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Justiça

Condenação de 45 Anos Marca Julgamento em Gurupi

Em uma sessão marcada pela gravidade das evidências, o Tribunal do Júri de Gurupi impôs uma sentença severa a Flavio Santana, cujo ataque motivado por ciúmes e posse interrompeu uma vida e deixou marcas indeléveis em outra. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) logrou êxito em demonstrar que o crime não foi apenas uma explosão de violência, mas uma ação calculada e cruel que exigia a resposta mais rigorosa da lei.

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Rigor do Ministério Público garante pena máxima para autor de ataque brutal contra ex-companheira e sogra em Tocantins.

A resposta do Judiciário tocantinense ao feminicídio que chocou o Setor Alvorada II veio em forma de uma sentença de 45 anos e 10 meses de reclusão. Flavio Santana foi condenado em regime inicialmente fechado após o Conselho de Sentença acatar, sem ressalvas, a tese apresentada pelo promotor de Justiça Rafael Alamy, do Núcleo do Tribunal do Júri (MPNujuri). O veredito reconheceu que o réu agiu sob quatro qualificadoras determinantes: motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e o contexto de violência doméstica e de gênero.

O crime, ocorrido na tarde de 12 de agosto de 2024, revelou um cenário de horror. Movido pelo inconformismo com o término do relacionamento, Santana invadiu a residência das vítimas portando um facão. No local, desferiu múltiplos golpes contra sua ex-companheira e a mãe dela. A crueldade do ato foi enfatizada pela acusação, que destacou o sofrimento prolongado infligido às vítimas por meio de golpes em regiões não vitais, visando torturar antes de matar. Enquanto a ex-sogra do agressor não resistiu aos ferimentos e faleceu no local, a ex-companheira conseguiu sobreviver após uma fuga desesperada em busca de auxílio médico.

Durante a sustentação oral, o MPTO ressaltou a periculosidade do réu, que já ostentava uma condenação anterior por homicídio, evidenciando uma reincidência que pesou na fixação da pena. Diante da brutalidade e do risco à ordem pública, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva e o início imediato do cumprimento da pena. Atualmente, o condenado encontra-se custodiado na Unidade de Segurança Máxima de Cariri do Tocantins. Embora a defesa ainda possa recorrer da decisão proferida na última quarta-feira, 11, o desfecho do julgamento é visto como um marco no combate à violência contra a mulher na região.

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Justiça

MPTO e Polícia Federal fecham o cerco contra preços abusivos nos combustíveis

Em uma força-tarefa que une o Ministério Público do Tocantins (MPTO), a Polícia Federal e o Procon, órgãos de controle intensificam a vigilância sobre os postos de combustíveis em todo o estado. O objetivo central é frear reajustes injustificados e desarticular possíveis esquemas de formação de preços que ferem o Código de Defesa do Consumidor, assegurando que o cidadão pague apenas o valor condizente com os custos reais de mercado.

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Fiscalização rigorosa e investigações de práticas ilícitas buscam proteger o bolso do consumidor tocantinense e garantir transparência nas bombas.

A malha de fiscalização sobre o setor de combustíveis no Tocantins ganhou novos contornos de rigor esta semana. O Ministério Público Estadual, por meio de suas promotorias regionais, deflagrou uma série de procedimentos administrativos para auditar a saúde financeira e contábil de estabelecimentos em polos estratégicos como Palmas, Araguaína, Gurupi, Colinas e Tocantinópolis. A medida exige que os proprietários de postos apresentem notas fiscais e comprovantes de custos de aquisição, permitindo que os promotores verifiquem se o preço final na bomba reflete um aumento real nos custos ou se há uma elevação arbitrária da margem de lucro.

Essa ofensiva institucional ganha ainda mais peso com a entrada da Polícia Federal no cenário. Investigações federais buscam identificar irregularidades sistêmicas na formação de preços, apurando se existem práticas abusivas coordenadas que possam configurar crimes contra a economia popular. A pressão sobre o setor é visível: no extremo norte do estado, recomendações formais já foram expedidas para revendedores de municípios como Augustinópolis e Praia Norte, enquanto na região centro-norte, cidades como Pedro Afonso e Bom Jesus do Tocantins também estão sob monitoramento direto.

O caráter pedagógico das recomendações emitidas pelos promotores Elizon de Sousa Medrado e Lucas Maciel carrega, entretanto, um aviso severo. O MPTO esclareceu que o descumprimento das orientações pode evoluir rapidamente para sanções pesadas, incluindo multas vultosas, processos judiciais e a interdição temporária das atividades comerciais. Paralelamente, o Procon Tocantins atua na linha de frente administrativa, notificando distribuidoras e postos para que detalhem a composição de seus preços e comprovem o repasse de benefícios tributários, como a desoneração do diesel, diretamente ao consumidor.

Amparados pelo Código de Defesa do Consumidor, os órgãos de controle reforçam que a obtenção de vantagem excessiva sobre o comprador é ilegal. Para fortalecer essa rede de proteção, a participação popular é considerada indispensável. Cidadãos que notarem variações suspeitas ou falta de clareza nos painéis de preços são incentivados a formalizar denúncias junto à Ouvidoria do MPTO ou através dos canais de atendimento do Procon (Disque 151 ou WhatsApp 63 9 9216-6840), garantindo que a fiscalização chegue a todos os cantos do estado.

