento sustentável e o fortalecimento do setor produtivo gurupiense.

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