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Saúde

Gurupi Mobiliza Saúde Pública em Ciclo de Atualização Estratégica

Com o foco em otimizar a resposta da rede municipal frente aos desafios sazonais de saúde, a Prefeitura de Gurupi promoveu, nesta quarta-feira (11), um encontro técnico voltado à atualização de seus profissionais de linha de frente. A reunião, realizada no Centro Cultural Mauro Cunha, conectou agentes de endemias, visitadores comunitários e enfermeiros em uma força-tarefa de planejamento e reciclagem técnica para fortalecer o cinturão de proteção epidemiológica da cidade.

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Ações integradas entre vigilância epidemiológica e imunização buscam manter baixos índices de arboviroses e reforçar o controle de escorpiões no município.

A estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Saúde visa consolidar os resultados positivos observados no último ano. Durante o evento, o coordenador de Vigilância Epidemiológica, Halex Cavalcante, apresentou um panorama otimista: enquanto grandes centros urbanos do Tocantins enfrentam crises com casos graves de dengue, Gurupi mantém indicadores controlados. A ausência de registros de dengue hemorrágica no último ciclo foi apontada como o reflexo direto das visitas domiciliares e do monitoramento constante realizado pelas equipes de campo.

A eficácia do trabalho preventivo ganha agora um reforço aguardado: a chegada das vacinas contra a dengue. Segundo a coordenadora de imunização, Nara Noleto, as primeiras doses devem desembarcar no município já na próxima semana. Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, a campanha terá início com o público de 10 a 14 anos, faixa etária que estatisticamente apresenta maior vulnerabilidade para internações e complicações da doença.

Além do combate aos mosquitos, o controle de escorpiões ocupou lugar central no debate. O especialista Danilo Donato detalhou a biologia desses aracnídeos e expôs números impressionantes do último ano. Em 2025, a equipe de Busca Ativa realizou mais de 340 inspeções, resultando na captura de 600 espécimes. A preocupação maior recai sobre o escorpião-amarelo, cuja presença foi confirmada em 85 das capturas, exigindo atenção redobrada em áreas com crianças e idosos.

O encerramento do encontro, que contou com a presença da diretora de Atenção Básica, Maria Auxiliadora Paixão, e do secretário executivo de Saúde, Ricardo Silva, reforçou a ideia de que a saúde pública se faz no território. Para os gestores, a capacidade de identificar precocemente os riscos e classificar corretamente os sintomas é o que garante que a “porta de entrada” do SUS em Gurupi permaneça eficiente e segura para toda a população.

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Saúde

Gurupi Inicia Oferta Gratuita de Implanon e Revoluciona Saúde da Mulher no Tocantins

Em um avanço histórico para o planejamento familiar e a saúde ginecológica local, a Prefeitura de Gurupi deu início, nesta terça-feira (10), à aplicação do Implanon via Sistema Único de Saúde. O implante subdérmico, reconhecido mundialmente pela eficácia e praticidade, representa uma conquista estratégica para mulheres em situação de vulnerabilidade clínica ou social, oferecendo uma alternativa moderna para o controle reprodutivo e o tratamento de condições como a endometriose.

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Método contraceptivo de alta tecnologia, que chega a custar R$ 2 mil na rede privada, passa a ser disponibilizado pelo SUS na Clínica da Mulher para casos prioritários

Secretaria Municipal de Saúde de Gurupi oficializou a introdução do etonogestrel — popularmente conhecido como Implanon — em sua rede de atendimento especializado. O procedimento inaugural ocorreu na Clínica da Mulher, consolidando a unidade como referência em tecnologias reprodutivas na região. Anteriormente restrito a pacientes com alto poder aquisitivo devido ao custo elevado na rede particular, o método agora integra o catálogo do SUS em Gurupi, fruto de uma articulação técnica entre o Ministério da Saúde e a gestão municipal.

Nesta fase inicial, o município dispõe de um lote de 266 unidades. Devido à quantidade limitada, a coordenação da Clínica da Mulher estabeleceu protocolos rigorosos para a seleção das beneficiárias. Segundo Clara Marrafon, coordenadora da unidade, a prioridade é dada a pacientes que apresentam dificuldades de adaptação a outros métodos, como pílulas orais, ou que possuem diagnósticos clínicos específicos. A primeira contemplada, uma adolescente de 15 anos que luta contra os sintomas da endometriose desde a infância, exemplifica o perfil de atendimento: casos onde o implante atua não apenas como contraceptivo, mas como ferramenta terapêutica para alívio de dores crônicas.

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O procedimento é realizado de forma ambulatorial pela médica Marcosa Azevedo, que detalha o funcionamento do dispositivo: um pequeno bastonete inserido sob a pele do braço que libera hormônios de forma contínua por até três anos. Além da alta eficácia contra a gravidez indesejada, o Implanon é um aliado no controle de fluxos menstruais intensos e cólicas severas. A aplicação é rápida e praticamente indolor, como relatou a primeira paciente assistida, que destacou o sentimento de alívio e esperança após anos de sofrimento com crises de dor.