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Justiça

Abuso de Poder e Violência: Oficial da PM-TO é Denunciado por Agressão a Soldado

O ambiente de confraternização da Polícia Militar do Tocantins transformou-se em cenário de crime após um tenente-coronel investir violentamente contra uma subordinada. Entre investidas indesejadas, agressões físicas e o uso da hierarquia como escudo, o caso agora mobiliza a Corregedoria e a Justiça, expondo as cicatrizes do assédio dentro das forças de segurança.

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Foto: Montagem por IA

Investigação aponta assédio moral e físico durante evento oficial; vítima permanece afastada sob cuidados psicológicos enquanto oficial segue no cargo

A estrutura hierárquica da Polícia Militar do Tocantins enfrenta um duro teste ético após a formalização de uma denúncia grave contra o Tenente-Coronel Adão Pereira dos Santos. O oficial, comandante de policiamento especializado, é acusado de agredir e assediar sexualmente uma soldado durante uma reunião entre colegas de farda. O relato da vítima detalha uma escalada de violência que começou com importunações verbais e culminou em contato físico forçado.

De acordo com o depoimento da soldado, o oficial insistiu repetidamente em abordagens de cunho sexual, questionando quais seriam suas chances de envolvimento com ela. Mesmo diante da negativa explícita, o tenente-coronel teria avançado fisicamente, segurando o pescoço da subordinada para tentar um beijo forçado. Ao resistir ao movimento, a mulher afirma ter sido golpeada com um tapa no rosto e, na sequência, imobilizada por uma “chave de braço”, sendo necessária a intervenção de terceiros para cessar a agressão.

Testemunhas presentes no local confirmaram o comportamento alterado do superior, relatando que ele afirmava em voz alta que a soldado “seria dele”. O episódio gerou um clima de tensão e constrangimento generalizado. Questionados sobre a demora em intervir, alguns militares destacaram o fator intimidatório: o agressor era um superior hierárquico de alta patente e estava armado, o que travou uma reação imediata por parte dos praças e oficiais de menor graduação presentes.

O Tenente-Coronel Adão Pereira, na corporação desde 1998, responde agora por uma série de crimes, incluindo violência contra inferior, abuso de autoridade e crimes contra a dignidade sexual. Embora o Inquérito Policial Militar (IPM) já tenha sido remetido à Justiça Militar e a Delegacia da Mulher mantenha uma investigação paralela, o oficial continua exercendo suas funções. Em contrapartida, a soldado vítima das agressões encontra-se afastada de suas atividades profissionais, dependendo de suporte psicológico para lidar com o trauma.

Em posicionamento oficial, a Polícia Militar do Tocantins declarou que todas as providências administrativas foram tomadas e que o caso é acompanhado de perto pela instituição. Já a defesa do acusado sustenta a tese de inocência, ressaltando que o processo corre sob segredo de Justiça e que qualquer condenação antecipada pela opinião pública é precipitada, visto que não há uma sentença definitiva. O desfecho do caso agora cabe ao Judiciário, sob o olhar atento de movimentos que combatem a violência de gênero dentro das instituições militares.

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Justiça

MPTO aciona Justiça para garantir nomeação de concursados na Unitins

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ingressou com uma ação civil pública contra a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), exigindo a convocação imediata de candidatos aprovados no concurso público realizado em 2022. A iniciativa, movida pela 2ª Promotoria de Justiça de Augustinópolis, contesta a priorização de contratações precárias em detrimento de profissionais qualificados por meio de certame oficial, focando na regularização do quadro docente do campus da região norte do estado.

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Ação civil pública aponta irregularidades na manutenção de contratos temporários enquanto aprovados em certame de 2022 aguardam convocação, especialmente no Bico do Papagaio.

De acordo com a argumentação do promotor de Justiça Elizon de Sousa Medrado, existe uma disparidade gritante entre as vagas previstas e as convocações efetuadas. Das 132 vagas imediatas anunciadas no edital, apenas 51 aprovados foram chamados até o momento. A situação é considerada crítica no curso de Direito de Augustinópolis, onde apenas um terço dos aprovados (11 de 33) tomou posse. O MPTO destaca que, contraditoriamente, a Unitins tem aberto processos seletivos simplificados para professores temporários nas mesmas disciplinas que possuem candidatos aprovados na lista de espera.

No pedido de liminar, o órgão ministerial solicita que a Justiça proíba a universidade de realizar novas seleções ou contratações temporárias para cargos que ainda possuam aprovados aguardando nomeação. Além disso, requer que a instituição apresente, no prazo de 15 dias, um inventário completo detalhando a carga horária e as funções de todos os servidores temporários e comissionados em exercício. O objetivo final da ação é garantir a rescisão desses vínculos precários e a ocupação efetiva das vagas pelos concursados dentro do número de vagas estipulado.

A urgência da medida judicial fundamenta-se na proximidade do encerramento da validade do concurso, previsto para o dia 30 de abril de 2026. Segundo o promotor Medrado, a universidade já havia sido recomendada administrativamente a corrigir essas distorções ainda em 2024, mas não adotou medidas práticas. Sem a intervenção do Judiciário, o Ministério Público alerta para o risco de prejuízo irreversível aos direitos dos aprovados, diante da persistência da instituição em manter um quadro de pessoal irregular.

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