Para garantir a eficiência do programa, o fluxo de atendimento começa nas Unidades de Saúde da Família (USF). As mulheres interessadas devem passar por uma triagem inicial em seus bairros; caso se enquadrem nos critérios de elegibilidade técnica e social, são encaminhadas à Clínica da Mulher para a avaliação final e inserção do dispositivo. Com essa iniciativa, Gurupi dá um passo decisivo para democratizar o acesso à saúde de ponta, promovendo dignidade e qualidade de vida para a população feminina.

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Saúde

Justiça Intervém na Saúde de Gurupi e Exige Reformas Urgentes na UPA 24h

Diante de um cenário crítico que inclui desde mofo nas paredes até a ausência de oxigênio canalizado, o Judiciário acolheu o pedido do Ministério Público para garantir que a Unidade de Pronto Atendimento de Gurupi ofereça, finalmente, segurança e dignidade aos pacientes e servidores.

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Decisão liminar obriga Município e Fundação UnirG a sanarem falhas estruturais e falta de insumos em prazos rigorosos

A saúde pública em Gurupi passa por um momento de cobrança severa por parte do Poder Judiciário. Após uma fiscalização detalhada revelar condições alarmantes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), uma decisão liminar determinou que a administração municipal e a Fundação UnirG — gestora da unidade — iniciem um processo imediato de recuperação do local. A intervenção é fruto de uma Ação Civil Pública movida pelo promotor Marcelo Lima Nunes, da 6ª Promotoria de Justiça, que baseou a acusação em relatórios técnicos preocupantes.

Os problemas listados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) compõem um quadro de negligência administrativa e risco sanitário. Entre as irregularidades mais graves estão a falta de uma rede de gases medicinais canalizada, escassez de remédios básicos e a ausência de alvarás de funcionamento expedidos pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros. No aspecto físico, a unidade sofre com infiltrações severas e proliferação de mofo, além de operar com equipamentos de emergência insuficientes ou obsoletos.

O magistrado responsável pelo caso estabeleceu um cronograma rígido para que o serviço seja normalizado. As reformas estruturais precisam ser iniciadas no prazo de 30 dias, com um teto de quatro meses para a entrega total das obras, acompanhadas de um planejamento financeiro detalhado. Já o estoque de medicamentos e a manutenção de equipamentos devem estar em conformidade em até 60 dias. Para a regularização documental e profissional, o prazo concedido foi de apenas um mês.

Com essa medida, o MPTO espera interromper a trajetória de precariedade que coloca em xeque a vida dos cidadãos que dependem exclusivamente do SUS em Gurupi. O descumprimento das ordens poderá resultar em sanções para os gestores, que agora correm contra o tempo para adequar a unidade aos padrões mínimos de saúde e segurança exigidos por lei.

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Saúde

Lupa do Ministério Público sobre Obra de UBS em Gurupi

Com apenas 20% da estrutura edificada e o prazo de entrega batendo à porta, o Ministério Público do Tocantins abre inquérito para passar a limpo a gestão dos recursos federais e a viabilidade da Unidade Básica de Saúde do Setor Bela Vista.

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Investigação foca em atraso crítico e risco de abandono em projeto de R$ 2,2 milhões

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) decidiu intervir oficialmente na fiscalização da construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Setor Bela Vista, em Gurupi. A abertura de um inquérito civil busca investigar o descompasso alarmante entre o cronograma financeiro e a realidade do canteiro de obras. Embora 90% do tempo estipulado em contrato já tenha sido consumido, menos de um quinto da construção foi efetivamente realizado, levantando suspeitas sobre a aplicação das verbas federais destinadas ao projeto.

A obra, avaliada em R$ 2.283.728,00, entrou no radar de órgãos de controle após o Observatório Social de Palmas listar o projeto entre as 34 construções da área da saúde com alto risco de paralisação no estado. O cenário é agravado pelo fato de que a primeira parcela dos recursos já foi totalmente liberada, sem que o avanço físico acompanhasse o aporte financeiro. Dados da própria Secretaria Municipal de Saúde revelam que, até o final de 2025, o progresso era de parcos 15,5%, subindo timidamente para 19,77% em medições recentes.

O desafio logístico e técnico agora beira o impossível: a prefeitura precisa executar mais de 80% da obra em menos de três meses, visto que o contrato expira em 10 de maio de 2026. Diante da inércia, a 8ª Promotoria de Justiça de Gurupi exigiu explicações detalhadas da secretária de Saúde, Luana Nunes. O MP cobra um posicionamento técnico que justifique o rendimento pífio, especialmente entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, quando a evolução foi de apenas 4,27%, sugerindo uma paralisação prática das atividades.

Além da pressão sobre o Executivo Municipal, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) foi acionado para realizar uma perícia técnica via sistema SICAP. O objetivo é cruzar os dados de execução e tempo para verificar se ainda existe viabilidade de entrega da unidade. O inquérito, que possui prazo de um ano para conclusão, poderá incluir vistorias presenciais e deve apurar se houve negligência administrativa ou má utilização do dinheiro público em uma infraestrutura essencial para a comunidade gurupiense.

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